Dengue. O que é e seus sintomas.

 Dengue

O que é dengue?

A dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil. É uma doença febril que tem se mostrado de grande importância em saúde pública nos últimos anos. O vírus dengue (DENV) é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

 O período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos de cada região, geralmente de novembro a maio. O acúmulo de água parada contribui para a proliferação do mosquito e, consequentemente, maior disseminação da doença. É importante evitar água parada, todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente.

 Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

Febre alta > 38°C;Dor no corpo e articulações; Dor atrás dos olhos; Mal-estar; Falta de apetite; Dor de cabeça; Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (>38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Fique atento aos sinais e sintomas da dengue.

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS)


Fonte: Ministério da Saude, Brasil.

Apoio:  



Novo logotipo de ABC Expurgo


Esse novo logotipo vai identificar o trabalho de Controle Integrado de Pragas executado pela ABC Expurgo.
 

Documentação - um caso sério parte 2

 

DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO II

 

A contratação de uma empresa especializada em controle de pragas requer alguns cuidados do ponto de vista legal. Este segundo artigo da série aborda um novo tema – o responsável técnico. Houve época não muito longe em que , a exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias, o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos era um respeitável senhor fantasma.


 Ser RT de uma empresa de controle de pragas,  considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.

 Por muitos anos se considerava o RT ideal o químico ou farmacêutico. Com a chegada das normas técnicas a dúvida ficou esclarecida.

 Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos químicos, por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que, inclusive, é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.

O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT"responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados”.

 O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizadas nos serviços. É ele quem deve decidir quanto a uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação. Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acordo com as orientações e políticas da empresa.

O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e, portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possível rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.

 Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.

 Lucia Schuller

Bióloga e Mestre em Saúde Pública

                             


Controle de Ratos tem muitas ferramentas


 

DOCUMENTAÇÃO - UM CASO SÉRIO - segunda parte

A contratação de uma empresa especializada em controle de pragas requer alguns cuidados do ponto de vista legal. Este segundo artigo da série aborda um novo tema – o responsável técnico.

A exemplo do que ocorria com o ramo de farmácias, o Responsável Técnico das empresas de controle de pragas urbanas durante muitos anos foi um respeitável senhor fantasma. 

Devido às falhas no sistema de fiscalização do setor (poucos profissionais, ausência de sistema integrado, acúmulo de serviços nas repartições) este problema era conhecido, porém pouco perseguido. Muitas vezes, na chegada de algum fiscal, o responsável técnico era chamado às pressas ou "estava em visita externa". 

Ser RT de uma empresa considerando as legislações federal e estadual (SP) significa, nos dias de hoje, abraçar uma série de atividades dentro da empresa que não se limitam a unicamente assinar certificados ou a documentação de renovação do Alvará anual.

As legislações referidas (Resolução nº 18 da Anvisa e Portaria nº 9 do CVS-SP) esclarecem em primeiro lugar uma dúvida que ainda paira no ar: que formação deve ter o RT?  

Por muitos anos se considerava o RT ideal o químico ou farmacêutico. Com o passar dos anos e com a chegada destas normas a dúvida ficou esclarecida. Tanto a Norma Federal quanto a Estadual estabelecem que o RT poderá ser um biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário. A Portaria CVS 9 do Estado de São Paulo vai um pouco mais longe destacando que o RT poderá ser um outro profissional que possua nas atribuições do conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função.

Apesar disso, ainda é possível ler alguns editais em que existe uma exigência de um profissional de uma determinada categoria, como a dos químicos, por exemplo. Muito provavelmente isso seja atribuído à falta de informação, já que a legislação abriu o leque permitindo o ingresso de outros profissionais o que, inclusive, é mais justo e mais coerente, e impede a formação de grupos de interesses corporativos.

O aspecto seguinte a considerar está relacionado com as atividades do profissional dentro da empresa. De acordo com a CVS 9 o RT  "responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados”.

