Picadas de aranha são raras e geralmente acidentais. A maioria das espécies não causa problemas graves.
Três gêneros de aranhas são de importância médica no Brasil: Phoneutria (armadeira), Loxosceles (aranha-marrom) e Latrodectus (viúva-negra), pois seus venenos podem causar envenenamento e exigem atendimento médico.
Identificar a aranha é fundamental. O ideal é levar o animal capturado com segurança ou uma foto nítida ao serviço de saúde. Fotos da internet não ajudam.
Quando não há a aranha, médicos investigam os sintomas, a evolução da lesão e exames de sangue para definir o tratamento e a necessidade de soro.
A urbanização aumentou o contato com essas aranhas, especialmente em armários, depósitos e entulhos.
Principais espécies e sintomas:
- Aranha-armadeira (Phoneutria): dor imediata intensa, vermelhidão e inchaço; em casos raros, sintomas graves. O soro é indicado se a dor persiste ou surgem sintomas gerais.
- Aranha-marrom (Loxosceles): dor leve a moderada; após horas pode surgir lesão arroxeada que evolui para necrose. Pode causar anemia e insuficiência renal. O soro é eficaz mesmo dias depois, especialmente até 48h.
- Viúva-negra (Latrodectus): dor intensa, ardência e sintomas musculares e sistêmicos. Geralmente tratada com analgésicos; soro nem sempre é necessário.
ATENÇÃO: Sempre que houver suspeita de picada, a recomendação é procurar atendimento médico.
Procure atendimento médico imediatamente (Hospital com soro/SUS).
Lave o local da picada com água e sabão.
Se possível, tire uma foto do animal para identificação.
Faça compressas mornas para alívio da dor.
Não amarre o membro e não corte o local.
Os acidentes com aranhas são comuns em áreas urbanas,
especialmente ao vestir roupas, calçar sapatos ou manusear objetos guardados
por muito tempo.

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