Doença de Chagas: como é transmitida, como deve ser tratada e o que fazer para evitar


De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a América Latina é campeã em casos anuais de doença de Chagas: são cerca de 30 mil, com 10 mil deles resultando em mortes. Um dos motivos para essa alta taxa de letalidade é a dificuldade de diagnosticar a infecção, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi: ela pode ser assintomática ou apresentar sintomas pouco específicos, facilmente confundidos com os de uma gripe ou resfriado. Por conta disso, a taxa de descoberta é menor que 10%.








Além do baixo índice de diagnósticos, o Ministério da Saúde destaca que, atualmente, apenas 1% das pessoas afetadas recebe tratamento. “A doença é curável, mas só se houver tratamento adequado durante a fase aguda, que é o início da infecção, mesmo em casos de transmissão congênita”, alerta a diretora do Laboratório de Ciclo Celular do Butantan, Maria Carolina Sabbaga, que estuda a manutenção do DNA nuclear de tripanosomas. 


A doença de Chagas é a principal endemia parasitária da América Latina e faz parte da lista de Doenças Tropicais Negligenciada da Organização Mundial da Saúde (OMS) porque afeta principalmente indivíduos em situação de vulnerabilidade social — sem acesso à água, alimentos ou saneamento básico de qualidade. 

 Transmissão

Também conhecida como tripanossomíase americana, a doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que tem como hospedeiro insetos triatomíneos, os populares “barbeiros”, “procotós”, “bicudos” ou “chupões”. No Brasil, as espécies de barbeiro Triatoma infestans e Triatoma brasiliensis são as que representam risco epidemiológico. O parasita é expelido por meio das fezes ou urina do inseto e, no corpo humano, invade as células, se desenvolve e reproduz.

Segundo o estudo Perfil epidemiológico da doença de Chagas aguda no Brasil, veiculado na revista Research, Society and Development por pesquisadores do Centro Universitário CESMAC, Universidade Tiradentes e Universidade Federal de Alagoas, o método mais expressivo de contágio é por via oral. Ou seja, por meio do consumo de alimentos contaminados por parasitos Trypanosoma cruzi oriundos de barbeiros ou, diretamente, por fezes do inseto que contenham o protozoário.

Outra forma de transmissão é a vetorial. Os barbeiros são hematófagos – precisam se alimentar de sangue para sobreviver, por isso o contágio pode acontecer no momento em que um ser humano é picado por ele: o protozoário é expelido pelas fezes ou urina do inseto, junto ao ferimento; quando a pessoa coça o local, inadvertidamente insere o protozoário na sua própria corrente sanguínea.


“Na saliva do inseto há várias substâncias que geram irritação na pele e dão início à coceira, e o ato de coçar acaba fazendo com que as fezes sejam empurradas para a ferida e iniciem a infecção”, explica o biólogo Thiago Franco, pós-doutorando do Laboratório de Ciclo Celular. 


Mulheres infectadas pelo Trypanosoma cruzi podem transmiti-lo aos seus bebês durante a gravidez ou o parto, configurando a transmissão vertical. Há também a possibilidade de contaminação via transplante de órgãos de doadores que possuam o parasita. Já na transmissão acidental, é possível se contaminar ao entrar em contato com feridas da pele ou mucosas infectadas durante manipulação laboratorial ou manejo de caça.


O barbeiro tem hábitos noturnos: se esconde durante o dia e à noite sai para se alimentar. “Por isso, é comum que esses insetos fiquem entre as frestas de casas de pau a pique, em que podem depositar seus ovos e ficar livres de predadores”, explica Thiago. Durante o sono humano, as regiões que costumam estar mais expostas são o rosto e os pés, sendo que o inseto é especialmente atraído pelas trocas de oxigênio e gás carbônico que realizamos. É justamente por ter preferência pela face na hora da picada que leva o nome popular de barbeiro. 

Sintomas

A fase inicial do contágio, denominada de fase aguda, pode manifestar ou não sintomas. Caso apareçam, normalmente se apresentam como reações pouco específicas: inchaço no rosto e pernas, febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza e um nódulo na região da picada. 


Maria Carolina indica que é de extrema importância procurar um médico nesse período. “Se não forem tratadas, há a possibilidade de que cerca de 30% das pessoas afetadas desenvolvam uma doença crônica, que só irá aparecer anos depois, como o coração muito distendido – uma das causas de insuficiência cardíaca.” As dificuldades de saúde oriundas da fase crônica são contínuas, como problemas digestivos, cardíacos ou cardiodigestivos.


Como identificar e tratar?

Apesar dos sintomas inespecíficos, há indícios que podem estar relacionados à doença de Chagas. Um deles é o chagoma, inflamação arredondada, vermelha e endurecida na pele que pode indicar o local da picada do barbeiro. Outro é o sinal de Romaña, edema em uma das pálpebras que pode aparecer em cerca de 10 a 20% dos casos agudos.