O RT necessita acompanhar primeiramente o processo de compra, assumindo as responsabilidades quanto à seleção dos princípios ativos e formulações utilizadas nos serviços. É ele quem deve decidir quanto a uma nova inclusão de uma formulação nos produtos de linha utilizados pela empresa, pois cabe a ele analisar os aspectos toxicológicos e de resultados de cada formulação. 

Cabe a ele determinar em que circunstâncias cada formulação será utilizada, de acordo com as orientações e políticas da empresa.

O RT é também responsável pela entrada e saída dos produtos comprados e consumidos e, portanto, ele deve estabelecer uma rotina rígida de tal forma que seja possível rastrear cada lote de cada formulação na eventualidade de uma não conformidade ou de algum problema detectado na prestação dos serviços.

Concluindo, o Responsável Técnico deixou de ser uma mera eminência parda e passou a partir da vigência das legislações citadas a ser um importante, se não, primordial elemento dentro de uma organização de controle de pragas. E os clientes devem estar cientes disso e aproveitar ao máximo o seu conhecimento e orientação.


Lucia Schuller

Bióloga e Mestre em Saúde Pública

 




Autodisseminação - mosquitos agindo como ferramentas de eliminação

Um projeto desenvolvido por pesquisadores do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas) junto à secretaria municipal de Saúde de Belo Horizonte mostra que a “autodisseminação” de larvicidas por mosquitos urbanos pode ajudar no controle das doenças transmitidas por esses mesmos mosquitos, como a dengue. O projeto distribuiu uma média de 2.500 ‘Estações disseminadoras de larvicida’ (EDLs) em nove bairros de Belo Horizonte ao longo de dois anos. 

A intervenção reduziu a incidência de dengue em 29% nesses bairros, e em 21% nos bairros adjacentes, em comparação com os 258 restantes da cidade. 




Os resultados foram publicados, na última quinta-feira 19/ 9, na revista The Lancet Infectious Diseases. Em julho, a tecnologia de EDLs foi oficialmente considerada pelo Governo Federal como uma das novas estratégias nacionais para o controle dos principais vetores da dengue, Aedes aegypti e Aedes albopictus.

https://portal.fiocruz.br/

Fonte.: texto extraído de artigo publicado no Portal FioCruz - 


A expressão "situações extremas exigem medidas desesperadas" é bem conhecida.

A expressão "situações extremas exigem medidas desesperadas" é familiar. No contexto ecológico, a ameaça de extinção leva a ações drásticas, como a injeção de material radioativo em chifres de rinocerontes ou a caça de gatos selvagens. Agora, um plano radical da África do Sul visa salvar os albatrozes da Ilha Marion.

Crise na Ilha Marion

Em 6 de julho de 2024, pesquisadores na Ilha Marion, entre a África do Sul e a Antártida, encontraram um filhote de albatroz-errante gravemente ferido, vítima de ratos domésticos introduzidos no século XIX. Esses roedores, agora uma ameaça, se alimentam de aves marinhas, colocando em risco uma espécie já em extinção.

Projeto "Marion Sem Ratos" (MFM)

Com um orçamento de US$ 26 milhões, o projeto "Marion Sem Ratos" pretende erradicar um milhão de roedores na ilha, distribuindo veneno por helicópteros. "Prevemos que a maioria das aves marinhas da Ilha Marion será extinta localmente nos próximos 30 a 100 anos se os ratos não forem eliminados", afirma Anton Wolfaardt, cientista responsável pelo projeto.

Desafios e Impacto

Marion, uma ilha vulcânica a 2.000 km da Cidade do Cabo, era um santuário natural até a chegada dos ratos. Com as mudanças climáticas favorecendo sua reprodução, os roedores desenvolveram técnicas brutais de ataque, especialmente contra filhotes de aves. A erradicação completa será desafiadora, mas necessária para evitar a extinção local das aves.

O plano envolve distribuir veneno por toda a ilha até 2027, garantindo que cada rato seja eliminado. A introdução de gatos na década de 1940, para controlar os ratos, piorou a situação, resultando na morte de 455 mil aves por ano. A erradicação dos gatos só foi concluída em 1991.

