Ter uma lagartixa em casa pode parecer incômodo à primeira vista, mas, na verdade, é um sinal positivo para quem se preocupa com o equilíbrio ecológico do ambiente doméstico. Esses pequenos répteis, bastante comuns em todo o Brasil, são predadores naturais de baratas, pernilongos, mosquitos, escorpiões e até pequenas aranhas.
A lagartixa-doméstica-tropical, também conhecida como lagartixa de parede, é um pequeno réptil bastante comum nas residências brasileiras. Seu nome científico é Hemidactylus mabouia — uma junção de termos do grego e de línguas indígenas: hemi (metade), dactylos (referente às lamelas dos dedos) e mabouia, palavra que remete a medo ou repulsa, originada de tribos nativas das Américas.
Apesar do nome exótico e da reação negativa que algumas pessoas ainda têm, essa lagartixa é inofensiva e desempenha um papel importante no controle de insetos dentro de casa.
Sua
presença contribui para o controle biológico de pragas, ajudando a reduzir a
necessidade de inseticidas químicos — que, além de afetarem o meio ambiente,
também podem ser prejudiciais à saúde humana.
Apesar da
aparência que assusta algumas pessoas, as lagartixas são completamente
inofensivas. Não transmitem doenças, não possuem veneno e não atacam humanos.
“São animais tímidos, que evitam o contato com as pessoas. Costumam sair à
noite, em busca de alimento. Quando encontramos uma lagartixa em casa, é sinal
de que o ambiente está funcionando como um pequeno ecossistema equilibrado”,
explica o herpetólogo André Lima, da Universidade Federal de Goiás.
Elas
também são altamente adaptáveis aos centros urbanos e se aproveitam da
iluminação artificial para caçar insetos. Por isso, é comum vê-las perto de
lâmpadas. Essa convivência pacífica e benéfica torna as lagartixas verdadeiras
aliadas da saúde pública, principalmente em locais com incidência de doenças
transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya.
Mais do
que tolerá-las, aprender a conviver com as lagartixas pode ser uma ótima
oportunidade de promover a educação ambiental, especialmente entre as crianças.
“Muitos medos vêm da falta de informação. Ao compreendermos o papel ecológico
das lagartixas, passamos a respeitá-las e até valorizá-las”, afirma André Lima.
Na
próxima vez que vir uma lagartixa na parede, pense duas vezes antes de
expulsá-la. Ela pode estar trabalhando silenciosamente para manter sua casa
mais segura e saudável.
Fonte: adaptação do texto no site: https://www.jornalopcao.com.br/

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