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O que é a HANTAVIROSE e como atinge a população

 A HANTAVIROSE é uma zoonose viral aguda, cuja infecção em humanos, no Brasil, se apresentam na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Na América do Sul, foi observado importante comprometimento cardíaco, passando a ser denominada de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). 

Os hantavírus possuem como reservatórios naturais alguns roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer.  



1. Rato-do-capim (Necromys lasiurus)

É um dos principais reservatórios no Brasil.

Associado principalmente ao:

  • Cerrado;
  • áreas agrícolas;
  • pastagens.

Está relacionado ao vírus Araraquara, um dos mais graves do país.

Características:

  • pequeno;
  • pelagem marrom;
  • vive em capinzais e lavouras.

2. Rato-do-arroz (Oligoryzomys nigripes)

Muito importante na região Sul e Sudeste.

Relacionado ao vírus Juquitiba.

Habita:

  • Mata Atlântica;
  • áreas rurais;
  • plantações;
  • bordas de mata.

É um roedor ágil, pequeno e excelente escalador.


3. Camundongo-do-campo (Calomys tener)

Associado a áreas agrícolas e vegetação aberta.

Encontrado principalmente em:

  • lavouras;
  • áreas de cerrado;
  • campos.

A Hantavirose é causada por um vírus RNA, pertencente à família Hantaviridae, gênero Orthohantavirus. Os membros desse gênero e família podem ser chamados de, simplesmente, Hantavirus.

O rato urbano comum transmite?

Ratazana (Rattus norvegicus)

O rato de esgoto urbano está mais associado a:

  • leptospirose;
  • salmonelose;
  • peste (historicamente).

Ele não é considerado o principal reservatório dos hantavírus brasileiros.


Camundongo doméstico (Mus musculus)

Também não é o principal reservatório dos hantavírus mais importantes no Brasil.

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Como os surtos começaram a chamar atenção

Coreia — anos 1950

Guerra da Coreia

Durante a guerra, milhares de soldados apresentaram:

  • febre;
  • hemorragias;
  • insuficiência renal.

Os casos ocorreram próximos ao rio Hantan, origem do nome “hantavírus”.

Mais tarde, pesquisadores identificaram o vírus em roedores locais.


Estados Unidos — 1993

Surto de hantavírus de Four Corners

Um importante surto ocorreu na região de Four Corners, entre:

  • Arizona;
  • Novo México;
  • Colorado;
  • Utah.

Jovens saudáveis morreram rapidamente por insuficiência respiratória grave.

A investigação revelou:

  • aumento populacional de ratos silvestres;
  • maior contato humano;
  • condições climáticas que favoreceram reprodução dos roedores.

Foi nesse episódio que a forma cardiopulmonar americana ganhou destaque mundial.

Importante: Nas Américas, a hantavirose se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA).

Hantavirose: em números

TRANSMISSÃO

A infecção humana por hantavirose ocorre mais frequentemente pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. As outras formas de transmissão, para a espécie humana, são:

  • Percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de roedores;
  • Contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
  • Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile, sempre associada ao hantavírus Andes.

O período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido. Estudos sugerem que o período de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sinais/sintomas.

Já o período de incubação do vírus, ou seja, o período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, com variação de 3 a 60 dias. 

Diversos fatores ambientais estão associados com o aumento no registro de casos de hantavirose, e estão ligados ao aumento da população de roedores silvestres como, o desmatamento desordenado, a expansão das cidades para áreas rurais e as áreas de grande plantio, favorecendo a interação entre homens e roedores silvestres.

Por que o contágio aumenta em certas épocas

O risco cresce quando há:

  • aumento populacional de roedores;
  • períodos de chuva seguidos de grande oferta de alimentos;
  • desmatamento;
  • queimadas;
  • expansão agrícola;
  • armazenamento inadequado de grãos.

Essas condições aproximam roedores silvestres das áreas humanas.

SINTOMAS

Na fase inicial, a hantavirose causa os seguintes sintomas:

  • Febre;
  • Dor nas articulações;
  • Dor de cabeça;
  • Dor lombar;
  • Dor abdominal;
  • Sintomas gastrointestinais.

Na fase cardiopulmonar, os sintomas da hantavirose são:

  • Febre;
  • Dificuldade de respirar;
  • Respiração acelerada;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Tosse seca;
  • Pressão baixa.

