Repelente para mosquitos é invenção de uma brasileira Startup

 Vc odeia passar repelente no corpo? Fernanda Checchinato, fundadora e CEO da Aya Tech criou um spray contra mosquitos que é aplicado em roupas e janelas e dura até dois meses.

E se, ao invés de passar um repelente no corpo, fosse possível aplicar o produto na roupa, cortina, ou até mesmo no batente da porta? E, assim, evitar picadas de mosquito, como o da dengue?

É uma solução assim que Fernanda Cecchinato, 49, mãe de duas meninas, cientista e CEO da Aya Tech, passou cinco anos desenvolvendo. Lançado em 2015, o Protec é o primeiro repelente de superfícies do país capaz de matar o Aedes Aegypti — espécie causadora da dengue, chikungunya, febre amarela e zika. 

O produto, que vem em formato spray, também oferece proteção contra picadas de pernilongos, borrachudos, pulgas e carrapatos, resistindo por até 20 lavagens ou 60 dias (dependendo da maneira como é lavado e higienizado). 

COM TESTES EM AMBIENTE CONTROLADO, ELA LITERALMENTE DEU O SANGUE PELA CIÊNCIA

A empreendedora conta que mais de 10 mil mosquitos foram utilizados para chegar na fórmula ideal. 

“Eu literalmente doei o meu sangue pra ciência”, brinca. Isso porque, para testar a eficácia, Fernanda precisou criar um ambiente controlado em laboratório, evitando que o inseto fosse exposto a predadores e outros fatores naturais. 

“Nós colocávamos o braço dentro da gaiola e deixávamos eles nos picarem. Observamos que cerca de 99% das fêmeas que tentaram picar o tecido com o princípio ativo do Protec se afastaram”



Funciona da seguinte forma: quando o mosquito se aproxima de alguém vestindo uma roupa tratada com o Protec, ele detecta o produto através de suas antenas, começa a se sentir desnorteado e se afasta, descreve Fernanda. E se mesmo assim o inseto insistir em picar, ele absorve o componente — e morre paralisado. 

O princípio ativo do repelente é resultado de uma combinação da permetrina, composto químico sintético extraído da flor crisântemo, e água — o que permite sua fixação em tecidos e superfícies. O produto, segundo Fernanda, é antialérgico e não possui cheiro, sendo seguro para crianças, idosos, grávidas e pets. 

A IDEIA DA AYA TECH SURGIU DEPOIS DE UM PRESENTE INUSITADO DO SEU PRIMEIRO CHEFE

Formada em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 1999, Fernanda é mestre e doutora em Ciência e Engenharia de Materiais UFSC e pelo Laboratório CNRS da Universidade de Lyon (França). 

Além disso, possui um curso de especialização em materiais inorgânicos e metálicos na Japan International Cooperation Agency (JICA) e é autora de seis patentes de inovação tecnológica.

Dar aulas não fazia parte dos seus planos. E apesar de expressiva, essa bagagem acadêmica dificultou sua entrada no mercado de trabalho:

“Eu era considerada muito qualificada para as vagas. Queria continuar fazendo pesquisa, mas no mundo empresarial. Precisei tirar muita coisa do meu currículo para conseguir meu primeiro emprego”

Sua primeira experiência profissional foi em uma metalúrgica, onde trabalhou com o desenvolvimento de eletrodomésticos pessoais, como chapinhas e secadores de cabelo. 

“Me lembro que, quando cheguei lá, pensei: ‘Nossa, mas eu nem uso isso’. No fim, acabei descobrindo que esse mercado era imenso e que milhões de mulheres usavam esses produtos”, diz Fernanda. “Foi aí que comecei a inovar, desenvolvendo chapinhas de titânio, versões que cabiam na palma da mão, secadores com diferentes cores e tintas especiais.”

Ela trabalhou na empresa por dois anos até que um dia recebeu um presente inusitado do seu chefe. 