Fatores epidemiológicos também são levados em consideração para a avaliação do diagnóstico, como morar em regiões endêmicas ou em surto; já ter residido ou residir em locais propícios à transmissão do barbeiro, como casas de madeira ou taipa; ter contato com familiares ou amigos já diagnosticados com doença de Chagas, entre outros. 


O exame de sangue que confirma o diagnóstico pode ser realizado de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente o tratamento é feito por meio de um remédio: o benznidazol, também disponível gratuitamente. O medicamento é indicado para a fase aguda da doença, enquanto a fase crônica precisa ser avaliada caso a caso, pois há riscos de complicações.


Formas de prevenção

O barbeiro pode se esconder em frestas nas paredes, atrás de móveis, em galinheiros e estábulos. Repelentes comuns, que utilizam moléculas como icaridina ou DEET (N,N-Dietil-m-toluamida), não funcionam bem contra ele. “No uso de DEET, você precisaria de uma concentração acima de 90% para poder repelir o barbeiro, o que é tóxico para o ser humano”, explica Thiago. 

Por isso, o método mais eficaz de prevenção continua sendo o combate ao inseto e o investimento em saneamento básico de qualidade. 

Se encontrar um barbeiro, não toque nele. Busque atendimento médico e procure o apoio do centro de zoonoses regional. Na cidade de São Paulo, a recomendação é ligar para o número 156. 


Reportagem: Guilherme Castro

Publicado em: 18/07/2024

Fotos: José Felipe Batista/Comunicação Butantan


DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO - primeira parte

 

DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO

Parte 1

 

Vamos falar sobre documentação a partir dessa publicação. Esse assunto está muito ligado às empresas que possuem Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs)  assim como o comércio de alimentos em geral, incluindo restaurantes, cafés, padarias, supermercados.. É sabido que analisar documentação relativa ao serviço de controle de pragas não é tão simples como parece e muitas vezes alguns detalhes escapam, o que pode render ao responsável pelo gerenciamento do serviço uma grande dor de cabeça.

Um caso clássico 

Uma determinada empresa foi atendida por uma prestadora de serviços de controle de pragas que não colocou o número de seu registro no certificado de aplicação o que impossibilita uma investigação adequada no caso de uma não conformidade grave. O número de registro da empresa junto à autoridade sanitária competente é um requisito primordial para a prestação desse serviço.

Em outra situação a empresa contratada lançou em seu certificado um número de registro de outro Estado que não pode ser aceito de forma alguma, já que quem dá a autorização de funcionamento é o Município ou o Estado e as licenças em geral têm somente validade dentro do Estado de origem da empresa prestadora.

Estas e outras irregularidades são observadas no dia a dia e o esclarecimento e orientação de conformidade com a legislação pode evitar aborrecimentos.

 A Licença de Funcionamento é concedida pela autoridade sanitária do Município (no caso de Vigilância estar municipalizada) ou pelo Estado. Não são válidas licenças de outros Estados ou de outros Municípios que não correspondam à sede da empresa que está sendo contratada. Peça sempre uma cópia atualizada da Licença de Funcionamento e verifique esse detalhe.

Alguns Municípios têm solicitado inclusive a Licença dos Veículos que transportam os produtos e os aplicadores. Isso não é regra geral, mas é uma exigência razoável já que a forma como os produtos químicos são transportados são regulados por lei federal e, em muitos estados, por regulamentos e leis estaduais.

Durante o processo de legalização da empresa controladora o Município ou o Estado exigem uma série de documentos; além do que a empresa passa por um processo de fiscalização inicial das atividades e é visitada anualmente.

Constam da Licença de Funcionamento informações que permitem ter uma visão mais clara da empresa. O nome e formação do Responsável Técnico são dados importantes para quem contrata esse serviço. O RT, de acordo com as novas resoluções e portarias tem funções destacadas na empresa e deve estar disponível o tempo todo para responder à questões técnicas internas e externas. Desconfie de empresas cujo RT nunca está presente!!!! Exija também uma cópia do Termo de Responsabilidade que é emitido pela mesma autoridade sanitária.

Segundo informações da própria Vigilância Sanitária a Licença de Funcionamento, assim como qualquer documento, pode ser falsificada. Por isso, verifique junto à autoridade sanitária que emitiu a Licença se o registro é real. Atualmente a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém um cadastro (SIVISA) atualizado de todas as empresas licenciadas e qualquer alteração ou não conformidade pode ser detectada pelo Sistema.

Verifique se a data da Licença está atualizada. Não valem Licenças do ano anterior. Nesse meio tempo, a empresa pode ter sido desautorizada a operar e o consumidor paga a conta. Há casos em que a autoridade fornece uma única Licença e só renova anualmente mediante o pagamento das taxas. Nesse caso o consumidor deve exigir uma comprovação de que a empresa está legalizada que pode ser uma cópia do pagamento das taxas anuais ou uma declaração do próprio município.Isto é válido para os veículos de transporte, também.

Peça também um comprovante de "residência" da empresa controladora, que pode ser uma conta de luz ou de água. Assim, é possível checar os dados da empresa com os que constam no Alvará ou Licença.

