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inseticidas de uso doméstico falham no controle de baratas, mostra estudo

Este estudo está de acordo com o que pesquisadores de controle de pragas e muitos profissionais observam há anos: produtos domésticos do tipo “spray e reze” frequentemente funcionam mal contra populações modernas de baratas alemãs porque os insetos desenvolveram forte resistência aos inseticidas piretroides comuns.




Alguns pontos importantes do estudo publicado na revista Journal of Economic Entomology da Entomological Society of America:


* Os pesquisadores testaram populações reais de baratas alemãs, e não apenas linhagens de laboratório.

* A maioria dos sprays residuais à base de piretroides matou menos de 20% das baratas após uma exposição realista.

* Os sprays tiveram desempenho especialmente ruim em drywall pintado, o que é importante porque rodapés e paredes são áreas comuns de aplicação.

* Baratas resistentes podem evitar ativamente superfícies tratadas.

* Até mesmo baratas suscetíveis às vezes sobreviveram surpreendentemente bem em superfícies porosas.

A espécie discutida, a barata alemã, é uma das pragas domésticas mais difíceis de eliminar porque se reproduz rapidamente e se adapta velozmente aos inseticidas.


O que tende a funcionar melhor?

O artigo destaca abordagens que já são padrão no controle integrado profissional de pragas (CIP):


 1. Iscas em gel

Geralmente são muito mais eficazes do que sprays de superfície contra baratas alemãs.

Os ingredientes ativos mais comuns incluem:

* fipronil

* indoxacarbe

* abamectina

* hidrametilnona

As iscas funcionam porque as baratas as consomem e podem espalhar o veneno indiretamente para outras baratas por meio das fezes e das carcaças.


 2. Reguladores de crescimento de insetos (IGRs)

Os IGRs interrompem o desenvolvimento e a reprodução em vez de matar instantaneamente. Profissionais frequentemente os combinam com iscas.


 3. Higienização e exclusão

Reduzir fontes de alimento, água e esconderijos é essencial:


= consertar vazamentos

* vedar frestas

* reduzir bagunça e acúmulo de objetos

* armazenar alimentos em recipientes fechados

* aspirar áreas de abrigo das baratas


 4. Rotação de ingredientes ativos

O uso repetido da mesma classe de inseticida acelera o desenvolvimento de resistência.


Por que isso importa para a saúde pública?


Infestações de baratas estão associadas a:

* agravamento da asma

* alergias

* contaminação de áreas de preparo de alimentos


Isso afeta de forma desproporcional moradores de habitações multifamiliares de baixa renda, onde as infestações podem persistir em todo o prédio e o acesso ao tratamento profissional pode ser limitado.

 Um detalhe importante: sprays nem sempre são inúteis

O estudo analisou especificamente sprays residuais domésticos à base de piretroides usados contra baratas alemãs resistentes. Isso não significa que:


* todos os inseticidas falham,

* todas as espécies de baratas são igualmente resistentes,

* ou que tratamentos profissionais sejam ineficazes.


Profissionais frequentemente utilizam:

* compostos não piretroides,

* sistemas baseados em iscas,

* formulações em pó,

* aplicações direcionadas em frestas e rachaduras,

* e estratégias coordenadas de manejo integrado em todo o edifício.


Portanto, a principal conclusão é mais específica e prática:


> Sprays residuais domésticos à base de piretroides, usados sozinhos, geralmente são uma solução ruim para infestações de baratas alemãs.


O artigo científico publicado está disponível no [Oxford Academic](https://academic.oup.com/jee/article/117/5/1676/7731702?utm_source=chatgpt.com), e o comunicado oficial pode ser encontrado no site da [Entomological Society of America](https://www.entsoc.org?utm_source=chatgpt.com).









Insetos podem sentir dor? O que diz a Ciência sobre isso?

 Pesquisadores investigaram se os insetos podem sentir algo parecido com dor, analisando o comportamento de grilos-domésticos (Acheta domesticus). A ideia surgiu porque estudos recentes mostram que insetos não apenas reagem por reflexo, mas podem apresentar comportamentos mais complexos diante de algo prejudicial.



No experimento, os cientistas aplicaram três tipos de estímulo em uma das antenas dos grilos: calor doloroso, toque leve ou nenhum contato. Depois, observaram como os insetos reagiam em ambientes com diferentes níveis de estresse.

Os resultados mostraram que os grilos limpavam muito mais a antena que recebeu o calor nocivo, e faziam isso por mais tempo do que nos outros casos. Esse comportamento continuava forte nos primeiros momentos após o estímulo, sugerindo uma resposta direcionada de autoproteção, e não apenas um reflexo automático. Nem o sexo dos grilos nem o ambiente alteraram esse padrão.

Os pesquisadores concluem que isso é uma forte evidência de que insetos podem ter estados semelhantes à dor. O estudo reforça a discussão sobre o bem-estar dos insetos e sobre até que ponto diferentes animais podem ter experiências subjetivas.


Fonte: informações obtidas do texto original :

https://royalsocietypublishing.org/rspb/article-abstract/293/2070/20260609/481623/Flexible-self-protection-as-evidence-of-pain-like

Insetos em declínio, pesquisa mostra

Um estudo inédito liderado por pesquisadores da Unicamp, UFSCar e UFRGS revela um preocupante declínio nas populações de insetos terrestres no Brasil, em linha com tendências globais. A análise, baseada em 45 estudos e dados fornecidos por 96 especialistas, aponta que os insetos terrestres — como abelhas, borboletas e escaravelhos — têm sofrido mais quedas populacionais e de diversidade do que aumentos ou estabilidade. Já os insetos aquáticos mostram maior equilíbrio.




