Veja onde mora o perigo!!

 


A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Os principais sintomas são:
  • Febre alta, acima de 38°C
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo e articulações
  • Dor atrás dos olhos
  • Mal-estar
  • Falta de apetite
  • Manchas vermelhas no corpo 
A dengue pode ser assintomática ou evoluir para casos graves, com choque, falta de ar, sangramento intenso e complicações nos órgãos. A maioria dos casos se recupera, mas é importante procurar atendimento médico imediato em caso de febre repentina e pelo menos dois dos sintomas. 
Para tratar a dengue, é recomendado tomar paracetamol ou dipirona para combater a febre e a dor no corpo. É importante também beber bastante líquido, entre 60 e 80 ml por kg de peso. Deve-se evitar o uso de AINEs, como o ácido acetilsalicílico, que pode aumentar o risco de sangramento. 
A dengue tem um padrão sazonal, com a maioria dos casos ocorrendo no hemisfério sul na primeira parte do ano. Para prevenir a dengue, é importante evitar o acúmulo de água parada, pois os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano. 

Chikungunya já matou mais em 2024 do que em todo 2023, alerta Fiocruz

Até agosto de 2024, a chikungunya causou 159 mortes, superando as 122 registradas em todo 2023. Segundo a Fiocruz, até 14 de novembro deste ano, o total chegou a 201 óbitos. A doença, transmitida pelo mosquito *Aedes aegypti*, também responsável pela dengue e zika, provoca febre, dores articulares, náuseas e pode levar à morte.  


A infectologista Melissa Falcão, da SBI, aponta que o número real de mortes pode ser maior, devido a óbitos secundários não contabilizados, como agravamento de comorbidades. Ela também associa o aumento dos casos às mudanças climáticas, que favorecem a proliferação do mosquito.


O Ministério da Saúde confirma a influência das mudanças climáticas e investe em medidas como larvicidas, inseticidas e mosquitos geneticamente modificados para controlar o vetor. Um estudo na revista *PLOS Neglected Tropical Diseases* indica que fenômenos como o El Niño, que aumentam temperatura e chuvas, estão relacionados à expansão do *Aedes*.

Com 260 mil casos de chikungunya até novembro, Minas Gerais lidera os registros, com 164 mil. A dengue também teve sua pior epidemia em 2024, com mais de 6 milhões de casos prováveis e 5.086 mortes. O governo reforça que eliminar criadouros do mosquito, com apoio da população, é a medida mais eficaz. 

          

Sabiam que os Parques Disney na Florida não tem mosquitos?




É verdade! A Disney implementa um sistema impressionante de controle de mosquitos em seus parques temáticos, especialmente considerando a localização na Flórida, que é naturalmente propensa a mosquitos devido aos pântanos e ao clima quente. Este esforço faz parte de um planejamento ambiental meticuloso, que garante que os visitantes possam aproveitar ao máximo a magia dos parques sem serem incomodados por picadas.


O programa de Vigilância de Mosquitos é exemplar:

Uso de armadilhas e pesticidas direcionados: Produtos específicos são utilizados para eliminar os mosquitos sem prejudicar o ecossistema.

Predadores naturais: O incentivo à presença de predadores de mosquitos é outra medida sustentável para manter o equilíbrio ambiental.

Monitoramento com galinhas sentinelas: Essas aves ajudam a detectar precocemente surtos de doenças como o vírus do Nilo Ocidental, permitindo ações preventivas antes que se tornem problemas graves.

Essas iniciativas são exemplos de como o planejamento pode aliar proteção ambiental e bem-estar humano. Além disso, mostram o comprometimento da Disney em oferecer uma experiência única e confortável para os seus visitantes.

Situação alarmante das viroses, dengue, zica e chikungunya até outubro 2024

O Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde revelou uma alarmante estatística de mais de 6,7 milhões de casos e 5,8 mil mortes associadas a doenças viralmente transmitidas, entre as quais se destacam a dengue, a Zika e a Chikungunya, até outubro deste ano. Esses números ressaltam a urgência de ações efetivas para o controle e a prevenção dessas enfermidades que afetam uma parcela significativa da população.


Em face dessa situação crítica, é imperativo adotar medidas proativas para eliminar os criadouros de mosquitos, vetores das arboviroses. Algumas ações fundamentais incluem:



1. **Manutenção de Reservatórios de Água**: É vital garantir que caixas d’água, tonéis e demais reservatórios estejam sempre limpos e adequadamente fechados, evitando a formação de ambientes propícios à reprodução dos mosquitos.



2. **Descarte Adequado de Recipientes**: Garrafas PET, embalagens vazias e outros objetos que possam acumular água devem ser descartados de maneira correta e consciente, para que não se tornem criadouros.


3. **Cuidado com Vasos de Plantas**: Colocar areia nos vasos de plantas é uma estratégia simples, mas eficaz, para evitar o acúmulo de água parada, que é um local ideal para a procriação dos mosquitos.