Caso esteja tudo OK existem ainda algumas etapas a serem vencidas que serão tratadas nos proximos artigos.

Lucia Schuller

Bióloga e Mestre e Saúde Pública


     




O que é o "CHUMBINHO", um veneno que constantemente é usado para matar cachorros e gatos e também pessoas.

Esse texto foi fornecido pela Anvisa  e é de interesse geral

 A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE!!

 Escreva para a Ouvidoria da Anvisa, através do e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou para a Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos em sigilo. Sua identificação não é necessária.


Perguntas Freqüentes – Chumbinho

 - O que é o ‘chumbinho’? R.:

É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.

 - Qual é seu aspecto físico?

R.: Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de chumbo”).



 - Existem recomendações de segurança para a aplicação de ‘chumbinho’ como raticida?

R.: Não. Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma

circunstância.

 - Do que consiste o ‘chumbinho’? Qual a sua origem?

R.: Em geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados. Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato (organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha da substância varia de região para região do país.

 - Quem “produz” e comercializa o ‘chumbinho’?

R.: Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa (através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal. Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’ este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.

 - O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?

R.: Não. Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para ‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na ANVISA (denominados cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta, fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.

- Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação?

R.: Sendo um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva), borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros.

 Em caso de intoxicação, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. A ligação é

gratuita em todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional

de saúde especializado

 A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE!!

 Escreva para a Ouvidoria da Anvisa, através do e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou para

a Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos em sigilo. Sua identificação não é necessária.

Moscas podem contaminar alimentos com bactérias que elas carregam? Veja a evidência.

Uma importante pesquisa feita no Japão na Escola de Medicina Veterinária analisou através de ensaios praticos se moscas domésticas podem contaminar alimentos. Teoricamente isso já é bastante conhecido, porém esse ensaio assegurou ainda mais a necessidade de evitar o contato, mesmo que breve, das moscas com os alimentos. Abaixo texto do resumo traduzido do trabalho publicado em 2019. Para os que queiram ler o trabalho inteiro a fonte está no final do resumo.




"As moscas desempenham um papel fundamental como vetores na transmissão de várias bactérias e representam risco de contaminação bacteriana para os alimentos. 

Para avaliar a contaminação bacteriana relacionada ao tempo e à concentração de alimentos por moscas domésticas com base em sua atração pelo alimento, determinamos o número de Escherichia coli resistentes a antimicrobianos alimentados transferidos de moscas domésticas para alimentos, mistura de açúcar e leite, maçã e bolo. As moscas domésticas contaminaram os alimentos com a E. coli  em 5 min, e as bactérias estavam presentes em grande número na maçã e no bolo (3,3 × 103 e 3,5 × 104 UFC/g de alimento, respectivamente). 



Além disso, o número de E. coli alimentadas com os alimentos aumentou com o tempo, subindo para 3,6 × 104-1,7 × 105 UFC / g. Mostramos que o nível de contaminação de alimentos causado por moscas domésticas depende da concentração de bactérias que as moscas domésticas carregam, do tempo de contato com o alimento e da atração das moscas pelo alimento. 


Ref.:Contaminação de alimentos com bactérias Akira Fukuda†, Masaru Usui, Chinami Masui e Yutaka Tamura Laboratório de Microbiologia e Segurança Alimentar de Alimentos, Escola de Medicina Veterinária, Universidade Rakuno Gakuen, 582 Midorimachi, Bunkyodai, Ebetsu, Hokkaido 069-8501, Japão 

VETORES E O AMBIENTE DE TRABALHO


                       

Segurança é a palavra chave. Mas que tipo de relação pode existir entre segurança no ambiente de trabalho e os vetores urbanos? Muito se tem discutido a respeito da real influência que insetos e roedores tem sobre a saúde e segurança do trabalhador. Ainda questionamos sobre a real necessidade de se “investir” em um serviço de controle de pragas. Na presença das primeiras dificuldades econômicas, geralmente é o item que é imediatamente cortado para redução de despesas. Ou pior, no intuito de se executar um serviço com preços mais módicos, o trabalho é entregue a um funcionário da própria empresa, alguém da faxina talvez, que nenhum treinamento possui para executar tal tarefa. Esta pessoa passa a ser responsável pela aplicação de produtos tóxicos e consequentemente, pela segurança de todos que utilizam aquela área. A partir desta nova incumbência, a questão não é mais somente a presença de pragas mas  modifica-se e é agravada pelo risco no uso de produtos quimicos.


 A primeira questão é: Qual a importância das pragas para o ambiente de trabalho? Lá passamos a maior parte de nossas vidas e os melhores horários de nosso dia. Na busca da subsistência acabamos nos envolvendo com as rotinas diárias e lá deixamos grande parte de nossas energias. A competitividade assim o exige.