Importante: Diversos fatores ambientais estão associados com o aumento no registro de casos de hantavirose, e estão ligados ao aumento da população de roedores silvestres como, o desmatamento desordenado, a expansão das cidades para áreas rurais e as áreas de grande plantio, favorecendo a interação entre homens e roedores silvestres.

Uma característica importante

Na maioria dos hantavírus das Américas, a transmissão entre pessoas é extremamente rara ou inexistente.

A principal exceção conhecida envolve o vírus Andes, na Argentina e Chile, onde já houve transmissão pessoa a pessoa.

Onde o risco é maior no Brasil

As áreas com maior ocorrência costumam envolver:

  • regiões agrícolas;
  • armazenamento de grãos;
  • áreas de desmatamento;
  • zonas rurais próximas à mata.

Estados com registros frequentes:

  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Santa Catarina;
  • Mato Grosso;
  • Goiás;
  • Distrito Federal.

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Em algumas regiões do Brasil, observa-se um padrão de sazonalidade, possivelmente decorrente da biologia/comportamento dos roedores reservatórios.

Apesar de a doença ser registrada em todas as regiões brasileiras, o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste concentram maior percentual de casos confirmados.A presença da SCPH até o momento é relatada em 16 Unidades da Federação: Pará, Rondônia, Amazonas, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

As infecções ocorrem principalmente em áreas rurais, em situações ocupacionais relacionadas à agricultura, sendo o sexo masculino com faixa etária de 20 a 39 anos o grupo mais acometido.A taxa de letalidade média é de 46,5% e a maioria dos pacientes necessita de assistência hospitalar.

Informação- 

Em 2025 foram 15 óbitos confirmados originários das regiões, Sul, Sudeste e Centro Oeste.

Em 2025 fora confirmados 35 casos de hantavirose nas mesmas regiões, com apenas 1 caso na região nordeste.

(dados Ministerio da Saude)

TRANSPORTE DE PACIENTE

Dada a evolução rápida e progressiva do quadro prodrômico para insuficiência respiratória grave e, até mesmo, choque circulatório, para evitar óbito, o paciente com hantavirose deve ser transportado acompanhado de médico habilitado e em condições que assegurem: 

Estabilidade hemodinâmica;              

Parâmetros ventilatórios adequados, com oxigenioterapia e suporte ventilatório mecânico, se necessários;        

Acesso venoso, sem administração excessiva de líquidos;                

Controle cardiovascular com uso de aminas vasoativas em doses adequadas;         

Normas de biossegurança;      

Mobilização apenas quando necessária e sem desgaste físico do paciente.

PREVENÇÃO

A prevenção das hantavirose baseia-se na utilização de medidas que impeçam o contato do homem com os roedores silvestres e suas excretas (resíduos eliminados do organismo).

As medidas de controle devem conter ações que impeçam a aproximação dos roedores, como, por exemplo, roçar o terreno em volta da casa, dar destino adequado aos entulhos existentes, manter alimentos estocados em recipientes fechados e à prova de roedores, além de outras medidas que impeçam a interação entre o homem e roedores silvestres, nos locais onde é conhecida a presença desses animais.

NÃO HÁ REGISTRO DE HANTAVIRUS ENCONTRADOS EM ROEDORES URBANOS

Um detalhe importante no controle de pragas

O hantavírus é diferente das pragas urbanas clássicas porque:

  • o reservatório principal é silvestre;
  • o problema está ligado ao ambiente natural;
  • o controle depende muito de manejo ambiental e prevenção da exposição humana.

Por isso, estratégias eficazes incluem:

  • vedação de construções rurais;
  • manejo correto de grãos;
  • limpeza segura;
  • redução de abrigo e alimento para roedores;
  • educação preventiva para trabalhadores rurais.
Em relação às empresas e industrias edificadas em ambientes rurais, é importante verificar se há roedores "diferentes"  capturados ou mortos na desratização. Se forem aparentemente estranhos, devem ser cuidadosamente removidos, entregues para identificação e investigar mais profundamente a presença desses animais.

Textos obtidos:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hantavirose e de outras fontes bibliográficas.


   



                 



Aranha Marrom (Loxosceles reclusa) onde fica nas estruturas?

A espécie citada pertence ao gênero Loxosceles, conhecida como aranha-marrom ou aranha-violino.

