Moscas são os animais com percepção temporal mais acelerada, diz estudo
Pesquisadores da Irlanda mediram a taxa pela qual mais de 100 espécies percebem alterações no seu entorno — e os humanos estão longe de ser os mais ágeis
Estudo revela quais animais percebem o tempo de forma mais rápidaEstudo revela quais animais percebem o tempo de forma mais rápida Alex Perez/ Unsplash
Moscas-varejeiras percebem o tempo muito mais rápido que cachorros, que por sua vez o notam mais rápido que as estrelas-do-mar. Esses são alguns dos resultados de um estudo realizado pela Universidade de Galway, na Irlanda, que analisou a percepção temporal de mais de 100 animais.
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Os pesquisadores descobriram que os animais com estilos de vida acelerados têm sistemas visuais que podem detectar mudanças em velocidade mais alta. Espécies como moscas-varejeiras e moscas-do-dragão foram capazes de detectar mudanças a uma taxa de 300 hertz (Hz), medida que descreve qualquer evento periódico — oscilações ou rotações — por segundo.
Isso é significativamente mais rápido do que humanos, que podem ver a 65 Hz. Nos vertebrados, os olhos mais rápidos pertencem ao pássaro papa-moscas-preto, espécie da Europa que vê a 146 Hz. O salmão, por sua vez, registrou 96 Hz e os cachorros, 75 Hz. Entre os invertebrados, os olhos mais lentos são das estrelas-do-mar, com 0,7 Hz.
"Ter uma visão rápida ajuda uma espécie a perceber mudanças de maneira mais ágil no ambiente. Essa percepção detalhada é muito útil se você se mover rapidamente ou precisar identificar a trajetória de uma presa em movimento", explica Kevin Healy, da Universidade de Galway, em comunicado.
Esses dados foram coletados usando experimentos de luz oscilante. Os pesquisadores fizeram um exame oftalmológico chamado eletrorretinograma para medir a rapidez com que um animal podia detectar a taxa de uma luz piscando.
Pandemia e isolamento social mudaram a forma como percebemos o tempo
“Quero mostrar que esquecemos coisas todos os dias, e tudo bem”
Uma descoberta inesperada é que muitos predadores terrestres têm percepção relativamente lenta em comparação com predadores aquáticos. "Achamos que essa diferença pode ser porque em ambientes aquáticos os predadores podem ajustar continuamente sua posição ao atacar a presa”, comenta Healy.
Membros de uma mesma espécie também podem ter percepções temporais variadas, inclusive humanos. Estudos anteriores já sugeriram que goleiros de futebol, por exemplo, veem mudanças em uma taxa mais alta. Certos hábitos, como beber café, também podem interferir nessa capacidade.
Por Redação Galileu
20/12/2022 13h44
LUCIA SCHULLER: Repelente caseiro
LUCIA SCHULLER: Repelente caseiro: http://tvcatiafonseca.com.br/faca-voce-mesmo/receita-caseira-para-combater-pernilongo-da-lucia-schuller/
ENTRADA DE RATOS PELO VASO SANITÁRIO
Esta é a foto de um vaso sanitário cortado. Dá para ver com clareza o caminho que um rato precisa percorrer para chegar ao ápice e sair pelo vaso. A unica maneira de bloquear esse acesso é colocando um anel na base do vaso, conforme mostra a foto. Esse anel tem duas tampas que se abrem simultaneamente quando a descarga é acionada. As tampas retornam à posição original em seguida dificultando o acesso do rato por esse meio.
CONTROLADORES DE PRAGAS URBANAS
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É POSSÍVEL CONTROLAR PRAGAS EM SUPERMERCADOS?
Talvez um dos maiores desafios para controlar pragas que um profissional enfrente seja o controle de pragas, em especial roedores, em supermercados ou organizações de auto-serviço.