Em 1972 uma médica inglesa, Beatson, observou em um hospital a presença de pequenas formigas que se infiltravam dentro de medicamentos, materiais esterilizados, equipamentos para aplicação de soro, etc. e curiosamente, resolveu avaliar microbiologicamente, o que aqueles insetos poderiam eventualmente estar transportando. Ela surpreendeu-se com a grande quantidade de microrganismos patogênicos encontrados nas diversas partes do corpo destas,aparentemente inofensivas, formiguinhas. Esta conclusão levou outros países a também iniciarem estudos e a chegarem a conclusões semelhantes à da Dra Beatson a respeito do risco à saúde que estas formiguinhas representam. O nosso ambiente de trabalho pode ser um hospital, um restaurante, um escritório, um galpão de fábrica, ou até mesmo a nossa casa. Em todos estes ambientes as pragas vão ter ou não condições de se abrigar, proliferar e por consequência espalhar microrganismos e aumentar as chances de entrarmos em contato com eles. Assim, quanto melhor fôr o ambiente de trabalho do ponto de vista de higiene, limpeza, manutenção e ausência de pragas, melhor para nós, para nossa saúde e melhor será o nosso rendimento. Estaremos doentes menos vezes e produziremos mais.

 A segunda questão é: Como fazer o controle de pragas de uma forma segura? A imprensa constantemente noticia fatos relacionados com intoxicações através do uso indevido e abusivo de produtos químicos, especialmente inseticidas. As estatísticas da FioCruz mostram que cerca de 50 % dos acidentes que anualmente ocorrem nos lares brasileiros envolvem o uso de pesticidas agropecuários, de uso profissional e domésticos. A Portaria 321 do Ministério da Saúde distingue entre os produtos permitidos para uso doméstico e consequentemente, por uso de leigos, dos ditos  de uso exclusivamente profissional e estabelece parâmetros para o seu registro e utilização.

 

Entretanto, o trabalho de controle de pragas não é mais uma mera aplicação de “venenos” com os seus consequentes riscos à saúde pública. É, muito mais do que isto. É um trabalho de observação, de integração, de conscientização. Todos devem estar envolvidos, cliente e parceiro, nesta batalha. A utilização de produtos químicos é somente uma das etapas do controle. Esta nova visão chama-se Controle Integrado de Pragas e  segue de encontro com as posturas que estão sendo adotadas modernamente em relação ao meio ambiente. Um pesticida mal utilizado pode contaminar o ambiente urbano e as pessoas que lá vivem. Com certeza não é a única solução de nossos problemas com pragas.

 Este cenário é incompatível com os dias atuais, em que o desdobramento do conhecimento humano abriu janelas e espaços para novos conhecimentos que permitem que todo este trabalho seja feito com a maior segurança e confiabilidade de resultados.

 A solução está em uma maior participação de todos os envolvidos neste cenário, em uma maior integração das áreas da empresa, de uma maior e mais abrangente doutrinação das pessoas no sentido de colaborarem para a obtenção dos resultados positivos.

 Todos ganham com isso. O meio ambiente, que vai ser menos afetado; as pessoas, que serão mais protegidas. Só as pragas urbanas levam a pior.

 

Lucia Schuller

Bióloga

Mestre em Saúde Pública

É verdade que os mosquitos picam algumas pessoas mais do que outras?

Com certeza alguém já esteve em alguma festa ao ar livre ou num churrasco e notou o aumento de mosquitos. Mas Vc sabia que eles são insetos seletivos? Isto é, algumas pessoas têm mais probabilidade de serem picadas do que outras.

Existem alguns fatores que podem contribuir para que isso aconteça. Segundo um estudo do Journal of Medical Entomology, os mosquitos pousam duas vezes mais em pessoas com sangue tipo O do que aquelas com sangue tipo A. Os pesquisadores notaram que isso tem a ver com as secreções que produzimos, que alertam os mosquitos sobre o tipo de sangue.



Estilo de vida ou outros fatores de saúde também podem ter um papel determinante, disse Melissa Giliang, dermatologista da Cleveland Clinic.

“Se a temperatura corporal estiver mais alta, se estiver a movimentar-se ou se estiver a beber álcool, será um alvo para os mosquitos”, diz a especialista. “Estar grávida ou estar acima do peso também aumenta a taxa metabólica”, pode ler-se na Health Digest.


Fonte: https://www.noticiasdecoimbra.pt/e-por-isto-que-os-mosquitos-picam-algumas-pessoas-mais-do-que-outras/#goog_rewarded



Repelente para mosquitos é invenção de uma brasileira Startup

 Vc odeia passar repelente no corpo? Fernanda Checchinato, fundadora e CEO da Aya Tech criou um spray contra mosquitos que é aplicado em roupas e janelas e dura até dois meses.

E se, ao invés de passar um repelente no corpo, fosse possível aplicar o produto na roupa, cortina, ou até mesmo no batente da porta? E, assim, evitar picadas de mosquito, como o da dengue?