“Ele me deu uma bandana repelente de insetos. Achei o máximo, especialmente porque sou super alérgica a picadas de pernilongo. Fiquei tão encantada que comecei a pesquisar como poderia fazer algo parecido” 

O que era uma lembrança de viagem acabou se tornando uma ideia de negócio. Junto a Noemi, uma colega de trabalho na época, Fernanda decidiu pedir as contas e abrir sua própria empresa. 

Com 600 mil reais e um bocado de ousadia, elas começaram a produzir camisetas repelentes. E assim surgiu a Aya Tech. 

A TRANSIÇÃO DO MUNDO DA PESQUISA PARA O EMPREENDEDORISMO TROUXE DESAFIOS

Logo de cara, elas se depararam com vários desafios. “Eu sou engenheira química, não costureira. A costura da camiseta vinha torta, a gola errada. A gente não tinha nenhum know-how de empreendedorismo e cometemos muitos erros no início.”

Um deles foi criar uma grade de produtos enorme, com diversos modelos e tamanhos que variavam de bebê até adulto. Sem falar nas inúmeras opções de estampas e cores. “Quando acabava um modelo, a gente tinha que mandar fazer um monte”, diz Fernanda. “Não conseguimos dar conta.”

Outra dificuldade, talvez maior do que a inexperiência com o ecossistema empreendedor, era convencer as pessoas — e o mercado brasileiro — de que o produto e o modelo de negócio funcionavam. 

“Em 2010, a ideia de uma camiseta repelente de insetos era muito moderna. Além disso, na época nem se falava nada sobre startups, não existia isso”

Ao invés de abrir uma sede, as fundadoras optaram por trabalhar de casa e terceirizar o trabalho por meio de parcerias, algo quase impensável há 14 anos. 

Aos poucos, a venda das camisetas começou a crescer e os clientes começaram a pedir por outros produtos capazes de repelir insetos, como calças, macacões e cortinas. 

Fernanda explica que essas demandas acenderam um alerta: 

“Percebemos que não dava para continuar com esse nível de personalização. Inicialmente, a aplicação do repelente era feita na tinturaria, direto no rolo de tecido; precisávamos de um produto que a própria pessoa pudesse aplicar”

Foi então que elas decidiram desenvolver um produto em aerossol e, mais uma vez, esbarraram em outro desafio: a regulamentação.

UM “NÃO” DA ANVISA ACABOU IMPULSIONANDO A CRIAÇÃO DE NOVOS PRODUTOS

Qualquer produto que possa afetar a saúde humana, como medicamentos, cosméticos, alimentos e produtos de higiene pessoal, precisa passar pela aprovação da Anvisa para ser comercializado. 

O protótipo da Aya Tech acabou sendo barrado pela agência por usar o princípio ativo em formato aerossol. Essa situação forçou a dupla a adaptar a tecnologia para o spray, criando assim o Protec.

“Hoje temos dois produtos: o Bite Block, que é um aerossol, e o Protec, que é um spray para aplicação em tecidos. Embora os produtos sejam semelhantes em seus princípios ativos, eles funcionam de maneiras diferentes dependendo de onde são aplicados”

Outro problema era que os repelentes não se enquadravam nem como inseticidas nem como cosméticos, gerando muita confusão. 

“Embora sempre quiséssemos registrar corretamente os nossos produtos, não havia uma categoria específica para eles na época. Isso levou a agência a desenvolver uma nova RDC [Resolução de Diretoria Colegiada] para que pudéssemos continuar vendendo.”

Foram quatro anos, de 2015 a 2019, até a resolução sair. Só então a empreendedora conseguiu entrar com o pedido de registro dos produtos na Anvisa.

Neste meio tempo, a startup precisou parar as vendas dos produtos, o que criou um hiato no negócio. Além disso, sua parceira Noemi decidiu sair da empresa e retornar ao mercado tradicional. Fernanda conta que foi um período difícil. “Precisei repensar e reorganizar minha vida e a estratégia da empresa.” 