Esses clientes tem um perfil bem diferente do industrial no que se refere à segurança e medicina no trabalho. Durante a elaboração desse artigo me deparei com um trabalho muito interessante de 2009 - SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO EM REDE DE SUPERMERCADO: UMA ESTRATÉGIA CORPORATIVA E COMPETITIVA de autoria de Centurión WC et al que trata de uma análise das condições de segurança e higiene em uma organização de auto-serviço.
O diagnóstico levantou uma série de fatores importantes que estavam causando absenteísmo, ações trabalhistas, insatisfação dos funcionários e prejuízos para a organização.
Interessante como todas essas questões apontadas no diagnóstico tem a ver com o controle de pragas. Um dos aspectos levantados foi a falta de manutenção da edificação e a excessiva quantidade de água espalhada em vários locais, geralmente fora da vista do consumidor. Esse é um ponto de destaque quando temos pragas instaladas ou importadas. São dois aspectos que aumentam exponencialmente a capacidade do ambiente de reter pragas urbanas e até criar situações que permitam a sua reprodução dentro de ambientes que normalmente deveriam ser impermeáveis a esses insetos.
O mesmo trabalho aponta como uma gestão bem feita de Segurança e Saude Ocupacional ampliam os lucros da empresa e aumentam o seu posicionamento perante um mercado tão competitivo.
O Controle de Pragas em ambientes de alta rotatividade como é um auto-serviço é dificultado por estar sujeito a fatores como falta de treinamento, desconhecimento das equipes quanto à importância do controle de pragas, entrada constante de novos itens que muitas vezes chegam transportando pragas em suas embalagens, estoque de mercadorias muito justo, favorecendo o abrigo de pragas. Neste último caso, há uma grande demora em verificação dos prejuízos já que as mercadorias estão tão juntas que não se percebe as infestações no seu inicio. Tudo pode acontecer nesse ambiente rico em alimentos, embalagens, desorganização e pouco conhecimento a respeito do problema.
Em sua maioria quase nunca vemos um controle integrado de pragas. Dificilmente as pessoas contato têm conhecimento nesse trabalho. O atendimento desse tipo de cliente, mais do que para qualquer outro, depende demais dessa sintonia, de possuir internamente uma interface esclarecida, que se interesse pelo assunto, e que possa tomar ações orientadas pelos profissionais de controle de pragas, que reduzam ao máximo a presença de pragas urbanas no ambiente de loja e de estocagem. Para piorar a situação a maioria dos empresários investe muito pouco ou quase nada nessa atividade tão intimamente relacionada com a Segurança e Higiene no Trabalho que é o Controle de Pragas. O interesse maior é obter um documento Certificado que sirva para ser apresentado durante a visita da Vigilância Sanitária.
Esse é o primeiro problema a enfrentar até porque as perdas por pragas não são contabilizadas adequadamente e os gerentes ou diretores não recebem uma avaliação fidedigna dos prejuízos causados por pragas urbanas. Muitos produtos são retornados aos fabricantes e, muitas vezes, esses últimos é que acabam assumindo os riscos.
Há um aliado importante que é o responsável pela limpeza do estabelecimento. Esse colaborador e sua equipe precisam participar ativamente desse trabalho, entender por que é tão necessária uma limpeza adequada, em todos os cantinhos e com a freqüência esperada.
Outro forte aliado é o responsável pela manutenção, aquele que vai executar os serviços preventivos necessários. Essa pessoa precisa trabalhar de comum acordo com essa equipe multidisciplinar para derrotar inimigos poderosos, que aprenderam a conviver com o homem, e mais, aprenderam que o homem se descuida, que deixa falhas que são rapidamente detectadas por esses organismos urbanos, infectantes e cuja presença pode pôr em risco campanhas publicitárias que custam muito dinheiro e a própria reputação do estabelecimento.
Somente esse grupo, atuando sintonizado, poderá produzir ações satisfatórias para o controle das pragas em Supermercados.