Conservation Campaign - Mouse-Free Marion (mousefreemarion.org)

Mosquitos são direcionados aos hospedeiro através de detectores neurais de infra vermelho

 

As doenças transmitidas por mosquitos afetam centenas de milhões de pessoas anualmente e afetam desproporcionalmente o mundo em desenvolvimento. 



Uma espécie de mosquito, o Aedes aegypti, é o principal vetor de vírus que causam dengue, febre amarela e zika. A atração de A. aegypti para humanos requer a integração de vários sinais, incluindo CO2 da respiração, odores orgânicos da pele e sinais visuais, todos detectados a médias e longas distâncias, e outros sinais detectados a curta distância. 

Aqui identificamos uma sugestão de que A aegypti usam como parte de seu arsenal sensorial para encontrar humanos. Demonstramos que A aegypti detectam a radiação infravermelha (IR) que emana de seus alvos e usam essas informações em combinação com outras pistas para uma navegação de médio alcance altamente eficaz. 

A detecção de infravermelho térmico requer o canal ativado por calor TRPA1, que é expresso em neurônios na ponta da antena. Duas opsinas são co-expressas com TRPA1 nesses neurônios e promovem a detecção de intensidades de IR mais baixas. 

Propomos que a energia radiante causa aquecimento local no final da antena, ativando assim receptores sensíveis à temperatura em neurônios termossensoriais. A percepção de que a radiação IR térmica é uma excelente sugestão direcional de médio alcance expande nossa compreensão de como os mosquitos são primorosamente eficazes na localização de hospedeiros.

Resumo do trabalho abaixo publicado na Revista Nature

Thermal infrared directs host-seeking behaviour in Aedes aegypti mosquitoes https://doi.org/10.1038/s41586-024-07848-5 Avinash Chandel1,2,6, Nicolas A. DeBeaubien1,2,6, Anindya Ganguly1,2, Geoff T. Meyerhof1,2, Andreas A. Krumholz3,4, Jiangqu Liu1,2, Vincent L. Salgado3,5 & Craig Montell1,2 ✉

O que é o CHUMBINHO, produto que tem causado muitas mortes no Brasil?

Chumbinho

Perguntas e Respostas

- O que é o ‘chumbinho’?

 É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.

 - Qual é seu aspecto físico?

Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de chumbo”).

 


- Existem recomendações de segurança para a aplicação de ‘chumbinho’ como raticida?

 Não. Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma circunstância.

 - Do que consiste o ‘chumbinho’? Qual a sua origem?

Em geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados. Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato (organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha da substância varia de região para região do país.

 - Quem “produz” e comercializa o ‘chumbinho’?

 Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa (através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal. Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’ este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.

 - O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?

Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na Anvisa (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.

 - Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação?

Sendo um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva), borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros. Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é gratuita em todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional de saúde especializado.

 A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE PARA A VIGILÂNCIA SANITÁRIA MAIS PRÓXIMA!

 Estas informações foram coletadas no site da ANVISA 

Chumbinho — Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa (www.gov.br)

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Falando de garantias de serviços

 A questão das garantias em serviços de controle de pragas é um debate antigo, muitas vezes baseado em parâmetros não realistas. 


Durante as décadas de 50, 60, 70 e 80, os inseticidas clorados, que são altamente persistentes no ambiente, permitiam oferecer garantias de seis meses a um ano. 

Embora os conceitos tenham mudado significativamente desde então, os clientes ainda se surpreendem quando não recebem uma garantia extensa. 

É compreensível que os usuários desejem o melhor serviço pelo menor custo, mas lidar com organismos vivos e ambientes em constante mudança impede a oferta de garantias fixas. 

É crucial reconhecer que dois fatores — os organismos e o ambiente — determinam o nível de infestação de um local, residencial ou não. 