As principais causas incluem desmatamento, uso excessivo de agrotóxicos, poluição e mudanças climáticas. O estudo ressalta o papel essencial dos insetos nos ecossistemas, como na polinização, decomposição, controle biológico e alimentação de outros animais. O trabalho, que reuniu diversos pesquisadores e fontes de dados além de publicações científicas, teve grande repercussão internacional e fornece o primeiro panorama abrangente sobre insetos em biomas como a Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia.

O biólogo Thomas Lewinsohn destaca que os insetos são indicadores sensíveis das mudanças ambientais e que as extinções atuais ocorrem em ritmo alarmante. Especialistas internacionais reconhecem o valor e a complexidade do estudo, que preenche uma importante lacuna no conhecimento sobre biodiversidade tropical.


Fonte:https://revistapesquisa.fapesp.br/insetos-terrestres-em-declinio/

Como se defender do mosquito da dengue?

 CONTRA O MOSQUITO

Ciclo de vida de Aedes aegypti: do ovo ao adulto – quanto tempo temos para agir?

Conheça as etapas da vida do mosquito transmissor da dengue e veja por que eliminar criadouros em casa é essencial para prevenir a disseminação de vírus

Aedes aegypti, conhecido por ser o principal transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya, é um mosquito que se adaptou ao ambiente urbano e utiliza recipientes e estruturas das moradias humanas para se desenvolver. Sua capacidade de se reproduzir rapidamente e de depositar ovos que sobrevivem em ambientes secos faz dele um vetor altamente eficiente para a propagação dessas enfermidades. 

Como funciona o ciclo de vida de Aedes aegypti 

O ciclo de vida do mosquito pode ser dividido em quatro etapas: ovo, larva, pupa e adulto. Esse processo leva, em média, de 7 a 10 dias, dependendo das condições ambientais, como temperatura e disponibilidade de alguma matéria orgânica na água. 



Ovo: os ovos de Aedes aegypti são extremamente resistentes e podem sobreviver por meses em ambientes secos, aguardando apenas a presença de água para se desenvolverem. 

Larva: depois de alguns dias de desenvolvimento, quando o ovo entra em contato com a água, dele rapidamente eclode uma larva. Nessa fase, o mosquito ainda não representa perigo de transmissão de doenças. 

Pupa: a pupa é a etapa final antes do surgimento do mosquito adulto. Assim como a larva, não pica nem transmite vírus. 

Adulto: somente Aedes aegypti adulto tem a capacidade de picar e transmitir doenças. Apenas a fêmea se alimenta de sangue, pois necessita desse nutriente para produzir seus ovos. Em cada ciclo reprodutivo, uma fêmea pode depositar cerca de 100 ovos; isso pode ocorrer a cada quatro dias, o que contribui para a rápida proliferação do mosquito. 


Por que eliminar criadouros é fundamental 


Ao compreender o ciclo de vida do mosquito, fica evidente que a melhor estratégia para conter a transmissão de vírus é eliminar os criadouros antes que ele chegue à fase adulta. Como larvas e pupas permanecem confinadas em água parada, sua remoção é muito mais eficaz do que tentar eliminar vetor adulto, que já voa e pode se espalhar por uma grande área. 


10 minutos por semana 

Que tal usar 10 minutos do seu dia, uma vez por semana, para inspecionar a casa em busca de possíveis criadouros? Vasos de plantas, garrafas, pneus, calhas e reservatórios de água são locais comuns onde o mosquito pode depositar seus ovos. Ao eliminar esses focos, você está contribuindo diretamente para reduzir a população de Aedes aegypti e, consequentemente, a transmissão de doenças. 


Ação rápida, impacto duradouro

Em uma semana, o ciclo completo do mosquito pode ser concluído, gerando dezenas de novos adultos prontos para transmitir doenças. Por isso, cada minuto conta. Ao agir rapidamente, você protege não apenas a sua família, mas também toda a comunidade. 

Eliminar criadouros é uma tarefa simples e eficaz. Com pequenos cuidados diários, é possível evitar grandes surtos de doenças transmitidas por Aedes aegypti. Fique atento e faça a sua parte! 

Saiba mais sobre o ciclo de vida do mosquito no material da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)


Edjalma Borges

Ministério da Saúde




Veja onde mora o perigo!!

 


A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Os principais sintomas são:
  • Febre alta, acima de 38°C
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo e articulações
  • Dor atrás dos olhos
  • Mal-estar
  • Falta de apetite
  • Manchas vermelhas no corpo 
A dengue pode ser assintomática ou evoluir para casos graves, com choque, falta de ar, sangramento intenso e complicações nos órgãos. A maioria dos casos se recupera, mas é importante procurar atendimento médico imediato em caso de febre repentina e pelo menos dois dos sintomas. 
Para tratar a dengue, é recomendado tomar paracetamol ou dipirona para combater a febre e a dor no corpo. É importante também beber bastante líquido, entre 60 e 80 ml por kg de peso. Deve-se evitar o uso de AINEs, como o ácido acetilsalicílico, que pode aumentar o risco de sangramento. 
A dengue tem um padrão sazonal, com a maioria dos casos ocorrendo no hemisfério sul na primeira parte do ano. Para prevenir a dengue, é importante evitar o acúmulo de água parada, pois os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano. 

A ECOEPIDEMIOLOGIA DA FEBRE MACULOSA EM SÃO BERNARDO DO CAMPO: UMA ANÁLISE SITUACIONAL.

Esse texto foi feito pela PM SBCampo com uma análise interessante da situação da Febre maculosa no Município. Apenas republicamos o que obti...