O virus da raiva presente no morcego hematófago pode ser encontrado em outras espécies de morcegos?

Sim, todas as espécies de morcegos podem contrair e transmitir o vírus da raiva, independentemente de seus hábitos alimentares (sejam eles insetívoros, frugívoros, nectarívoros ou hematófagos).



Embora o imaginário popular associe a raiva apenas aos morcegos que se alimentam de sangue (hematófagos), o vírus da raiva tem afinidade por mamíferos em geral.
Como ocorre a transmissão entre espécies diferentes?
  • Contato social e brigas: Morcegos de diferentes espécies às vezes compartilham os mesmos abrigos (como cavernas, frestas em telhados ou troncos de árvores). Disputas por espaço ou interações sociais podem levar a mordidas e arranhões, espalhando o vírus.
  • Transmissão para outros animais e humanos: Um morcego frugívoro ou insetívoro infectado não vai atacar para se alimentar, mas se ele estiver doente, pode cair no chão, voar de forma errática ou entrar em casas. Se um ser humano ou um animal de estimação (como um gato ou cão) tentar tocá-lo, o morcego vai morder para se defender, transmitindo o vírus pela saliva.
Sinais de alerta
Morcegos saudáveis têm hábitos noturnos e evitam o contato com humanos. Um morcego infectado com o vírus da raiva costuma apresentar mudanças drásticas de comportamento:
  • Voar durante o dia.
  • Cair no chão ou ficar preso em paredes e cortinas.
  • Apresentar paralisia ou dificuldade para voar.
  • Ficar visivelmente debilitado ou desorientado.
O que fazer ao encontrar um morcego em situação anormal?
  1. Não toque no animal: Nunca manipule um morcego diretamente, mesmo que ele pareça morto.
  2. Isole o local: Se ele estiver dentro de um cômodo, feche as portas e janelas para evitar que ele saia ou que animais de estimação entrem em contato.
  3. Chame as autoridades: Entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou a vigilância sanitária da sua cidade para que profissionais recolham o animal e façam os testes necessários.
  4. Em caso de acidente: Se houver qualquer mordida, arranhão ou contato direto com a saliva do morcego, lave o local imediatamente com água e sabão e procure a unidade de saúde mais próxima com urgência para receber a profilaxia pós-exposição (vacina e/ou soro antirrábico).
                        



QUANDO OS HUMANOS SÃO O CARDÁPIO - MORCEGOS


 
A raiva é uma doença negligenciada e o papel dos morcegos na transmissão para humanos. tem ganhado importância, inclusive quando há o ataque direto de morcegos hematófagos a humanos





O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de ataque de Desmodus rotundus a humano na Ilha Grande, estado do Rio de Janeiro, e discutir consequências e desafios para a profilaxia da raiva humana. 

O caso ocorreu na Praia do Mangue, onde um morador foi vítima de espoliação sanguínea por um morcego hematófago. O paciente recebeu atendimento médico e seguiu o protocolo antirrábico.

 No local já havia registro de ataques a cães. Um indivíduo de D. rotundus foi capturado no local e testado para raiva, com resultado negativo. 

Este é um dos poucos relatos sobre ataque de morcegos hematófagos a humanos no estado do Rio de Janeiro. O caso reforça a atuação da vigilância e dos órgãos de saúde no atendimento às vítimas e vigilância, já que é conhecida a circulação do vírus da raiva em morcegos no estado. 

A profilaxia da raiva ainda apresenta desafios e depende de vigilância epidemiológica, educação sanitária e acesso facilitado a vacina e soro.

 Palavras-chave: Chiroptera. Desmodus rotundus. Vírus da raiva.

Texto integral:

https://new.scielo.br/j/physis/a/hpLJLyDKtQ5XK8RKLMDJVKv/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

20 DE AGOSTO DIA MUNDIAL DO MOSQUITO

 

Dia 20 de agosto marca a descoberta dos mecanismos de transmissão da malária — algo que pode ter salvado milhões de vidas. A data não foi aleatória. E, desde então, acabou sendo instituído o 20 de agosto como o Dia Mundial do Mosquito. Tudo por causa da principal descoberta científica de Ross. Em suas memórias, ele escreveu sobre o dia 20 de agosto de 1897, "cujo aniversário sempre chamo de Dia do Mosquito".

 Naquele dia 20 de agosto de 1897, Ross não só confirmou uma suspeita que pairava — que a malária era transmitida por picada de inseto — como identificou o Anopheles como o vetor. O ciclo estava descoberto.O mérito de Ross foi a comprovação experimental do mosquito na transmissão da malária, ele mostrou que o mosquito era um elo no ciclo da doença e estabeleceu as bases científicas para as estratégias modernas de controle e combate da malária.

Acreditava-se há dois mil anos que a doença era consequencia de "maus ares", daí o nome de malária. Atribuiam esse nome por que, ao drenarem pantanos e removerem os pontos de água parada,  os casos de malária reduziam muito. Essa descoberta rendeu ao cientista Ronald Ross o prêmio Nobel de Medicina. Ross nasceu na India, onde desenvolveu os seus estudos, e estudou na Inglaterra. Seu grande  mérito foi observar em laboratório o papel do mosquito na transmissão do protozoário Plasmodium através do vetor biológico genero Anopheles, com diversas espécies estabelecidas em regiões tropicais. Hoje sabe-se que 95% dos casos de malária são originários da Africa, porém no Brasil a malária é endêmica na Amazonia.


O virus da raiva presente no morcego hematófago pode ser encontrado em outras espécies de morcegos?

Sim, todas as espécies de morcegos podem contrair e transmitir o vírus da raiva , independentemente de seus hábitos alimentares (sejam eles ...