Os dados epidemiológicos mencionados são do Ministério da Saúde, e o soro é produzido pelo Instituto Butantan.

Os cinco esconderijos da aranha-marrom dentro de casa

A aranha-marrom prefere ambientes:

Escuros, Secos, Quentes e com pouca movimentação



Locais mais comuns:

1️⃣ Roupas guardadas

Principal ponto de acidente.

O risco ocorre ao vestir a peça e comprimir o animal contra a pele.


2️⃣ Sapatos e tênis

Especialmente os pouco usados ou guardados por dias.


3️⃣ Atrás de móveis e quadros

Ambientes pouco movimentados e encostados à parede.


4️⃣ Materiais de construção

Telhas, tijolos, madeiras e entulhos.


5️⃣ Armários, depósitos e caixas

Locais fechados, pouco ventilados e com acúmulo de objetos.


📊 Contexto epidemiológico

Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados mais de 43 mil acidentes com aranhas em 2023, sendo a aranha-marrom uma das principais envolvidas, com maior concentração na região Sul.

No Brasil, apenas três gêneros de aranhas são considerados de importância médica:

Armadeira (Phoneutria), Viúva-negra (Latrodectus) , Aranha-marrom (Loxosceles)


🧪 Como reconhecer possível picada ?

A picada pode passar despercebida inicialmente.

Evolução típica:

Dor leve nas primeiras horas; Lesão pálida ou arroxeada com halo avermelhado; Em alguns casos, necroseEm quadros graves: urina escura, palidez, icterícia.

Sintomas sistêmicos exigem atendimento imediato.


🏥 Tratamento - Conduta recomendada:

Procurar atendimento médico imediatamente

Lavar o local com água e sabão (sem atrasar atendimento)

Compressas mornas para dor

Se possível, informar características do animal

O soro antiaracnídico é indicado nos casos graves.


🧠 Análise técnica (importante)

A aranha-marrom:

Não é agressiva.

Ataca quando comprimida.

Prefere ambientes desorganizados e com acúmulo.

Veja como isso dialoga com princípios clássicos de controle ambiental:


✔ Organização

✔ Vedação de frestas

✔ Redução de abrigo

✔ Manejo de resíduos

✔ Limpeza estrutural


A lógica é sempre a mesma:

Ambiente favorável → abrigo → permanência → risco.

        


Aranhas de importância médica no Brasil

Picadas de aranha são raras e geralmente acidentais. A maioria das espécies não causa problemas graves.

Três gêneros de aranhas são de importância médica no Brasil: Phoneutria (armadeira), Loxosceles (aranha-marrom) e Latrodectus (viúva-negra), pois seus venenos podem causar envenenamento e exigem atendimento médico.

Identificar a aranha é fundamental. O ideal é levar o animal capturado com segurança ou uma foto nítida ao serviço de saúde. Fotos da internet não ajudam.

Quando não há a aranha, médicos investigam os sintomas, a evolução da lesão e exames de sangue para definir o tratamento e a necessidade de soro.

A urbanização aumentou o contato com essas aranhas, especialmente em armários, depósitos e entulhos.

Principais espécies e sintomas:

  • Aranha-armadeira (Phoneutria): dor imediata intensa, vermelhidão e inchaço; em casos raros, sintomas graves. O soro é indicado se a dor persiste ou surgem sintomas gerais.
  • Aranha-marrom (Loxosceles): dor leve a moderada; após horas pode surgir lesão arroxeada que evolui para necrose. Pode causar anemia e insuficiência renal. O soro é eficaz mesmo dias depois, especialmente até 48h.
  • Viúva-negra (Latrodectus): dor intensa, ardência e sintomas musculares e sistêmicos. Geralmente tratada com analgésicos; soro nem sempre é necessário.

ATENÇÃO: Sempre que houver suspeita de picada, a recomendação é procurar atendimento médico.

Procure atendimento médico imediatamente (Hospital com soro/SUS).

Lave o local da picada com água e sabão.

Se possível, tire uma foto do animal para identificação.

Faça compressas mornas para alívio da dor.

Não amarre o membro e não corte o local.

Os acidentes com aranhas são comuns em áreas urbanas, especialmente ao vestir roupas, calçar sapatos ou manusear objetos guardados por muito tempo. 



Quer saber mais sobre a criptococose? Leia esse texto com Informações mais detalhadas

A criptococose é uma infecção provocada pelo fungo Cryptococcus neoformans ou Cryptococcus gattii.


