Chikungunya já matou mais em 2024 do que em todo 2023, alerta Fiocruz

Até agosto de 2024, a chikungunya causou 159 mortes, superando as 122 registradas em todo 2023. Segundo a Fiocruz, até 14 de novembro deste ano, o total chegou a 201 óbitos. A doença, transmitida pelo mosquito *Aedes aegypti*, também responsável pela dengue e zika, provoca febre, dores articulares, náuseas e pode levar à morte.  


A infectologista Melissa Falcão, da SBI, aponta que o número real de mortes pode ser maior, devido a óbitos secundários não contabilizados, como agravamento de comorbidades. Ela também associa o aumento dos casos às mudanças climáticas, que favorecem a proliferação do mosquito.


O Ministério da Saúde confirma a influência das mudanças climáticas e investe em medidas como larvicidas, inseticidas e mosquitos geneticamente modificados para controlar o vetor. Um estudo na revista *PLOS Neglected Tropical Diseases* indica que fenômenos como o El Niño, que aumentam temperatura e chuvas, estão relacionados à expansão do *Aedes*.

Com 260 mil casos de chikungunya até novembro, Minas Gerais lidera os registros, com 164 mil. A dengue também teve sua pior epidemia em 2024, com mais de 6 milhões de casos prováveis e 5.086 mortes. O governo reforça que eliminar criadouros do mosquito, com apoio da população, é a medida mais eficaz. 

          

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