Apesar dos desafios, a pesquisadora tenta ver o episódio pelo lado positivo. 

“Se não fosse esse empecilho com a Anvisa eu só teria feito os repelentes. Isso me forçou a pesquisar e criar coisas novas”

Buscando diversificar o negócio e gerar receita, Fernanda desenvolveu uma série de produtos, como bactericidas, fungicidas e antissépticos. Além disso, criou uma linha de banho infantil lúdica com xampu, condicionador e sabonete em formato slime, que colorem a pele durante o banho. 

O registro do Bite Block e o Protec foram obtidos em 2021 e 2022, respectivamente, e são os primeiros repelentes do mundo certificados no Brasil pela Anvisa.

AS ACELERAÇÕES AJUDARAM A LAPIDAR O NEGÓCIO E TRAZER NETWORKING E VISIBILIDADE

Desde sua fundação, a Aya Tech já recebeu alguns prêmios e reconhecimentos. 

Em 2016, a startup participou do programa de aceleração Braskem Labs. Além disso, a empreendedora já participou de três edições do StartOut Brasil, programa de internacionalização de startups realizado pelo Sebrae, em parceria com a Apex-Brasil e Anprotec. 

Em 2019, a Aya Tech também foi destaque, tornando-se a primeira startup brasileira a ser selecionada para o programa de aceleração da Paris&Co, agência de desenvolvimento econômico e inovação da capital francesa.

Hoje, o consumidor final pode adquirir os produtos em farmácias, lojas infantis e de departamento, bem como no e-commerce da startup, através do site institucional. 

Já no mercado B2B, as vendas se estendem para outros países, com exportação para Austrália, Colômbia, Equador, Estados Unidos, França e Peru.

MESMO COM NOVOS PRODUTOS EM DESENVOLVIMENTO, A CIENTISTA E CEO PREFERE MANTER OS PÉS NO CHÃO

No último ano, a Aya Tech faturou 300 mil reais. A projeção é de alcançar 1 milhão nos próximos 12 meses, com a campanha iniciada em maio deste ano que visa o cadastramento de mais 200 novos pontos de venda em todo o país.

Entre os novos itens em fase de desenvolvimento que deverão ser incorporados em breve ao portfólio estão um repelente para aplicação em couro e um produto para sapatos para portadores de epidermólise bolhosa (doença hereditária e genética rara que afeta a pele e as mucosas, causando bolhas e pequenas lesões).

Apesar do otimismo, Fernanda procura manter os pés no chão: 

“É muito caro lançar produtos como os que o desenvolvo no mercado. Para se ter uma ideia, o laudo de um bactericida custa cerca de 200 mil reais”

Até aqui, a cientista e CEO optou por abrir mão de buscar investimento externo. Assim, empreendendo no esquema bootstrapping, apenas com recursos próprios, cada passo precisa ser certeiro:

“Eu só desenvolvo um novo produto quando a empresa possui recursos próprios para investir. Um produto tem que dar lucro o suficiente para bancar o próximo.”


Fonte: https://www.projetodraft.com/

Ratos em Nova Iorque: lixeiras são usadas pela prefeitura para conter in...

A importância do Controle de Pragas em Escolas e Creches: E essencial proteger a Saúde e Bem-estar das criancas

A Importância do Controle de Pragas em Escolas e Creches: Protegendo a Saúde e Bem-Estar das Crianças

Em ambientes onde a segurança e o bem-estar das crianças são primordiais, como escolas e creches, a implementação de um programa eficaz de controle de pragas é essencial. Pragas urbanas, incluindo pulgas, carrapatos, percevejos, moscas, baratas, aranhas e ratos, representam sérios riscos à saúde das crianças de todas as idades. Este artigo explora os perigos associados à presença dessas pragas e destaca a importância de um controle rigoroso e constante.