Sintomas/Diagnóstico/Tratamento

As pessoas podem não ter sintomas ou podem ter dor de cabeça e confusão, tosse e peito dolorido, ou uma erupção cutânea, dependendo de onde se encontra a infecção.

O diagnóstico se baseia na cultura e no exame do tecido e de amostras de líquido.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral ou, se a infecção for grave, por via intravenosa.

O Cryptococcus neoformans ocorre principalmente no solo que está contaminado com fezes de pássaros, principalmente de pombos. Em geral, Cryptococcus gattii está presente em certas espécies de árvores. Esses fungos são encontrados em todo o mundo. Ao contrário do Cryptococcus neoformans, o Cryptococcus gattii não está associado a aves.


A infeção por Cryptococcus era relativamente rara até começar a epidemia da AIDS. A criptococose é uma infecção oportunista definidora para pessoas com AIDS.

O fungo tende a infectar pessoas que têm o sistema imunológico debilitado, incluindo pessoas que têm:

AIDS

Têm linfoma de Hodgkin ou outro linfoma

Sarcoidose

Uso de medicamentos que suprimem o sistema imunológico, como aqueles usados para prevenir a rejeição de um órgão transplantado e, quando tomados por um longo período, corticosteroides

Porém, a criptococose causada por Cryptococcus gattii, também pode também se desenvolver em pessoas com um sistema imunológico normal. Ela também tem mais probabilidade de ocorrer em pessoas que apresentam outros distúrbios pulmonares, têm 50 anos de idade ou mais ou que fumam tabaco.

A infecção geralmente ocorre quando as pessoas inalam os esporos do fungo. Portanto, a criptococose normalmente afeta os pulmões. Ela se dissemina comumente para o cérebro e tecidos que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meninges), resultando em meningite.

A criptococose também pode se disseminar para a pele e outros tecidos, como os ossos, as articulações, o baço, os rins e a próstata.

1 - Sintomas de criptococose

A criptococose geralmente causa sintomas leves e imprecisos. Os outros sintomas variam dependendo de onde a infecção se encontra:

Infecção pulmonar: nenhum sintoma em algumas pessoas, tosse ou tórax dolorido em outras e, se a infecção for grave, dificuldade respiratória

Meningite: Dor de cabeça, visão turva, depressão, agitação e confusão

Infecção cutânea: uma erupção cutânea, consistindo de caroços (às vezes cheios de pus) ou ulcerações abertas

A criptococose pode se espalhar para a pele e causar uma erupção cutânea na forma de caroços (às vezes, com pus) ou feridas abertas.

A infecção pulmonar raramente é perigosa. A meningite traz risco à vida.

2 - Diagnóstico de criptococose

Cultura e exame de uma amostra de tecido ou líquido

Para diagnosticar criptococose, o médico colhe amostras de tecido e de líquidos do organismo, como o líquido cefalorraquidiano, expectoração, urina e sangue, para fazer a cultura e análise. É feita uma punção na coluna vertebral (punção lombar) para obter líquido cefalorraquidiano (o líquido que circunda o cérebro e a medula espinhal).

O sangue e o líquido cefalorraquidiano podem ser examinados para detectar certas substâncias liberadas pelo Cryptococcus.

3 - Tratamento de criptococose

Medicamentos antifúngicos

Geralmente, são usados medicamentos antifúngicos para tratar criptococose.

Pessoas com sistema imunológico saudável

Se a infecção afetar apenas uma pequena parte do pulmão e não causar nenhum sintoma, geralmente nenhum tratamento é necessário. Entretanto, alguns médicos preferem tratar a criptococose sempre. O fluconazol é administrado por via oral para encurtar a duração da doença e reduzir o risco de a infecção se disseminar.

Se uma infecção pulmonar causar sintomas, administra-se fluconazol por via oral por 6 a 12 meses.

Para pessoas com meningite, o tratamento é anfotericina B, administrada por via intravenosa, seguida por fluconazol, administrado por via oral, durante muitos meses.

No caso de pessoas sem meningite, o tratamento normalmente é feito com fluconazol por seis a doze meses.

Para pessoas com infecção na pele, nos ossos ou em outros locais, o tratamento costuma ser fluconazol por via oral. Se a infecção for grave, as pessoas recebem anfotericina B por via intravenosa, mais flucitosina e fluconazol, administrados por via oral.

