SOBRE O SURTO DE FEBRE MACULOSA EM CAMPINAS (SP)

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Publicado em 14/06/2023 15h01 

Atualizado em 21/06/2023 10h48

O Ministério da Saúde confirma a ocorrência de três óbitos por febre maculosa em Campinas/SP, referentes a um surto no município. Até o fim da manhã desta quarta-feira (14/06), a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo aguardava a confirmação laboratorial de um possível quarto óbito pela doença na região. 

Desde a notificação dos casos, o Ministério da Saúde mantém contato com o estado para o acompanhamento das ações de vigilância e assistência, prestando suporte técnico e auxiliando na realização das ações. O município de Campinas é uma área endêmica e o período sazonal para a doença no país se estende de maio a setembro.

A transmissão da febre maculosa ocorre somente por meio do contato com o carrapato infectado pela bactéria do gênero Rickettsia.  Não há transmissão de pessoa para pessoa. O tratamento oportuno é essencial para evitar formas mais graves da doença e óbitos. Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante que o paciente procure as unidades de saúde para avaliação médica e tratamento disponível no SUS. 

O Ministério da Saúde distribui aos estados antimicrobiano preconizado para o tratamento da febre maculosa, e vem promovendo ações recorrentes de capacitações direcionadas às vigilâncias estaduais e municipais, envolvendo profissionais da vigilância e da atenção à saúde. 

Atualmente todas as unidades federativas estão abastecidas com os medicamentos prioritários para o tratamento da febre maculosa – incluindo São Paulo.  Além dos quantitativos já distribuídos, o Ministério da Saúde tem estoque estratégico e já colocou à disposição para enviar novas remessas aos estados que precisarem. 

A pasta também vem realizando a divulgação de diretrizes técnicas e recomendações de conduta de manejo clínico dos pacientes suspeitos e de vigilância ambiental, além da divulgação de materiais educativos para prevenção da doença. 

Número de casos no Brasil 

Em 2023, o estado de São Paulo registrou 12 casos, sendo que quatro evoluíram para cura, seis para óbitos e dois continuam em investigação. No Brasil, este ano já foram confirmados 53 casos da doença, dos quais oito resultaram em óbitos. A maior concentração de casos é verificada nas regiões Sudeste e Sul, e de maneira geral ocorrem de forma esporádica. 

Quando notificado de casos suspeitos, o Ministério da Saúde presta apoio técnico a estados e municípios no manejo clínico e na investigação dos casos, promovendo a divulgação das informações às secretarias estaduais e municipais de saúde para identificação precoce de eventuais novos casos suspeitos e para promoção do tratamento oportuno a fim de evitar óbitos. 

Em áreas consideradas de risco, o Ministério da Saúde recomenda a utilização de roupas que cubram todo o corpo, priorizando calças, blusas ou camisetas com mangas compridas e sapatos fechados. Dê preferência às cores claras. Dessa forma, os carrapatos podem ser vistos com maior facilidade pelo corpo. Examine o corpo com frequência, quanto mais rápido os carrapatos forem retirados, menores as chances de infecções. Caso o animal esteja infestado por carrapatos, procure orientação de um médico veterinário. 

fONTE: Ministerio da saude

SOBRE A FEBRE MACULOSA

 FEBRE MACULOSA

CID10: A77.9

Descrição

A febre maculosa brasileira (FMB) é uma doença infecciosa febril aguda de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar de formas leves e atípicas até formas graves, com taxa de letalidade elevada. A doença é causada pela Rickettsia rickettsii e transmitida por carrapatos. Em sua forma clássica, tem início abrupto, com febre alta, cefaleia e mialgia intensas, podendo cursar ou não com exantema maculopapular (tardio) de distribuição característica (é uma das poucas doenças exantemáticas em que o exantema atinge plantas e palmas), e que pode evoluir para petéquias, equimoses e hemorragias.

Quadro Clínico

existe uma controvérsia entre os especialistas da área em relação à existência ou não de um espectro clínico da doença (variando de casos leves ou assintomáticos até casos graves, ou apenas casos graves).