Riscos para a Saúde das Crianças

Doenças Transmissíveis

Pragas urbanas são conhecidas por transmitir uma variedade de doenças que podem afetar gravemente a saúde das crianças:

- Ratos: Estes roedores são vetores de doenças como a leptospirose e o hantavírus, que podem ser transmitidas através de urina e fezes contaminadas. A leptospirose, por exemplo, pode causar sintomas graves como febre alta, dores musculares e, em casos extremos, falência de órgãos.


- Baratas: Conhecidas por habitarem locais sujos, as baratas podem carregar bactérias, vírus e parasitas. Elas são particularmente perigosas em ambientes onde alimentos são preparados e consumidos, podendo causar infecções gastrointestinais e exacerbar crises de asma.
- Moscas: As moscas são transportadoras de patógenos que podem causar doenças gastrointestinais, como a salmonela e a E. coli, através da contaminação de alimentos e superfícies.


Infestações Cutâneas
Picadas de pragas podem causar desconforto significativo e problemas de saúde:

- Pulgas e Carrapatos: Essas pragas podem causar irritações na pele, alergias severas e são vetores de doenças como a febre maculosa. As picadas de pulgas podem provocar coceiras intensas, levando a infecções secundárias devido ao arranhamento.

- Percevejos: As picadas de percevejos podem resultar em erupções cutâneas dolorosas e coceira intensa, impactando o bem-estar das crianças.

- Mosquitos - é bem conhecido o papel importante de saúde publica desses insetos. Muitas pessoas sentem um grande desconforto por suas picadas.



Reações Alérgicas

Certas pragas são conhecidas por desencadear reações alérgicas em crianças, agravando problemas de saúde existentes:

- Aranhas: Algumas espécies de aranhas possuem veneno que pode causar reações alérgicas graves, incluindo dor intensa e inchaço.

- Baratas: Fragmentos corporais e fezes de baratas são potentes alérgenos, especialmente perigosos para crianças com asma ou alergias respiratórias.

Impacto no Ambiente Escolar

Além dos riscos diretos à saúde, a presença de pragas pode ter consequências significativas para o ambiente educacional:

- Interrupção das Atividades: Infestações podem forçar o fechamento temporário de salas de aula e outras instalações, interrompendo o aprendizado e a rotina diária.

- Insegurança: A presença de pragas pode causar preocupação e medo entre crianças, pais e funcionários, comprometendo a confiança na instituição.

- Contaminação: Pragas podem contaminar alimentos e materiais escolares, aumentando os riscos de surtos de doenças e impactando a qualidade do ambiente escolar.

Nossa Solução: 50 Anos de Experiência em Controle de Pragas

Desde 1973, nossa empresa tem se dedicado a fornecer soluções de controle de pragas confiáveis e eficazes, adaptadas especificamente para ambientes escolares e creches. Com 50 anos de experiência no mercado, entendemos a importância de métodos seguros e eficazes que protejam as crianças sem interromper suas atividades diárias.

Benefícios do Nosso Serviço

- Ambiente Seguro e Saudável: Nossos serviços garantem a proteção contra doenças e reações alérgicas, criando um ambiente mais seguro para o aprendizado e desenvolvimento das crianças.

- Tranquilidade para Pais e Funcionários: A confiança em um ambiente escolar livre de pragas tranquiliza pais e responsáveis, além de melhorar a satisfação e segurança dos funcionários.

- Continuidade das Atividades Escolares: Nossos métodos discretos e eficazes minimizam interrupções, garantindo uma rotina estável e produtiva.

 Conclusão

A implementação de um programa eficaz de controle de pragas é crucial para a segurança e o bem-estar das crianças em escolas e creches. Investir em um serviço especializado não só protege a saúde dos alunos, mas também assegura a confiança e tranquilidade de toda a comunidade escolar. Estamos prontos para discutir como podemos personalizar um plano de controle de pragas para atender às necessidades específicas de sua instituição. Garanta um ambiente escolar seguro e saudável entrando em contato conosco para agendar uma consulta.