Isso significa que, embora os inseticidas e raticidas desempenhem um papel importante, eles não são o elemento principal dessa equação. Devem ser aplicados com prudência e somente após eliminar as condições ambientais adversas que promovem o surgimento de pragas.

O que são os cupins e seu papel na vida urbana


Os  Cupins são insetos sociais conhecidos por viverem em colônias e por sua habilidade de consumir madeira e outros materiais à base de celulose. Eles pertencem à ordem Isoptera e são comumente chamados de "termitas" em algumas regiões. Existem diferentes espécies de cupins, e eles são amplamente distribuídos em várias partes do mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais.


Características dos cupins:

- Estrutura social: Os cupins vivem em colônias organizadas, que podem conter milhares a milhões de indivíduos. Essas colônias são compostas por diferentes castas, incluindo operários, soldados e reprodutores (rei e rainha).


 - Alimentação: Eles se alimentam principalmente de madeira, papel e outros materiais que contêm celulose. Essa habilidade pode causar danos significativos em construções, móveis e plantações.


- Hábitos de vida: Algumas espécies de cupins constroem ninhos subterrâneos, enquanto outras constroem seus ninhos em árvores ou dentro de estruturas de madeira. Há também cupins que constroem montes acima do solo.




- Importância ecológica: Embora sejam considerados pragas em muitas situações, os cupins desempenham um papel importante na decomposição de matéria orgânica, reciclando nutrientes no ecossistema.

Controlar uma infestação de cupins pode ser difícil, e geralmente requer a intervenção de profissionais para identificar e eliminar a colônia.




Doença de Chagas: como é transmitida, como deve ser tratada e o que fazer para evitar


De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a América Latina é campeã em casos anuais de doença de Chagas: são cerca de 30 mil, com 10 mil deles resultando em mortes. Um dos motivos para essa alta taxa de letalidade é a dificuldade de diagnosticar a infecção, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi: ela pode ser assintomática ou apresentar sintomas pouco específicos, facilmente confundidos com os de uma gripe ou resfriado. Por conta disso, a taxa de descoberta é menor que 10%.








Além do baixo índice de diagnósticos, o Ministério da Saúde destaca que, atualmente, apenas 1% das pessoas afetadas recebe tratamento. “A doença é curável, mas só se houver tratamento adequado durante a fase aguda, que é o início da infecção, mesmo em casos de transmissão congênita”, alerta a diretora do Laboratório de Ciclo Celular do Butantan, Maria Carolina Sabbaga, que estuda a manutenção do DNA nuclear de tripanosomas. 


A doença de Chagas é a principal endemia parasitária da América Latina e faz parte da lista de Doenças Tropicais Negligenciada da Organização Mundial da Saúde (OMS) porque afeta principalmente indivíduos em situação de vulnerabilidade social — sem acesso à água, alimentos ou saneamento básico de qualidade. 

 Transmissão

Também conhecida como tripanossomíase americana, a doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que tem como hospedeiro insetos triatomíneos, os populares “barbeiros”, “procotós”, “bicudos” ou “chupões”. No Brasil, as espécies de barbeiro Triatoma infestans e Triatoma brasiliensis são as que representam risco epidemiológico. O parasita é expelido por meio das fezes ou urina do inseto e, no corpo humano, invade as células, se desenvolve e reproduz.

Segundo o estudo Perfil epidemiológico da doença de Chagas aguda no Brasil, veiculado na revista Research, Society and Development por pesquisadores do Centro Universitário CESMAC, Universidade Tiradentes e Universidade Federal de Alagoas, o método mais expressivo de contágio é por via oral. Ou seja, por meio do consumo de alimentos contaminados por parasitos Trypanosoma cruzi oriundos de barbeiros ou, diretamente, por fezes do inseto que contenham o protozoário.

Outra forma de transmissão é a vetorial. Os barbeiros são hematófagos – precisam se alimentar de sangue para sobreviver, por isso o contágio pode acontecer no momento em que um ser humano é picado por ele: o protozoário é expelido pelas fezes ou urina do inseto, junto ao ferimento; quando a pessoa coça o local, inadvertidamente insere o protozoário na sua própria corrente sanguínea.