É uma solução assim que Fernanda Cecchinato, 49, mãe de duas meninas, cientista e CEO da Aya Tech, passou cinco anos desenvolvendo. Lançado em 2015, o Protec é o primeiro repelente de superfícies do país capaz de matar o Aedes Aegypti — espécie causadora da dengue, chikungunya, febre amarela e zika. 

O produto, que vem em formato spray, também oferece proteção contra picadas de pernilongos, borrachudos, pulgas e carrapatos, resistindo por até 20 lavagens ou 60 dias (dependendo da maneira como é lavado e higienizado). 

COM TESTES EM AMBIENTE CONTROLADO, ELA LITERALMENTE DEU O SANGUE PELA CIÊNCIA

A empreendedora conta que mais de 10 mil mosquitos foram utilizados para chegar na fórmula ideal. 

“Eu literalmente doei o meu sangue pra ciência”, brinca. Isso porque, para testar a eficácia, Fernanda precisou criar um ambiente controlado em laboratório, evitando que o inseto fosse exposto a predadores e outros fatores naturais. 

“Nós colocávamos o braço dentro da gaiola e deixávamos eles nos picarem. Observamos que cerca de 99% das fêmeas que tentaram picar o tecido com o princípio ativo do Protec se afastaram”



Funciona da seguinte forma: quando o mosquito se aproxima de alguém vestindo uma roupa tratada com o Protec, ele detecta o produto através de suas antenas, começa a se sentir desnorteado e se afasta, descreve Fernanda. E se mesmo assim o inseto insistir em picar, ele absorve o componente — e morre paralisado. 

O princípio ativo do repelente é resultado de uma combinação da permetrina, composto químico sintético extraído da flor crisântemo, e água — o que permite sua fixação em tecidos e superfícies. O produto, segundo Fernanda, é antialérgico e não possui cheiro, sendo seguro para crianças, idosos, grávidas e pets. 

A IDEIA DA AYA TECH SURGIU DEPOIS DE UM PRESENTE INUSITADO DO SEU PRIMEIRO CHEFE

Formada em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1999, Fernanda é mestre e doutora em Ciência e Engenharia de Materiais UFSC e pelo Laboratório CNRS da Universidade de Lyon (França). 

Além disso, possui um curso de especialização em materiais inorgânicos e metálicos na Japan International Cooperation Agency (JICA) e é autora de seis patentes de inovação tecnológica.

Dar aulas não fazia parte dos seus planos. E apesar de expressiva, essa bagagem acadêmica dificultou sua entrada no mercado de trabalho:

“Eu era considerada muito qualificada para as vagas. Queria continuar fazendo pesquisa, mas no mundo empresarial. Precisei tirar muita coisa do meu currículo para conseguir meu primeiro emprego”

Sua primeira experiência profissional foi em uma metalúrgica, onde trabalhou com o desenvolvimento de eletrodomésticos pessoais, como chapinhas e secadores de cabelo. 

“Me lembro que, quando cheguei lá, pensei: ‘Nossa, mas eu nem uso isso’. No fim, acabei descobrindo que esse mercado era imenso e que milhões de mulheres usavam esses produtos”, diz Fernanda. “Foi aí que comecei a inovar, desenvolvendo chapinhas de titânio, versões que cabiam na palma da mão, secadores com diferentes cores e tintas especiais.”

Ela trabalhou na empresa por dois anos até que um dia recebeu um presente inusitado do seu chefe. 

“Ele me deu uma bandana repelente de insetos. Achei o máximo, especialmente porque sou super alérgica a picadas de pernilongo. Fiquei tão encantada que comecei a pesquisar como poderia fazer algo parecido” 

O que era uma lembrança de viagem acabou se tornando uma ideia de negócio. Junto a Noemi, uma colega de trabalho na época, Fernanda decidiu pedir as contas e abrir sua própria empresa. 

Com 600 mil reais e um bocado de ousadia, elas começaram a produzir camisetas repelentes. E assim surgiu a Aya Tech. 

A TRANSIÇÃO DO MUNDO DA PESQUISA PARA O EMPREENDEDORISMO TROUXE DESAFIOS

Logo de cara, elas se depararam com vários desafios. “Eu sou engenheira química, não costureira. A costura da camiseta vinha torta, a gola errada. A gente não tinha nenhum know-how de empreendedorismo e cometemos muitos erros no início.”

Um deles foi criar uma grade de produtos enorme, com diversos modelos e tamanhos que variavam de bebê até adulto. Sem falar nas inúmeras opções de estampas e cores. “Quando acabava um modelo, a gente tinha que mandar fazer um monte”, diz Fernanda. “Não conseguimos dar conta.”

Outra dificuldade, talvez maior do que a inexperiência com o ecossistema empreendedor, era convencer as pessoas — e o mercado brasileiro — de que o produto e o modelo de negócio funcionavam. 

“Em 2010, a ideia de uma camiseta repelente de insetos era muito moderna. Além disso, na época nem se falava nada sobre startups, não existia isso”

Ao invés de abrir uma sede, as fundadoras optaram por trabalhar de casa e terceirizar o trabalho por meio de parcerias, algo quase impensável há 14 anos. 