Atenciosamente,

              







Formigas realizam amputações de membros em camaradas feridos para salvar suas vidas


WASHINGTON (Reuters) - Amputações de membros são realizadas por cirurgiões quando uma lesão traumática, como um ferimento de guerra ou um acidente de veículo, causa grande destruição de tecidos ou em casos de infecção ou doença grave. Mas os humanos não estão sozinhos em fazer esses procedimentos.

Uma nova pesquisa mostra que algumas formigas realizam amputações de membros em companheiros feridos para melhorar suas chances de sobrevivência. O comportamento foi documentado em formigas carpinteiras da Flórida - nome científico Camponotus floridanus - uma espécie marrom-avermelhada com mais de 1,5 cm de comprimento que habita partes do sudeste dos Estados Unidos.


Essas formigas foram observadas tratando membros feridos de companheiros de ninho, limpando a ferida usando suas peças bucais ou amputando mordendo o membro danificado. A escolha do cuidado dependeu da localização da lesão. Quando estava mais acima na perna, eles sempre amputavam. Quando estava mais abaixo, eles nunca amputavam.

"Neste estudo, descrevemos pela primeira vez como um animal não humano usa amputações em outro indivíduo para salvar sua vida", disse o entomologista Erik Frank, da Universidade de Würzburg, na Alemanha, principal autor da pesquisa publicada na terça-feira na revista Current Biology.

"Estou convencido de que podemos dizer com segurança que o 'sistema médico' das formigas para cuidar dos feridos é o mais sofisticado do reino animal, rivalizando apenas com o nosso", acrescentou Frank.

Esta espécie nidifica em madeira podre e defende sua casa vigorosamente contra colônias de formigas rivais.

"Se as brigas começarem, existe o risco de ferimentos", disse Frank.

Os pesquisadores estudaram lesões na parte superior da perna, no fêmur, e na parte inferior, a tíbia. Tais lesões são comumente encontradas em formigas selvagens de várias espécies, sustentadas em brigas, durante a caça ou por predação por outros animais.

As formigas foram observadas em condições de laboratório.

"Eles decidem entre amputar a perna ou passar mais tempo cuidando da ferida. Como eles decidem isso, não sabemos. Mas sabemos por que o tratamento é diferente", disse Frank.

Tem a ver com o fluxo de hemolinfa, o líquido azul-esverdeado equivalente ao sangue na maioria dos invertebrados.

"Lesões mais abaixo na perna têm um fluxo de hemolinfa aumentado, o que significa que os patógenos já entram no corpo depois de apenas cinco minutos, tornando as amputações inúteis no momento em que poderiam ser realizadas. Lesões mais acima na perna têm um fluxo de hemolinfa muito mais lento, dando tempo suficiente para amputações oportunas e eficazes ", disse Frank.

Em ambos os casos, as formigas primeiro limparam a ferida, provavelmente aplicando secreções de glândulas na boca enquanto também provavelmente sugavam a hemolinfa infectada e suja. O processo de amputação em si leva pelo menos 40 minutos e às vezes mais de três horas, com mordidas constantes no ombro.

Com amputações após uma lesão na parte superior da perna, a taxa de sobrevivência documentada foi de cerca de 90-95%, em comparação com cerca de 40% para lesões não atendidas. Para lesões na perna em que apenas a limpeza foi realizada, a taxa de sobrevivência foi de cerca de 75%, em comparação com cerca de 15% para lesões não atendidas.

O tratamento de feridas foi documentado em outras espécies de formigas que aplicam uma secreção glandular antibiótica eficaz em companheiros de ninho feridos. Esta espécie não possui essa glândula.

As formigas, que têm seis patas, são totalmente funcionais depois de perder uma.

Foram formigas fêmeas observadas fazendo esse comportamento.

"Todas as formigas operárias são fêmeas. Os machos desempenham apenas um papel menor nas colônias de formigas - acasalam uma vez com a rainha e depois morrem ", disse Frank.

Então, por que as formigas fazem essas amputações?