Pessoas que possuem um sistema imunológico debilitado

Pessoas com o sistema imunológico debilitado sempre requerem tratamento.

Uma infecção pulmonar leve a moderada pode ser tratada com fluconazol administrado por via oral por 6 a 12 meses.

Uma infecção pulmonar grave ou meningite pode ser tratada com anfotericina B, administrada por via intravenosa, combinada com flucitosina, seguida por fluconazol, ambos administrados por via oral.

Depois de tratar a criptococose, em geral, pessoas com AIDS precisarão continuar a tomar um medicamento antifúngico (como fluconazol) até que sua contagem de CD4 (o número de um tipo de glóbulo branco que diminui quando a AIDS não está controlada) seja maior que 150 células por microlitro de sangue.

Reproduzido de Manual MSD - Versão Saude para a familia


Islândia perde o status de unico país sem mosquitos - nova espécie é identificada

 Culiseta annulata é uma espécie de mosquito que foi recentemente descoberta pela primeira vez na Islândia em 2025, um país antes livre de mosquitos. É uma espécie adaptada ao frio, encontrada na região paleártica, que pode picar humanos e está sendo monitorada para avaliar sua adaptação ao novo ambiente. 

                 



                                                          

Características e distribuição:

É uma espécie de mosquito encontrada em diversas partes da Europa e do norte da África.

  • Pode sobreviver no inverno em locais abrigados, como porões e celeiros.
  • É o maior mosquito do Reino Unido e é conhecido por picar humanos. 
Descoberta na Islândia
  • Três exemplares (duas fêmeas e um macho) foram encontrados em 2025, perto de Reykjavík.
  • A presença destes mosquitos levanta preocupações sobre o impacto das mudanças climáticas, pois indica que o aquecimento global pode abrir caminho para novas espécies em ambientes antes considerados imunes.
  • A forma como chegaram à Islândia ainda está sob investigação, mas a hipótese é que tenham sido transportados por navios ou contêineres. 
Potenciais impactos
  • Apesar de não ser um vetor de doenças como a dengue ou zika, sua chegada pode criar um precedente para a instalação de outras espécies de mosquitos mais perigosos no futuro.
  • Cientistas estão monitorando a área para avaliar a possível colonização e os impactos ecológicos e sanitários que a espécie pode causar.
  • A espécie pode portar diversos patógenos, incluindo um tipo de vírus associado à febre do Nilo Ocidental, embora esta associação específica não seja o foco principal da descoberta na Islândia. 
adaptado de https://www.popsci.com/environment/iceland-mosquitoes/

Ratos urbanos espalham bactéria mortal enquanto migram, aponta estudo

Pesquisadores analisaram o comportamento dos roedores para mostrar como diferentes populações estão relacionadas e como seus deslocamentos espalham a leptospirose.




Ratos urbanos espalham uma bactéria mortal enquanto migram dentro das cidades, podendo ser fonte de uma doença potencialmente fatal em humanos, de acordo com um estudo de seis anos realizado por pesquisadores da Universidade Tufts e seus colaboradores, que também descobriram uma técnica inédita para testar rins de ratos.

A leptospirose é uma doença causada por um tipo de bactéria frequentemente encontrada em ratos. Ela se espalha por meio da urina dos roedores, contaminando solo, água ou outros ambientes, tornando-se fonte de infecção para humanos, cães e outras espécies. Embora seja prevalente em todo o mundo, é mais comum em regiões tropicais — mas as mudanças climáticas podem fazer com que se torne mais frequente em regiões frias que estão esquentando.

Em Boston, a leptospirose persiste nas populações locais de ratos, e diferentes cepas da bactéria circulam pela cidade à medida que grupos de ratos migram, segundo o novo estudo de Marieke Rosenbaum, M.P.H., D.V.M., professora assistente do Departamento de Doenças Infecciosas e Saúde Global da Faculdade de Medicina Veterinária Cummings, da Universidade Tufts, em parceria com coautores da Universidade do Norte do Arizona (NAU), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Além disso, a análise genética de um caso humano de leptospirose em Boston, em 2018, indica fortemente os ratos como fonte da infecção.