Aos poucos, a venda das camisetas começou a crescer e os clientes começaram a pedir por outros produtos capazes de repelir insetos, como calças, macacões e cortinas. 

Fernanda explica que essas demandas acenderam um alerta: 

“Percebemos que não dava para continuar com esse nível de personalização. Inicialmente, a aplicação do repelente era feita na tinturaria, direto no rolo de tecido; precisávamos de um produto que a própria pessoa pudesse aplicar”

Foi então que elas decidiram desenvolver um produto em aerossol e, mais uma vez, esbarraram em outro desafio: a regulamentação.

UM “NÃO” DA ANVISA ACABOU IMPULSIONANDO A CRIAÇÃO DE NOVOS PRODUTOS

Qualquer produto que possa afetar a saúde humana, como medicamentos, cosméticos, alimentos e produtos de higiene pessoal, precisa passar pela aprovação da Anvisa para ser comercializado. 

O protótipo da Aya Tech acabou sendo barrado pela agência por usar o princípio ativo em formato aerossol. Essa situação forçou a dupla a adaptar a tecnologia para o spray, criando assim o Protec.

“Hoje temos dois produtos: o Bite Block, que é um aerossol, e o Protec, que é um spray para aplicação em tecidos. Embora os produtos sejam semelhantes em seus princípios ativos, eles funcionam de maneiras diferentes dependendo de onde são aplicados”

Outro problema era que os repelentes não se enquadravam nem como inseticidas nem como cosméticos, gerando muita confusão. 

“Embora sempre quiséssemos registrar corretamente os nossos produtos, não havia uma categoria específica para eles na época. Isso levou a agência a desenvolver uma nova RDC [Resolução de Diretoria Colegiada] para que pudéssemos continuar vendendo.”

Foram quatro anos, de 2015 a 2019, até a resolução sair. Só então a empreendedora conseguiu entrar com o pedido de registro dos produtos na Anvisa.

Neste meio tempo, a startup precisou parar as vendas dos produtos, o que criou um hiato no negócio. Além disso, sua parceira Noemi decidiu sair da empresa e retornar ao mercado tradicional. Fernanda conta que foi um período difícil. “Precisei repensar e reorganizar minha vida e a estratégia da empresa.” 

Apesar dos desafios, a pesquisadora tenta ver o episódio pelo lado positivo. 

“Se não fosse esse empecilho com a Anvisa eu só teria feito os repelentes. Isso me forçou a pesquisar e criar coisas novas”

Buscando diversificar o negócio e gerar receita, Fernanda desenvolveu uma série de produtos, como bactericidas, fungicidas e antissépticos. Além disso, criou uma linha de banho infantil lúdica com xampu, condicionador e sabonete em formato slime, que colorem a pele durante o banho. 

O registro do Bite Block e o Protec foram obtidos em 2021 e 2022, respectivamente, e são os primeiros repelentes do mundo certificados no Brasil pela Anvisa.

AS ACELERAÇÕES AJUDARAM A LAPIDAR O NEGÓCIO E TRAZER NETWORKING E VISIBILIDADE

Desde sua fundação, a Aya Tech já recebeu alguns prêmios e reconhecimentos. 

Em 2016, a startup participou do programa de aceleração Braskem Labs. Além disso, a empreendedora já participou de três edições do StartOut Brasil, programa de internacionalização de startups realizado pelo Sebrae, em parceria com a Apex-Brasil e Anprotec. 

Em 2019, a Aya Tech também foi destaque, tornando-se a primeira startup brasileira a ser selecionada para o programa de aceleração da Paris&Co, agência de desenvolvimento econômico e inovação da capital francesa.

Hoje, o consumidor final pode adquirir os produtos em farmácias, lojas infantis e de departamento, bem como no e-commerce da startup, através do site institucional. 

Já no mercado B2B, as vendas se estendem para outros países, com exportação para Austrália, Colômbia, Equador, Estados Unidos, França e Peru.

MESMO COM NOVOS PRODUTOS EM DESENVOLVIMENTO, A CIENTISTA E CEO PREFERE MANTER OS PÉS NO CHÃO

No último ano, a Aya Tech faturou 300 mil reais. A projeção é de alcançar 1 milhão nos próximos 12 meses, com a campanha iniciada em maio deste ano que visa o cadastramento de mais 200 novos pontos de venda em todo o país.

Entre os novos itens em fase de desenvolvimento que deverão ser incorporados em breve ao portfólio estão um repelente para aplicação em couro e um produto para sapatos para portadores de epidermólise bolhosa (doença hereditária e genética rara que afeta a pele e as mucosas, causando bolhas e pequenas lesões).

Apesar do otimismo, Fernanda procura manter os pés no chão: 

“É muito caro lançar produtos como os que o desenvolvo no mercado. Para se ter uma ideia, o laudo de um bactericida custa cerca de 200 mil reais”

Até aqui, a cientista e CEO optou por abrir mão de buscar investimento externo. Assim, empreendendo no esquema bootstrapping, apenas com recursos próprios, cada passo precisa ser certeiro:

“Eu só desenvolvo um novo produto quando a empresa possui recursos próprios para investir. Um produto tem que dar lucro o suficiente para bancar o próximo.”