"Esta é uma pergunta interessante e coloca em questão nossas definições atuais de empatia, pelo menos até certo ponto. Não acho que as formigas sejam o que chamaríamos de 'compassivas'", disse Frank.

"Há uma razão evolutiva muito simples para cuidar dos feridos. Economiza recursos. Se eu puder reabilitar um trabalhador com relativamente pouco esforço que se tornará novamente um membro produtivo ativo da colônia, há um valor muito alto em fazê-lo. Ao mesmo tempo, se um indivíduo estiver gravemente ferido, as formigas não cuidarão dele, mas o deixarão para trás para morrer", acrescentou Frank.

Reportagem de Will Dunham, edição de Rosalba O'Brien

traduzido de:  https://www.reuters.com/science/ants-perform-limb-amputations-injured-comrades-save-their-lives-2024-07-02/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR0P3hqapvMiANU6yDbQsiigPxz15Y5Pbw9jbVVwLf2-05oUOBt9IMQMf-I_aem_Ds95u_rLb3RF_G4Y-Z1MRg

Campanha de combate ao mosquito 2024

Formigas cortadeiras são destruidoras de florestas e plantações

 No Brasil, as formigas cortadeiras são um grupo de insetos sociais conhecidos pela sua capacidade de causar danos significativos às plantações e florestas. São encontradas em várias regiões do país, sendo especialmente problemáticas nas áreas de cultivo agrícola e reflorestamento.

As principais espécies de formigas cortadeiras no Brasil incluem a Atta spp. e a Acromyrmex spp. Estas formigas têm um comportamento característico de cortar folhas e transportá-las para seus ninhos subterrâneos, onde são utilizadas para cultivar um fungo que serve de alimento para a colônia. Esse fungo é cultivado pelas formigas com cuidado e constitui a base da dieta delas.

Os prejuízos causados por essas formigas são consideráveis. Elas podem devastar plantações inteiras em questão de dias, comprometendo o crescimento das plantas ao cortarem as folhas necessárias para a fotossíntese. Além disso, as formigas cortadeiras também podem atacar mudas recém-plantadas e até mesmo plantas adultas, comprometendo a produção e reduzindo a qualidade dos cultivos.

Os métodos de controle das formigas cortadeiras incluem o uso de inseticidas, iscas tóxicas e técnicas de manejo integrado de pragas. No entanto, devido à sua habilidade de adaptação e organização social complexa, o controle efetivo muitas vezes requer esforços contínuos e coordenados por parte dos agricultores e pesquisadores.



Em resumo, as formigas cortadeiras representam um desafio significativo para a agricultura brasileira, exigindo estratégias de manejo eficientes para minimizar seus impactos econômicos e ambientais.




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O mistério da origem e disseminação da barata (a francesinha como é chamada a Blattella germanica)


Uma barata bastante comum encontrada em todo o mundo é uma praga e os humanos são os responsáveis por esse título. Essa é a conclusão de cientistas da Universidade Texas A&M dos Estados Unidos.





Um estudo publicado recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores da Texas A&M AgriLife revelaram conclusões espantosas e curiosas sobre as origens da barata alemã comum, Blattella germanica. 


O Dr. Edward Vargo é professor do Departamento de Entomologia da Texas A&M Faculdade of Agricultura e Ciências Biológicas e sua pesquisa tem como título  "Resolvendo o mistério de 250 anos da origem e disseminação global da barata alemã, Blatella germanica", 

Durante séculos, a barata alemã prosperou em estreita proximidade com as populações humanas, infestando casas, edifícios de apartamentos, escritórios e outras estruturas.

"Ao contrário de muitas outras espécies de pragas, que têm populações naturais em diversos habitats, as baratas alemãs não têm populações naturais conhecidas", disse Vargo. "Elas dependem exclusivamente da atividade humana e das estruturas criadas pelo homem."