Daí a necessidade de se aplicar o controle integrado realmente. Só ele dará os resultados que queremos.
Lucia Schuller
Bióloga e Mestre em Saúde Pública
Estudo mostra como vírus transmitido por mosquito se replica na célula
O mecanismo de replicação do vírus oropouche, de ocorrência no Norte do País, tem semelhanças com o do HIV
Pesquisadores acreditam que a febre oropouche é uma doença subnotificada, sendo muitas vezes confundida com outras transmitidas por insetos no Norte do País. Apesar de ser considerada de baixa gravidade, ainda não se sabe quais as consequências da infecção para o sistema nervoso no longo prazo.
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A febre oropouche é uma doença transmitida por mosquitos, de ocorrência em regiões como o Norte do Brasil, produzindo sintomas parecidos com os da dengue. Pesquisadores da USP descreveram pela primeira vez a estratégia usada pelo vírus oropouche para se replicar dentro de células humanas. Os resultados estão em artigo com colaboradores publicado na revista PLOS Pathogens.
Como mostra o estudo, logo após invadir a célula, o patógeno “sequestra” a organela conhecida como complexo de Golgi, que se transforma em uma verdadeira fábrica de vírus. Para isso, o oropouche recruta complexos proteicos da célula hospedeira chamados ESCRT (pronuncia-se “escort”), que têm a capacidade de deformar a membrana da organela, permitindo a entrada do genoma viral.
“Essa forma de sequestro do complexo de Golgi, por meio do uso de proteínas ESCRT, nunca havia sido demonstrado para nenhum outro vírus. É uma descoberta que aponta novos alvos a serem explorados na tentativa de barrar a infecção”, disse Natalia Barbosa, doutoranda na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e primeira autora do artigo. O trabalho é coordenado por Eurico Arruda e Luis L. P. da Silva, membros do Centro de Pesquisa em Virologia da FMRP e coautores do artigo.
De acordo com Silva, muito pouco é conhecido sobre os mecanismos de replicação dos vírus da família Peribunyaviridae, à qual pertence o oropouche.
“São patógenos importantes do ponto de vista da saúde pública. No Brasil, apenas o oropouche causa doenças, mas em outras regiões do mundo também são endêmicos o vírus da encefalite de La Crosse e o Crimeia-Congo, causador de febre hemorrágica. Há também membros dessa família que causam doenças em gado”, disse.
No caso do oropouche, os sintomas são parecidos com os da dengue: dores nas articulações, na cabeça e atrás dos olhos, além de febre aguda. A diferença é que em cerca de metade dos casos ocorre uma recidiva da doença após a melhora dos sintomas.
O vírus é transmitido por um mosquito de hábitos urbanos, o Culicoides paraensis, popularmente conhecido como borrachudo ou maruim. Estima-se em mais de meio milhão os casos de infecção por oropouche em surtos ocorridos em vilarejos e cidades da Amazônia, mas ele tem aparecido também em outras regiões do País, sendo considerado por especialistas um vírus emergente.
“Certamente essa doença é subnotificada, sendo muitas vezes confundida com outras arboviroses. É considerada de baixa gravidade, mas o preocupante é que ainda não sabemos quais as possíveis consequências da infecção para o sistema nervoso no longo prazo”, disse Silva.
Em experimentos in vitro, o grupo da FMRP observou que o vírus é capaz de infectar neurônios de camundongos e hamsters. Agora tentam reproduzir o experimento com células nervosas humanas.
“Aparentemente, o oropouche é capaz de infectar diversos tipos celulares, ou seja, consegue interagir com diferentes receptores encontrados na superfície das células humanas. Mas ainda não conhecemos quais são os receptores usados por nenhum membro da família Peribunyaviridae”, disse Silva.
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Metodologia
Para desvendar os mecanismos de replicação do oropouche, os pesquisadores fizeram experimentos in vitro com uma linhagem de células HeLa, a mais antiga e a mais usada em laboratórios, derivadas de células de um tumor de colo de útero humano.