Fonte: https://www.projetodraft.com/

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A importância do Controle de Pragas em Escolas e Creches: E essencial proteger a Saúde e Bem-estar das criancas

A Importância do Controle de Pragas em Escolas e Creches: Protegendo a Saúde e Bem-Estar das Crianças

Em ambientes onde a segurança e o bem-estar das crianças são primordiais, como escolas e creches, a implementação de um programa eficaz de controle de pragas é essencial. Pragas urbanas, incluindo pulgas, carrapatos, percevejos, moscas, baratas, aranhas e ratos, representam sérios riscos à saúde das crianças de todas as idades. Este artigo explora os perigos associados à presença dessas pragas e destaca a importância de um controle rigoroso e constante.

Riscos para a Saúde das Crianças

Doenças Transmissíveis

Pragas urbanas são conhecidas por transmitir uma variedade de doenças que podem afetar gravemente a saúde das crianças:

- Ratos: Estes roedores são vetores de doenças como a leptospirose e o hantavírus, que podem ser transmitidas através de urina e fezes contaminadas. A leptospirose, por exemplo, pode causar sintomas graves como febre alta, dores musculares e, em casos extremos, falência de órgãos.


- Baratas: Conhecidas por habitarem locais sujos, as baratas podem carregar bactérias, vírus e parasitas. Elas são particularmente perigosas em ambientes onde alimentos são preparados e consumidos, podendo causar infecções gastrointestinais e exacerbar crises de asma.
- Moscas: As moscas são transportadoras de patógenos que podem causar doenças gastrointestinais, como a salmonela e a E. coli, através da contaminação de alimentos e superfícies.


Infestações Cutâneas
Picadas de pragas podem causar desconforto significativo e problemas de saúde:

- Pulgas e Carrapatos: Essas pragas podem causar irritações na pele, alergias severas e são vetores de doenças como a febre maculosa. As picadas de pulgas podem provocar coceiras intensas, levando a infecções secundárias devido ao arranhamento.

- Percevejos: As picadas de percevejos podem resultar em erupções cutâneas dolorosas e coceira intensa, impactando o bem-estar das crianças.

- Mosquitos - é bem conhecido o papel importante de saúde publica desses insetos. Muitas pessoas sentem um grande desconforto por suas picadas.



Reações Alérgicas

Certas pragas são conhecidas por desencadear reações alérgicas em crianças, agravando problemas de saúde existentes:

- Aranhas: Algumas espécies de aranhas possuem veneno que pode causar reações alérgicas graves, incluindo dor intensa e inchaço.

- Baratas: Fragmentos corporais e fezes de baratas são potentes alérgenos, especialmente perigosos para crianças com asma ou alergias respiratórias.

Impacto no Ambiente Escolar

Além dos riscos diretos à saúde, a presença de pragas pode ter consequências significativas para o ambiente educacional:

- Interrupção das Atividades: Infestações podem forçar o fechamento temporário de salas de aula e outras instalações, interrompendo o aprendizado e a rotina diária.

- Insegurança: A presença de pragas pode causar preocupação e medo entre crianças, pais e funcionários, comprometendo a confiança na instituição.

- Contaminação: Pragas podem contaminar alimentos e materiais escolares, aumentando os riscos de surtos de doenças e impactando a qualidade do ambiente escolar.

Nossa Solução: 50 Anos de Experiência em Controle de Pragas

Desde 1973, nossa empresa tem se dedicado a fornecer soluções de controle de pragas confiáveis e eficazes, adaptadas especificamente para ambientes escolares e creches. Com 50 anos de experiência no mercado, entendemos a importância de métodos seguros e eficazes que protejam as crianças sem interromper suas atividades diárias.

Benefícios do Nosso Serviço

- Ambiente Seguro e Saudável: Nossos serviços garantem a proteção contra doenças e reações alérgicas, criando um ambiente mais seguro para o aprendizado e desenvolvimento das crianças.

- Tranquilidade para Pais e Funcionários: A confiança em um ambiente escolar livre de pragas tranquiliza pais e responsáveis, além de melhorar a satisfação e segurança dos funcionários.

- Continuidade das Atividades Escolares: Nossos métodos discretos e eficazes minimizam interrupções, garantindo uma rotina estável e produtiva.

 Conclusão

A implementação de um programa eficaz de controle de pragas é crucial para a segurança e o bem-estar das crianças em escolas e creches. Investir em um serviço especializado não só protege a saúde dos alunos, mas também assegura a confiança e tranquilidade de toda a comunidade escolar. Estamos prontos para discutir como podemos personalizar um plano de controle de pragas para atender às necessidades específicas de sua instituição. Garanta um ambiente escolar seguro e saudável entrando em contato conosco para agendar uma consulta.