Uma evolução que atravessa continentes

Durante anos, muitos cientistas se perguntaram onde essas pragas domésticas se originaram e como elas chegaram a correr pelo chão de nossas cozinhas.

A pesquisa abordou essas questões persistentes mergulhando profundamente no DNA de baratas de seis continentes. A análise descobriu a evolução desta espécie de inseto e lançou luz sobre a estreita associação da barata alemã ou francesinha, com habitats humanos.

Embora seu nome possa indicar origens na Alemanha, esse nome veio de um taxonomista apresentado com um espécime da Alemanha, mas isso não é considerado a origem do inseto.

Muitas pessoas especularam ao longo dos anos que as origens da espécie vieram da África ou da Ásia", disse Vargo. "Foi intrigante descobrir que aqueles que disseram que a  origem era da Ásia estavam certos o tempo todo."




O estudo fornece uma análise genética detalhada que mostra baratas alemãs originarias da barata asiática há aproximadamente 2.100 anos. Paralelamente a este desenvolvimento, as baratas começaram a adaptar-se a ambientes construídos pelo homem, eventualmente levando a uma dependência de viver dentro de estruturas artificiais.

Essas baratas são conhecidas por seu pequeno tamanho, resiliência e capacidade de prosperar dentro de casa. Além de sua dependência de estruturas construídas pelo homem, elas também contaram com o transporte humano para a sua dispersão. À medida que as civilizações e as viagens pelo mundo avançavam,  a barata alemã viajava como passageira clandestina.

 "O que é realmente interessante aqui é como essa evolução ocorreu de forma bastante recente e como a origem da barata alemã está diretamente relacionada à sua associação com os humanos", disse Vargo.

Vivendo entre eles

Entender as origens e a evolução da barata alemã espalhada pelo mundo é uma descoberta crucial para entender os desafios que essas pragas apresentam. Novas infestações ainda ocorrem por meio do transporte de itens infestados com esses insetos, tais como, móveis, eletrodomésticos, caixas de mudança e bolsas de viagem.

A adaptabilidade e resiliência desta espécie também levou a uma resistência a muitos inseticidas diferentes. Vargo disse que essa realidade aumenta nossa compreensão do que podemos esperar dessa espécie no futuro e nos leva a considerar maneiras novas e inovadoras de mitigar sua presença em nossas vidas diárias.

 "Entender a história da barata alemã e a rapidez com que ela se adaptou às habitações humanas e evoluiu é importante porque se relaciona com a resistência da espécie ao controle de pragas agora", disse Vargo. "Saber como eles surgiram e prosperaram pode nos ajudar a entender melhor como a espécie conseguiu se adaptar e causar tantos problemas em todo o mundo."

 

Fonte: Texas A&M - traduzido de Pest Control Technology , por Schuller L.

Dados da publicação : May 20, 2024    121 (22) e2401185121  https://doi.org/10.1073/pnas.2401185121

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?

 O ‘chumbinho’ é eficiente para o controle de roedores?

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) alerta sobre os riscos e a ineficácia do veneno agrícola conhecido popularmente como ‘chumbinho’. Apesar de sua alta toxicidade aguda, que leva à morte rápida dos roedores após a ingestão, essa aparente eficiência pode induzir os consumidores a uma falsa sensação de controle sobre a infestação.

As colônias de ratos possuem uma estrutura social complexa. Normalmente, os roedores mais velhos ou doentes são os primeiros a testar qualquer novo “alimento” encontrado. Ao consumirem o chumbinho e morrerem rapidamente, os outros ratos percebem o perigo iminente e evitam o local. Isso resulta em uma simples redistribuição dos roedores, deslocando o problema para áreas vizinhas e perpetuando a infestação na região.

Por outro lado, os raticidas legais registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conhecidos como cumarínicos, apresentam um mecanismo de ação diferente. Esses venenos atuam como anticoagulantes, causando a morte dos roedores de forma mais lenta e gradual. Esse processo não desperta a desconfiança dos outros membros da colônia, permitindo que todos os ratos consumam o veneno ao longo do tempo.