“Assim que as células são infectadas, o vírus começa a produzir proteínas que atraem os complexos ESCRT da hospedeira para a membrana externa do complexo de Golgi. Essas proteínas ESCRT então pressionam a membrana da organela em direção ao interior e levam consigo o genoma viral. Desse modo o vírus brota para dentro do complexo. O mais provável é que, após algum tempo, essa organela modificada e cheia de vírus acabe se fundindo com a membrana plasmática e liberando os patógenos para o meio extracelular”, disse Silva.
Era sabido que outros vírus são capazes de recrutar a maquinaria ESCRT para se replicar, entre eles o HIV. O patógeno causador da Aids usa essas proteínas para atravessar a membrana plasmática, que separa o meio intracelular do meio extracelular. “Mas esse mecanismo nunca havia sido descrito para a invasão do complexo de Golgi por vírus”, disse Silva.
Constituída por dobras de membranas e vesículas, essa organela tem como função primordial o processamento, armazenamento e distribuição de proteínas.
“Não sabemos ao certo qual é a consequência do sequestro do complexo de Golgi para a célula hospedeira. Mas cerca de 36 horas após serem infectadas as células HeLa morrem”, disse Silva.
Em estudo anterior, coordenado por Arruda, o grupo havia mostrado que o oropouche é capaz de produzir uma proteína – chamada NSs – que induz a célula hospedeira a entrar em um processo de morte programada conhecido como apoptose.
“Essa não é uma proteína que faz parte da estrutura do vírus e não sabemos qual é a vantagem para o patógeno em matar a célula hospedeira por apoptose, mas pode ser resultado de um mecanismo de defesa. A proteína NSs é isoladamente capaz de causar apoptose, e poderia vir a ser explorada, por exemplo, para matar células tumorais”, disse Arruda.
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Possíveis alvos
Em um dos ensaios descritos no artigo da PLOS Pathogens, os pesquisadores manipularam células HeLa para elas não mais expressarem uma importante proteína do complexo ESCRT: a Tsg101. Para isso, usaram uma técnica conhecida como RNA de interferência, que consiste em inserir na célula uma pequena molécula de RNA que impede a expressão do gene de interesse.
“Essa intervenção tornou as células HeLa mais resistentes à infecção pelo oropouche. Elas demoram mais para morrer e ficam com uma carga viral bem mais baixa. Existem drogas experimentais que inibem a Tsg101 e vamos agora testar contra o oropouche”, disse Silva.
Por se tratar de uma proteína importante para o funcionamento da célula humana normal, ponderou Silva, talvez não seja possível usar no tratamento de pacientes drogas inibidoras de Tsg101 ou de outros membros do complexo ESCRT. O risco de efeitos adversos é alto.
“Mas é possível que exista uma molécula capaz de inibir a interação do vírus com a proteína humana sem barrar a atividade de Tsg101 na célula. É algo que ainda precisa ser estudado”, disse.
Outro objetivo do grupo é investigar quais são as proteínas produzidas pelo oropouche para recrutar o complexo ESCRT. “Elas também seriam potenciais alvos a serem explorados para barrar a infecção”, disse Silva.
O artigo ESCRT machinery components are required for Orthobunyavirus particle production in Golgi compartments, de Natalia S. Barbosa, Leila R. Mendonça, Marcos V. S. Dias, Marjorie C. Pontelli, Elaine Z. M. da Silva, Miria F. Criado, Mara E. da Silva-Januário, Michael Schindler, Maria C. Jamur, Constance Oliver, Eurico Arruda e Luis L. P. da Silva, pode ser lido em: http://journals.plos.org/plospathogens/article?id=10.1371/journal.ppat.1007047
Adaptado de Karina Toledo / Agência Fapesp
Por Redação - Editorias: Ciências Biológicas, Ciências da Saúde
fonte: www.jornalusp.br
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