Atenciosamente,

              







Formigas realizam amputações de membros em camaradas feridos para salvar suas vidas


WASHINGTON (Reuters) - Amputações de membros são realizadas por cirurgiões quando uma lesão traumática, como um ferimento de guerra ou um acidente de veículo, causa grande destruição de tecidos ou em casos de infecção ou doença grave. Mas os humanos não estão sozinhos em fazer esses procedimentos.

Uma nova pesquisa mostra que algumas formigas realizam amputações de membros em companheiros feridos para melhorar suas chances de sobrevivência. O comportamento foi documentado em formigas carpinteiras da Flórida - nome científico Camponotus floridanus - uma espécie marrom-avermelhada com mais de 1,5 cm de comprimento que habita partes do sudeste dos Estados Unidos.


Essas formigas foram observadas tratando membros feridos de companheiros de ninho, limpando a ferida usando suas peças bucais ou amputando mordendo o membro danificado. A escolha do cuidado dependeu da localização da lesão. Quando estava mais acima na perna, eles sempre amputavam. Quando estava mais abaixo, eles nunca amputavam.

"Neste estudo, descrevemos pela primeira vez como um animal não humano usa amputações em outro indivíduo para salvar sua vida", disse o entomologista Erik Frank, da Universidade de Würzburg, na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na terça-feira na revista Current Biology.

"Estou convencido de que podemos dizer com segurança que o 'sistema médico' das formigas para cuidar dos feridos é o mais sofisticado do reino animal, rivalizando apenas com o nosso", acrescentou Frank.

Esta espécie nidifica em madeira podre e defende sua casa vigorosamente contra colônias de formigas rivais.

"Se as brigas começarem, existe o risco de ferimentos", disse Frank.

Os pesquisadores estudaram lesões na parte superior da perna, no fêmur, e na parte inferior, a tíbia. Tais lesões são comumente encontradas em formigas selvagens de várias espécies, sustentadas em brigas, durante a caça ou por predação por outros animais.

As formigas foram observadas em condições de laboratório.

"Eles decidem entre amputar a perna ou passar mais tempo cuidando da ferida. Como eles decidem isso, não sabemos. Mas sabemos por que o tratamento é diferente", disse Frank.

Tem a ver com o fluxo de hemolinfa, o líquido azul-esverdeado equivalente ao sangue na maioria dos invertebrados.

"Lesões mais abaixo na perna têm um fluxo de hemolinfa aumentado, o que significa que os patógenos já entram no corpo depois de apenas cinco minutos, tornando as amputações inúteis no momento em que poderiam ser realizadas. Lesões mais acima na perna têm um fluxo de hemolinfa muito mais lento, dando tempo suficiente para amputações oportunas e eficazes ", disse Frank.

Em ambos os casos, as formigas primeiro limparam a ferida, provavelmente aplicando secreções de glândulas na boca enquanto também provavelmente sugavam a hemolinfa infectada e suja. O processo de amputação em si leva pelo menos 40 minutos e às vezes mais de três horas, com mordidas constantes no ombro.

Com amputações após uma lesão na parte superior da perna, a taxa de sobrevivência documentada foi de cerca de 90-95%, em comparação com cerca de 40% para lesões não atendidas. Para lesões na perna em que apenas a limpeza foi realizada, a taxa de sobrevivência foi de cerca de 75%, em comparação com cerca de 15% para lesões não atendidas.

O tratamento de feridas foi documentado em outras espécies de formigas que aplicam uma secreção glandular antibiótica eficaz em companheiros de ninho feridos. Esta espécie não possui essa glândula.

As formigas, que têm seis patas, são totalmente funcionais depois de perder uma.

Foram formigas fêmeas observadas fazendo esse comportamento.

"Todas as formigas operárias são fêmeas. Os machos desempenham apenas um papel menor nas colônias de formigas - acasalam uma vez com a rainha e depois morrem ", disse Frank.

Então, por que as formigas fazem essas amputações?

"Esta é uma pergunta interessante e coloca em questão nossas definições atuais de empatia, pelo menos até certo ponto. Não acho que as formigas sejam o que chamaríamos de 'compassivas'", disse Frank.

"Há uma razão evolutiva muito simples para cuidar dos feridos. Economiza recursos. Se eu puder reabilitar um trabalhador com relativamente pouco esforço que se tornará novamente um membro produtivo ativo da colônia, há um valor muito alto em fazê-lo. Ao mesmo tempo, se um indivíduo estiver gravemente ferido, as formigas não cuidarão dele, mas o deixarão para trás para morrer", acrescentou Frank.

Reportagem de Will Dunham, edição de Rosalba O'Brien

traduzido de:  https://www.reuters.com/science/ants-perform-limb-amputations-injured-comrades-save-their-lives-2024-07-02/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR0P3hqapvMiANU6yDbQsiigPxz15Y5Pbw9jbVVwLf2-05oUOBt9IMQMf-I_aem_Ds95u_rLb3RF_G4Y-Z1MRg

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