Embora o uso dos raticidas cumarínicos exija mais paciência e disciplina do usuário, a eficácia é significativamente maior. O controle eficiente da população de roedores é alcançado de maneira mais completa, proporcionando uma solução duradoura e sustentável para a infestação. A utilização responsável e consciente desses produtos, respeitando as orientações dos fabricantes e autoridades sanitárias, é fundamental para garantir a segurança humana e ambiental, além de promover um controle eficaz dos roedores.

O CRMV-RJ reforça que o uso do ‘chumbinho’ é ilegal e perigoso, não apenas para os animais, mas também para a saúde humana e o meio ambiente. Recomendamos fortemente que os consumidores optem por métodos de controle de roedores que sejam regulamentados e seguros. Para orientações adicionais, consulte um profissional habilitado ou entre em contato com as autoridades competentes.

Sintomas da diversas doenças transmitidas pelos mosquitos

 Essas doenças têm se tornado uma preocupação cada vez maior em todo o mundo, especialmente devido às mudanças climáticas, que favorecem a disseminação dos mosquitos (©SP Notícias)

Infecções são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e se manifestam de forma muito semelhante; aprenda a identificar cada um



a delas

Transmitidas principalmente por mosquitos, as arboviroses são doenças virais que colocam em risco quase 4 bilhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, existe ampla circulação no meio urbano de dengue, chikungunya e Zika, enfermidades que podem ser contraídas por meio da picada do Aedes aegypti infectado. Só entre janeiro e maio de 2024, o país confirmou 3,3 milhões de casos de dengue, um dos maiores surtos da história, além de 111 mil casos de chikungunya e 372 de Zika.

Essas doenças têm se tornado uma preocupação cada vez maior em todo o mundo, especialmente devido às mudanças climáticas, que favorecem a disseminação dos mosquitos. Em 2022, a OMS lançou a Iniciativa Global contra os Arbovírus, unindo esforços para o monitoramento de risco, prevenção de epidemias, controle dos vetores, preparação de respostas rápidas e incentivo à pesquisa e inovação.

Apesar de serem assintomáticas na maioria das vezes, dengue, chikungunya e Zika podem apresentar sintomas muito parecidos. Com isso, diferenciar as infecções pode ser um grande desafio. Os próprios testes hoje disponíveis acabam, muitas vezes, gerando reação cruzada e dificultando o diagnóstico preciso.

As principais particularidades observadas em cada doença é que, no caso da dengue, a febre alta (40°C) de início súbito está sempre presente; na chikungunya, as dores articulares são muito mais fortes; e na infecção por Zika, a febre é baixa e há muitas manchas vermelhas no corpo acompanhadas de coceira intensa.

Os sinais de alerta da dengue são dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou com sangue, respiração ofegante, sangramento de mucosas, fadiga e desidratação. Se não tratados, podem levar a um quadro grave com hemorragias ou choque (colapso circulatório e falência múltipla dos órgãos).

Já a chikungunya é uma doença menos grave, mas que pode deixar dores articulares crônicas como sequela. Por outro lado, a maior preocupação do Zika é a microcefalia que acontece em bebês de mães infectadas durante a gestação.

Como não existe remédio específico para combater nenhum desses vírus, o tratamento para as três doenças é baseado em repouso, hidratação e medicamentos para amenizar os sintomas. Vale lembrar que se deve evitar anti-inflamatórios não esteroides, que podem favorecer sangramentos.

Conheça os sintomas de cada doença no quadro abaixo:


fonte: extraido de  https://verdadeon.com.br/portal/2024/06/04/sintomas-de-dengue-chikungunya-e-zika-saiba-as-diferencas-e-as-possiveis-complicacoes/


PESTICIDAS E A SUA SAÚDE

  Pesticidas e sua saúde Os pesticidas podem existir na forma de sólido, líquido, pó ou spray . A forma influenciará a maneira como o pes...