Material criado pelos cientistas também se mostrou eficaz contra as picadas do Aedes Aegypti, transmissor da dengue

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém criaram uma 'camuflagem química' que reduz em até 80% a picada dos mosquitos. Além disso, a redução no número de picadas também diminui a frequência da deposição de ovos, podendo alcançar 99% de redução. Segundo a pesquisa, o novo repelente se mostrou eficaz também contra as picadas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.
Os cientistas estudam há anos como reduzir as picadas de mosquito e no geral, o uso de repelente se mostra bem eficaz. Porém, o diferencial da pesquisa dos cientistas Israelenses é que o repelente é formado por compostos naturais encontradas em flores, com alta duração dos efeitos. O estudo foi publicado no PNA Nexus, no mês de abril de 2023. Segundo os resultados, o composto impede em 80% que os mosquitos pousem na pele, e a duração do efeito pode ser potencializada com técnicas de redução de reprodução para diminuir em 99.4% a quantidade de vezes que as fêmeas depositam ovos.

Camuflagem para impedir a picada de mosquito
O composto utiliza Nanocristais de Celulose (CNC), presente em plantas e flores. Os cientistas afirmam que o composto orgânico forma uma fina película na pele do usuário, com alta duração dos efeitos, além de dispersar com facilidade em meio aquoso. Dessa forma, o produto pode substituir os compostos químicos tradicionais e ser utilizado como repelente.
O CNC impede que o mosquito identifique a pele humana como atrativa para as picadas, reduzindo as vezes que os insetos pousam no nosso corpo. Dessa forma, a camuflagem química é produzida com um produto totalmente orgânico e natural, reduzindo também o efeito nocivo para o meio ambiente. O repelente foi testado no Aedes Aegypti, onde se mostrou muito eficaz para reduzir picadas e a deposição de ovos. Segundo os cientistas, os resultados encontrados são positivos e podem ajudar as pessoas no combate contra as doenças transmitidas pelos insetos, como a malária e a dengue. Resta torcer para que a pesquisa continue avançando e o repelente a base de CNC se torne um produto comercializável para garantir a segurança das pessoas.
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