“Na saliva do inseto há várias substâncias que geram irritação na pele e dão início à coceira, e o ato de coçar acaba fazendo com que as fezes sejam empurradas para a ferida e iniciem a infecção”, explica o biólogo Thiago Franco, pós-doutorando do Laboratório de Ciclo Celular. 


Mulheres infectadas pelo Trypanosoma cruzi podem transmiti-lo aos seus bebês durante a gravidez ou o parto, configurando a transmissão vertical. Há também a possibilidade de contaminação via transplante de órgãos de doadores que possuam o parasita. Já na transmissão acidental, é possível se contaminar ao entrar em contato com feridas da pele ou mucosas infectadas durante manipulação laboratorial ou manejo de caça.


O barbeiro tem hábitos noturnos: se esconde durante o dia e à noite sai para se alimentar. “Por isso, é comum que esses insetos fiquem entre as frestas de casas de pau a pique, em que podem depositar seus ovos e ficar livres de predadores”, explica Thiago. Durante o sono humano, as regiões que costumam estar mais expostas são o rosto e os pés, sendo que o inseto é especialmente atraído pelas trocas de oxigênio e gás carbônico que realizamos. É justamente por ter preferência pela face na hora da picada que leva o nome popular de barbeiro. 

Sintomas

A fase inicial do contágio, denominada de fase aguda, pode manifestar ou não sintomas. Caso apareçam, normalmente se apresentam como reações pouco específicas: inchaço no rosto e pernas, febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza e um nódulo na região da picada. 


Maria Carolina indica que é de extrema importância procurar um médico nesse período. “Se não forem tratadas, há a possibilidade de que cerca de 30% das pessoas afetadas desenvolvam uma doença crônica, que só irá aparecer anos depois, como o coração muito distendido – uma das causas de insuficiência cardíaca.” As dificuldades de saúde oriundas da fase crônica são contínuas, como problemas digestivos, cardíacos ou cardiodigestivos.


Como identificar e tratar?

Apesar dos sintomas inespecíficos, há indícios que podem estar relacionados à doença de Chagas. Um deles é o chagoma, inflamação arredondada, vermelha e endurecida na pele que pode indicar o local da picada do barbeiro. Outro é o sinal de Romaña, edema em uma das pálpebras que pode aparecer em cerca de 10 a 20% dos casos agudos.


Fatores epidemiológicos também são levados em consideração para a avaliação do diagnóstico, como morar em regiões endêmicas ou em surto; já ter residido ou residir em locais propícios à transmissão do barbeiro, como casas de madeira ou taipa; ter contato com familiares ou amigos já diagnosticados com doença de Chagas, entre outros. 


O exame de sangue que confirma o diagnóstico pode ser realizado de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente o tratamento é feito por meio de um remédio: o benznidazol, também disponível gratuitamente. O medicamento é indicado para a fase aguda da doença, enquanto a fase crônica precisa ser avaliada caso a caso, pois há riscos de complicações.


Formas de prevenção

O barbeiro pode se esconder em frestas nas paredes, atrás de móveis, em galinheiros e estábulos. Repelentes comuns, que utilizam moléculas como icaridina ou DEET (N,N-Dietil-m-toluamida), não funcionam bem contra ele. “No uso de DEET, você precisaria de uma concentração acima de 90% para poder repelir o barbeiro, o que é tóxico para o ser humano”, explica Thiago. 

Por isso, o método mais eficaz de prevenção continua sendo o combate ao inseto e o investimento em saneamento básico de qualidade. 

Se encontrar um barbeiro, não toque nele. Busque atendimento médico e procure o apoio do centro de zoonoses regional. Na cidade de São Paulo, a recomendação é ligar para o número 156. 


Reportagem: Guilherme Castro

Publicado em: 18/07/2024

Fotos: José Felipe Batista/Comunicação Butantan


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