4. **Eliminação de Sucata e Entulho**: A remoção de sucatas, entulhos e outros materiais que possam acumular água em áreas externas é crucial para reduzir a proliferação dos mosquitos.


5. **Educação e Mobilização Comunitária**: Promover campanhas educativas que incentivem a população a adotar práticas seguras e de prevenção é essencial. A conscientização sobre a importância de cada ação individual pode gerar um impacto significativo no controle das arboviroses.


Ao implementarmos essas medidas com seriedade e comprometimento, podemos contribuir não apenas para a redução do número de casos e mortes, mas também para a melhoria da saúde pública de forma geral. A união de esforços entre autoridades de saúde e a população é a chave para vencer essa batalha contra as arboviroses.

Dengue. O que é e seus sintomas.

 Dengue

O que é dengue?

A dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil. É uma doença febril que tem se mostrado de grande importância em saúde pública nos últimos anos. O vírus dengue (DENV) é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

 O período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos de cada região, geralmente de novembro a maio. O acúmulo de água parada contribui para a proliferação do mosquito e, consequentemente, maior disseminação da doença. É importante evitar água parada, todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente.

 Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

Febre alta > 38°C;Dor no corpo e articulações; Dor atrás dos olhos; Mal-estar; Falta de apetite; Dor de cabeça; Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (>38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Fique atento aos sinais e sintomas da dengue.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS)


Fonte: Ministério da Saude, Brasil.

Apoio:  



Novo logotipo de ABC Expurgo


Esse novo logotipo vai identificar o trabalho de Controle Integrado de Pragas executado pela ABC Expurgo.
 

Documentação - um caso sério parte 2

 

DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO II

 

A contratação de uma empresa especializada em controle de pragas requer alguns cuidados do ponto de vista legal. Este segundo artigo da série aborda um novo tema – o responsável técnico. Houve época não muito longe em que , a exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias, o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos era um respeitável senhor fantasma.


 Ser RT de uma empresa de controle de pragas,  considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.

 Por muitos anos se considerava o RT ideal o químico ou farmacêutico. Com a chegada das normas técnicas a dúvida ficou esclarecida.

 Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos químicos, por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que, inclusive, é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.

O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT"responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados”.

 O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizadas nos serviços. É ele quem deve decidir quanto a uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação. Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acordo com as orientações e políticas da empresa.

O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e, portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possível rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.

 Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.

 Lucia Schuller

Bióloga e Mestre em Saúde Pública

                             


Controle de Ratos tem muitas ferramentas


 

DOCUMENTAÇÃO - UM CASO SÉRIO - segunda parte

A contratação de uma empresa especializada em controle de pragas requer alguns cuidados do ponto de vista legal. Este segundo artigo da série aborda um novo tema – o responsável técnico.

A exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias, o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos foi um respeitável senhor fantasma. 

Devido às falhas no sistema de fiscalização do setor (poucos profissionais, ausência de sistema integrado, acúmulo de serviços nas repartições) este problema era conhecido, porém pouco perseguido. Muitas vezes, na chegada de algum fiscal, o responsável técnico era chamado às pressas ou "estava em visita externa". 

Ser RT de uma empresa considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.

As legislações referidas (Resolução nº 18 da Anvisa e Portaria nº 9 do CVS-SP) esclarecem em primeiro lugar uma dúvida que ainda paira no ar: que formação deve ter o RT?  

Por muitos anos se considerava o RT ideal o químico ou farmacêutico. Com o passar dos anos e com a chegada destas normas a dúvida ficou esclarecida. Tanto a Norma Federal quanto a Estadual estabelecem que o RT poderá ser um biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário. A Portaria CVS 9 do Estado de São Paulo vai um pouco mais longe destacando que o RT poderá ser um outro profissional que possua nas atribuições do conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função.

Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos químicos, por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que, inclusive, é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.

O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT  "responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados”.

O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizadas nos serviços. É ele quem deve decidir quanto a uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação. 

Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acordo com as orientações e políticas da empresa.

O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e, portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possível rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.

Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.


Lucia Schuller

Bióloga e Mestre em Saúde Pública

 




Autodisseminação - mosquitos agindo como ferramentas de eliminação

Um projeto desenvolvido por pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas) junto à secretaria municipal de Saúde de Belo Horizonte mostra que a “autodisseminação” de larvicidas por mosquitos urbanos pode ajudar no controle das doenças transmitidas por esses mesmos mosquitos, como a dengue. O projeto distribuiu uma média de 2.500 ‘Estações disseminadoras de larvicida’ (EDLs) em nove bairros de Belo Horizonte ao longo de dois anos. 

A intervenção reduziu a incidência de dengue em 29% nesses bairros, e em 21% nos bairros adjacentes, em comparação com os 258 restantes da cidade. 




Os resultados foram publicados, na última quinta-feira 19/ 9, na revista The Lancet Infectious Diseases. Em julho, a tecnologia de EDLs foi oficialmente considerada pelo Governo Federal como uma das novas estratégias nacionais para o controle dos principais vetores da dengue, Aedes aegypti e Aedes albopictus.

https://portal.fiocruz.br/

Fonte.: texto extraído de artigo publicado no Portal FioCruz - 


A expressão "situações extremas exigem medidas desesperadas" é bem conhecida.

