A expressão "situações extremas exigem medidas desesperadas" é familiar. No contexto ecológico, a ameaça de extinção leva a ações drásticas, como a injeção de material radioativo em chifres de rinocerontes ou a caça de gatos selvagens. Agora, um plano radical da África do Sul visa salvar os albatrozes da Ilha Marion.
Crise na Ilha Marion
Em 6 de julho de 2024, pesquisadores na Ilha Marion, entre a África do Sul e a Antártida, encontraram um filhote de albatroz-errante gravemente ferido, vítima de ratos domésticos introduzidos no século XIX. Esses roedores, agora uma ameaça, se alimentam de aves marinhas, colocando em risco uma espécie já em extinção.
Projeto "Marion Sem Ratos" (MFM)
Com um orçamento de US$ 26 milhões, o projeto "Marion Sem Ratos" pretende erradicar um milhão de roedores na ilha, distribuindo veneno por helicópteros. "Prevemos que a maioria das aves marinhas da Ilha Marion será extinta localmente nos próximos 30 a 100 anos se os ratos não forem eliminados", afirma Anton Wolfaardt, cientista responsável pelo projeto.
Desafios e Impacto
Marion, uma ilha vulcânica a 2.000 km da Cidade do Cabo, era um santuário natural até a chegada dos ratos. Com as mudanças climáticas favorecendo sua reprodução, os roedores desenvolveram técnicas brutais de ataque, especialmente contra filhotes de aves. A erradicação completa será desafiadora, mas necessária para evitar a extinção local das aves.
O plano envolve distribuir veneno por toda a ilha até 2027, garantindo que cada rato seja eliminado. A introdução de gatos na década de 1940, para controlar os ratos, piorou a situação, resultando na morte de 455 mil aves por ano. A erradicação dos gatos só foi concluída em 1991.
Conservation Campaign - Mouse-Free Marion (mousefreemarion.org)

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