O artigo, publicado recentemente na revista **PLOS Neglected Tropical Diseases**, é o trabalho mais recente conduzido por Rosenbaum e colaboradores como parte do *Boston Urban Rat Study*, um grupo de pesquisa que investiga se os ratos em Boston carregam patógenos que representam risco à saúde pública. Para este estudo, Rosenbaum se uniu ao Departamento de Serviços de Inspeção da Cidade de Boston e a outras instituições da cidade para monitorar ratos de 2016 a 2022 e testá-los para leptospirose. Os pesquisadores usaram técnicas moleculares avançadas para identificar exatamente quais tipos de leptospirose estavam presentes. Foram analisadas amostras de DNA de rins de 328 ratos coletados em 17 locais de Boston — 59 ratos, de 12 desses locais, testaram positivo para bactérias do gênero *Leptospira*.

A forma principal de se obter a sequência genômica completa de um vírus ou bactéria é cultivá-lo, mas isso foi um desafio porque o *Leptospira* é considerado um organismo de difícil cultivo,”** explica Rosenbaum.

“Ele tem exigências específicas de temperatura, pH e nutrientes. Mas nossos parceiros do USDA conseguiram cultivar a bactéria não só de rins frescos, mas também de rins congelados — algo inédito na literatura — para obter isolados."

Em seguida, os colaboradores da NAU, no *Pathogen & Microbiome Institute (PMI)*, usaram técnicas de captura e amplificação direcionada de DNA para separar e ampliar o DNA da leptospirose nas amostras, o que gerou uma grande quantidade de informações genômicas detalhadas sobre os isolados.

“As novas ferramentas genéticas que desenvolvemos e usamos neste estudo são um divisor de águas para a pesquisa em leptospirose, porque agora podemos usar o genoma completo para verificar a relação entre as amostras — algo que antes não era possível,” disse Dave Wagner, Ph.D., professor de ciências biológicas e diretor executivo do PMI na NAU.

“Com o cultivo e o sequenciamento, conseguimos analisar mais de perto como as diferentes cepas da leptospirose estão relacionadas, o que nos ajuda a entender como a bactéria é transmitida entre ratos e populações de ratos na cidade,” diz Rosenbaum.

Os pesquisadores esperam que suas descobertas ajudem a orientar ações de controle de ratos e mitigação de leptospirose em ambientes urbanos.

Sobre os casos humanos

Para este artigo, Rosenbaum e outros autores analisaram um caso humano de leptospirose em parceria com o CDC, que tinha um isolado obtido de um paciente em um hospital de Boston, relatado a nível federal. Pesquisadores da NAU sequenciaram o genoma e descobriram que era quase idêntico ao de três ratos diferentes, coletados em anos distintos, na mesma área de Boston.

“É uma evidência muito forte de que o rato foi a fonte desse caso humano,” afirma Rosenbaum.

Os ratos são a fonte mais conhecida de infecção por leptospirose em humanos. Mas nem todos os casos são diagnosticados ou notificados. Algumas pessoas podem se infectar, não apresentar sintomas e nem saber que foram contaminadas. Outras podem ter febre leve ou sintomas inespecíficos, até o sistema imunológico eliminar a infecção. No entanto, uma pequena porcentagem desenvolve uma forma mais grave da doença, que pode afetar diversos órgãos e, em casos extremos, levar à falência múltipla de órgãos e à morte.

“A exposição humana a ratos não é muito comum. Mas certas populações têm risco maior, como pessoas em situação de rua ou usuários de drogas injetáveis ao ar livre — situações que aumentam o contato direto com ratos,”** explica Rosenbaum.

Há também desafios para coletar dados sobre casos de leptospirose. Poucos médicos pensam em testá-la sem saber se o paciente teve exposição de risco. E mesmo quando testam, os resultados positivos às vezes não são notificados aos sistemas estaduais ou nacionais que reúnem esses dados. Além disso, como a leptospirose responde bem a antibióticos, se o médico prescreve o medicamento para tratar uma infecção suspeita, a bactéria pode não ser detectada no exame, explica Rosenbaum.

Sobre a migração dos ratos

“Os ratos têm uma estrutura genética muito definida, o que significa que há populações distintas em diferentes partes da cidade, altamente relacionadas entre si,”diz Rosenbaum.

“Não parece haver muita mistura com outras populações, o que contribui para uma população estável ao longo do tempo. Mas quando eles se dispersam, podem levar a leptospirose junto. A sequência genética da leptospirose também se mantém estável dentro de uma população de ratos por anos. Por exemplo, os ratos do Boston Common têm uma cepa que se mantém no local por anos, diferente da cepa que encontramos em outra área.”