A expressão "situações extremas exigem medidas desesperadas" é familiar. No contexto ecológico, a ameaça de extinção leva a ações drásticas, como a injeção de material radioativo em chifres de rinocerontes ou a caça de gatos selvagens. Agora, um plano radical da África do Sul visa salvar os albatrozes da Ilha Marion.

Crise na Ilha Marion

Em 6 de julho de 2024, pesquisadores na Ilha Marion, entre a África do Sul e a Antártida, encontraram um filhote de albatroz-errante gravemente ferido, vítima de ratos domésticos introduzidos no século XIX. Esses roedores, agora uma ameaça, se alimentam de aves marinhas, colocando em risco uma espécie já em extinção.

Projeto "Marion Sem Ratos" (MFM)

Com um orçamento de US$ 26 milhões, o projeto "Marion Sem Ratos" pretende erradicar um milhão de roedores na ilha, distribuindo veneno por helicópteros. "Prevemos que a maioria das aves marinhas da Ilha Marion será extinta localmente nos próximos 30 a 100 anos se os ratos não forem eliminados", afirma Anton Wolfaardt, cientista responsável pelo projeto.

Desafios e Impacto

Marion, uma ilha vulcânica a 2.000 km da Cidade do Cabo, era um santuário natural até a chegada dos ratos. Com as mudanças climáticas favorecendo sua reprodução, os roedores desenvolveram técnicas brutais de ataque, especialmente contra filhotes de aves. A erradicação completa será desafiadora, mas necessária para evitar a extinção local das aves.

O plano envolve distribuir veneno por toda a ilha até 2027, garantindo que cada rato seja eliminado. A introdução de gatos na década de 1940, para controlar os ratos, piorou a situação, resultando na morte de 455 mil aves por ano. A erradicação dos gatos só foi concluída em 1991.

Conservation Campaign - Mouse-Free Marion (mousefreemarion.org)

Mosquitos são direcionados aos hospedeiro através de detectores neurais de infra vermelho

 

As doenças transmitidas por mosquitos afetam centenas de milhões de pessoas anualmente e afetam desproporcionalmente o mundo em desenvolvimento. 



Uma espécie de mosquito, o Aedes aegypti, é o principal vetor de vírus que causam dengue, febre amarela e zika. A atração de A. aegypti para humanos requer a integração de vários sinais, incluindo CO2 da respiração, odores orgânicos da pele e sinais visuais, todos detectados a médias e longas distâncias, e outros sinais detectados a curta distância. 

Aqui identificamos uma sugestão de que A aegypti usam como parte de seu arsenal sensorial para encontrar humanos. Demonstramos que A aegypti detectam a radiação infravermelha (IR) que emana de seus alvos e usam essas informações em combinação com outras pistas para uma navegação de médio alcance altamente eficaz. 

A detecção de infravermelho térmico requer o canal ativado por calor TRPA1, que é expresso em neurônios na ponta da antena. Duas opsinas são co-expressas com TRPA1 nesses neurônios e promovem a detecção de intensidades de IR mais baixas. 

Propomos que a energia radiante causa aquecimento local no final da antena, ativando assim receptores sensíveis à temperatura em neurônios termossensoriais. A percepção de que a radiação IR térmica é uma excelente sugestão direcional de médio alcance expande nossa compreensão de como os mosquitos são primorosamente eficazes na localização de hospedeiros.

Resumo do trabalho abaixo publicado na Revista Nature

Thermal infrared directs host-seeking behaviour in Aedes aegypti mosquitoes https://doi.org/10.1038/s41586-024-07848-5 Avinash Chandel1,2,6, Nicolas A. DeBeaubien1,2,6, Anindya Ganguly1,2, Geoff T. Meyerhof1,2, Andreas A. Krumholz3,4, Jiangqu Liu1,2, Vincent L. Salgado3,5 & Craig Montell1,2 ✉

O que é o CHUMBINHO, produto que tem causado muitas mortes no Brasil?

Chumbinho

Perguntas e Respostas

- O que é o ‘chumbinho’?

 É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.

 - Qual é seu aspecto físico?

Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de chumbo”).

 


- Existem recomendações de segurança para a aplicação de ‘chumbinho’ como raticida?

 Não. Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma circunstância.

 - Do que consiste o ‘chumbinho’? Qual a sua origem?

Em geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados. Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato (organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha da substância varia de região para região do país.

 - Quem “produz” e comercializa o ‘chumbinho’?

 Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa (através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal. Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’ este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.

 - O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?

Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na Anvisa (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.

 - Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação?

Sendo um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva), borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros. Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é gratuita em todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional de saúde especializado.

 A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE PARA A VIGILÂNCIA SANITÁRIA MAIS PRÓXIMA!

 Estas informações foram coletadas no site da ANVISA 

Chumbinho — Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa (www.gov.br)

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