Na situação clássica, o sinal clínico mais precoce é a febre, habitualmente associada à cefaleia, mialgia, artralgia, astenia, inapetência, dor abdominal, náuseas e vômitos. Esse quadro é bastante inespecífico, comum a diversas doenças infecciosas e, na ausência de história de contato com carrapato, será muito difícil o diagnóstico inicial de febre maculosa.

Tratamento

A introdução precoce do tratamento antibiótico (com doxiciclina, preferencialmente, ou cloranfenicol) tem impacto importante na redução da letalidade da doença.

A doxiciclina deve ser administrada na dose de 100 mg, via oral, a cada 12 horas para adultos e crianças acima de 45 kg.
A dose do cloranfenicol é de 1 g a cada 6 horas para adultos, e para crianças, a dose total diária varia de 50 a 75 mg/kg/dia, dividida em 4 tomadas.

O tratamento específico deve ser mantido por um período mínimo de 7 dias, ou até 2 a 3 dias após o término da febre.

Fonte.: CVE SP

Carrapatos portadores de febre maculosa podem afetar cães


Profissional explica diferenças entre este e o parasita mais comum no organismo dos pets

O aumento nos casos de febre maculosa no interior de São Paulo, ocasionados por carrapatos, também acende o alerta para os efeitos nos cães. A febre maculosa pode ser transmitida para seus pets por meio do carrapato estrela, cujo gênero é conhecido por Amblyomma sp, responsável pela disseminação das bactérias do gênero Rickettsia., incluindo a Rickettsia rickettsii, responsável pela febre maculosa. 

Além disso, é importante distinguir esse tipo de carrapato do Rhipicephalus sanguineus, espécie mais comum em cães. Ao conhecer as características e os comportamentos dos carrapatos, assim como estar ciente das medidas preventivas, os tutores poderão proteger seus cães contra a febre maculosa, assegurando, assim, sua saúde e bem-estar.

O carrapato marrom, espécie mais prevalente encontrada em cães, possui ampla distribuição geográfica e é encontrado em diferentes regiões do mundo, tendo como preferência áreas quentes e secas. Por isso, também são comuns em ambientes domésticos, como casas e quintais, onde os cães passam a maior parte do tempo.

Por outro lado, o parasita vetor da febre maculosa no Brasil, conhecido como carrapato estrela, é mais comum em áreas rurais e de vegetação densa, onde seus hospedeiros naturais, como capivaras, cavalos e outros animais selvagens, são encontrados. 

Diferentemente do primeiro, o carrapato estrela não infesta o interior de residências e edifícios e não é encontrado em caminhos pavimentados ou áreas com solo exposto. A transmissão da bactéria causadora da febre maculosa ocorre durante o parasitismo prolongado do carrapato infectado, que requer acima de 4 horas de alimentação com sangue do hospedeiro. 

Antiparasitários são aliados para proteger animais de contaminações (Foto: reprodução)

A médica veterinária e gerente Técnica da Boehringer Ingelheim, Dra. Karin Botteon, salienta que apenas 1% dos carrapatos desse gênero estão infectados, e a bactéria será carreada pelo carrapato ao longo de suas vidas. Além disso, a transmissão vertical e transestadial nos carrapatos significa que eles já nascem infectados.

Embora cães possam ser infectados pela bactéria que causa a febre maculosa, eles não são os hospedeiros preferenciais do carrapato estrela. Normalmente, as capivaras, gambás, saguis, bois e cavalos são os hospedeiros preferidos. 

Os principais sintomas da febre maculosa em cães incluem febre, letargia, hiperemia (com manchas vermelhas na pele) e edema de extremidades como lábios, nariz e orelhas. Ainda, 40% dos cães afetados podem apresentar sintomas neurológicos. 

Os sinais clínicos geralmente aparecem entre 2 e 4 dias após a infecção, mas podem ocorrer em até 14 dias. É importante ressaltar também que os animais domésticos não são capazes de transmitir a doença para seres humanos – é necessário que um carrapato contaminado se alimente do ser humano para transmitir a doença.