Os pesquisadores descobriram que, em Boston, um rato precisaria percorrer mais de 600 metros para encontrar outra população geneticamente diferente. Também constataram que grandes avenidas interrompem totalmente a conexão entre populações de lados opostos e que os ratos usam áreas verdes e corredores biológicos para se deslocar e se misturar. Obras são outro fator conhecido por perturbar tocas, forçando os ratos a se mudar, o que pode aumentar a disseminação da bactéria.

Em termos de controle de pragas, Rosenbaum diz que o próximo passo é entender melhor como as intervenções de manejo impactam a migração dos ratos, a estrutura das populações e como isso afeta humanos e o meio ambiente.

“A extinção total é irreal,” diz ela. “Mas entender como diferentes ações de controle impactam a migração e a transmissão de patógenos dentro da população de ratos seria muito útil.”






ROEDORES Semana 2









 

"Chumbinho" ferramenta de morte

 


O que é o ‘chumbinho’?

O chamado ‘chumbinho’ é um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na ANVISA nem em qualquer outro órgão governamental, sendo, portanto, ilegal e extremamente perigoso.

Aspecto físico

Geralmente, o ‘chumbinho’ apresenta-se sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite, semelhante à cor do chumbo, o que inspirou seu nome popular.


Composição e origem

O ‘chumbinho’ consiste, em grande parte, de agrotóxicos – venenos agrícolas de uso exclusivo na lavoura, como inseticidas, acaricidas ou nematicidas. Esses produtos são desviados ilegalmente do campo para os grandes centros urbanos e vendidos clandestinamente como raticidas. Entre as substâncias mais comuns encontradas nas amostras analisadas de ‘chumbinho’, destacam-se os carbamatos e organofosforados. O aldicarbe, um carbamato altamente tóxico, é o mais frequente, presente em cerca de 50% dos casos. Também já foram identificados carbofurano, terbufós, forato, monocrotofós e metomil, variando de região para região.

Produção e comercialização

A fabricação e a venda do ‘chumbinho’ são realizadas por quadrilhas de contraventores, que obtêm os agrotóxicos por meio de roubo de carga, contrabando de países vizinhos ao Brasil ou desvio direto das lavouras. Posteriormente, esses produtos são fracionados e diluídos antes de serem comercializados no mercado informal. Há ainda relatos de casas agrícolas irresponsáveis que, de forma clandestina, vendem esses venenos perigosos.

Eficiência no controle de roedores

Apesar de provocar a morte quase imediata do roedor, o ‘chumbinho’ não é uma solução eficaz para o controle desses animais. O que ocorre é que o veneno, altamente tóxico, mata o roedor logo após a ingestão, mas a colônia de ratos observa a situação e evita o produto posteriormente. Muitas vezes, o animal mais velho ou doente é o primeiro a provar o ‘novo alimento’, e sua morte alerta os demais, que simplesmente se deslocam para áreas vizinhas. Os raticidas legais e registrados na ANVISA, por outro lado, contêm anticoagulantes que causam a morte lenta dos roedores, permitindo que todos na colônia ingiram o veneno antes que percebam o risco, eliminando-os de forma mais eficaz e segura.

Perigos do uso do ‘chumbinho’

Além de ser ilegal, o ‘chumbinho’ não possui rótulo com informações sobre manuseio, orientações médicas ou telefones de emergência. O mais grave é a ausência da descrição do agente ativo e do antídoto adequado, o que dificulta o atendimento médico em caso de intoxicação. Os sintomas típicos da intoxicação por ‘chumbinho’ incluem manifestações de síndrome colinérgica, como náuseas, vômitos, sudorese, salivação excessiva, borramento visual, contração das pupilas (miose), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarreia, tremores e taquicardia, geralmente surgindo menos de uma hora após a ingestão.

Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é gratuita e você será atendido e orientado por um profissional de saúde especializado.

Atenção!
A compra e venda de ‘chumbinho’ é crime. Denuncie!

A ECOEPIDEMIOLOGIA DA FEBRE MACULOSA EM SÃO BERNARDO DO CAMPO: UMA ANÁLISE SITUACIONAL.

Esse texto foi feito pela PM SBCampo com uma análise interessante da situação da Febre maculosa no Município. Apenas republicamos o que obti...