“A febre maculosa causada pelo carrapato estrela na região interior de São Paulo é uma zoonose grave. No entanto, é possível prevenir e combater essa doença por meio de medidas adequadas”, destaca a profissional. 

“Para priorizar a saúde integrada de humanos e animais e proteger seu pet contra o carrapato estrela e a febre maculosa, é importante aplicar corretamente antiparasitários eficazes no combate aos carrapatos, como o Frontline, por exemplo. Esses produtos devem ser utilizados conforme as instruções do fabricante e as orientações de um veterinário”, acrescenta.

E para proteger seus animais de estimação, também é crucial estar atento às áreas de risco e adotar medidas preventivas adequadas. Ao evitar áreas infestadas e implementar medidas preventivas, como o uso de antiparasitários, os tutores podem reduzir o risco de seus pets contraírem a febre maculosa.

O carrapato estrela está presente em áreas verdes onde há circulação de seus hospedeiros, especialmente capivaras e cavalos. Isso inclui parques, praças, fazendas, pastos, matas, pesqueiros e vegetação próxima às margens de rios e lagoas. 

A conscientização e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para evitar o aumento de casos de febre maculosa em Campinas e outras regiões. Ao proteger os animais de estimação, contribuímos para a promoção da saúde e bem-estar de todos os membros da família, sejam eles humanos ou não.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães e Gatos VET FOOD.

Tchau mosquito: Cientistas criam 'camuflagem química' que reduz as picadas em 80%

 


Material criado pelos cientistas também se mostrou eficaz contra as picadas do Aedes Aegypti, transmissor da dengue

Tchau mosquito: Cientistas criam 'camuflagem química' que reduz as picadas em 80%
 Créditos: Encierro/Adobe/Reprodução

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém criaram uma 'camuflagem química' que reduz em até 80% a picada dos mosquitos. Além disso, a redução no número de picadas também diminui a frequência da deposição de ovos, podendo alcançar 99% de redução. Segundo a pesquisa, o novo repelente se mostrou eficaz também contra as picadas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Os cientistas estudam há anos como reduzir as picadas de mosquito e no geral, o uso de repelente se mostra bem eficaz. Porém, o diferencial da pesquisa dos cientistas Israelenses é que o repelente é formado por compostos naturais encontradas em flores, com alta duração dos efeitos. O estudo foi publicado no PNA Nexus, no mês de abril de 2023. Segundo os resultados, o composto impede em 80% que os mosquitos pousem na pele, e a duração do efeito pode ser potencializada com técnicas de redução de reprodução para diminuir em 99.4% a quantidade de vezes que as fêmeas depositam ovos.

CRÉDITOS: G1/Reprodução

Camuflagem para impedir a picada de mosquito

O composto utiliza Nanocristais de Celulose (CNC), presente em plantas e flores. Os cientistas afirmam que o composto orgânico forma uma fina película na pele do usuário, com alta duração dos efeitos, além de dispersar com facilidade em meio aquoso. Dessa forma, o produto pode substituir os compostos químicos tradicionais e ser utilizado como repelente.

O CNC impede que o mosquito identifique a pele humana como atrativa para as picadas, reduzindo as vezes que os insetos pousam no nosso corpo. Dessa forma, a camuflagem química é produzida com um produto totalmente orgânico e natural, reduzindo também o efeito nocivo para o meio ambiente. O repelente foi testado no Aedes Aegypti, onde se mostrou muito eficaz para reduzir picadas e a deposição de ovos. Segundo os cientistas, os resultados encontrados são positivos e podem ajudar as pessoas no combate contra as doenças transmitidas pelos insetos, como a malária e a dengue. Resta torcer para que a pesquisa continue avançando e o repelente a base de CNC se torne um produto comercializável para garantir a segurança das pessoas.


Fonte: PNA NexusBGR e Mundoconectado

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