Por que as formigas aparecem nos locais mais estranhos?




As formigas aparecem em locais estranhos — como controles remotos, vãos de portas, computadores ou até semáforos — por alguns motivos ligados ao seu **comportamento de busca por alimento, abrigo e comunicação química**:


1. **Busca por calor e abrigo**

   * Equipamentos eletrônicos (controles, computadores, semáforos) geram **calor constante**, ideal para as formigas se esconderem e até instalarem pequenas colônias temporárias.

   * Vãos de portas e frestas oferecem **proteção** contra predadores e intempéries.




2. **Fontes de alimento inesperadas**

   * Restos de **açúcar, gordura ou migalhas** podem cair em lugares improváveis, e as formigas detectam com seu faro químico extremamente sensível.

   * Até **resíduos de suor** nas mãos que manuseiam um controle remoto podem atrair formigas, já que contêm sais minerais.



3. **Comunicação química (feromônios)**

   * Uma formiga exploradora encontra algo de interesse e deixa um **rastro químico**. Outras seguem e, em pouco tempo, aquele lugar “estranho” pode se encher de formigas.





4. **Confusão com sinais elétricos**

   * Em alguns casos, formigas são atraídas por **campos eletromagnéticos** ou pelo leve **ozônio** gerado por circuitos, confundindo-os com sinais naturais. Isso explica por que invadem placas de energia, quadros elétricos e semáforos.

5. **Rotas de passagem**

   * Muitas vezes não é o objeto em si, mas sim que ele está **no caminho** entre o ninho e a fonte de alimento. Assim, controles, portas e equipamentos viram pontos de trânsito.

👉 Em resumo: as formigas não aparecem por acaso; elas seguem **calor, abrigo, alimento ou sinais químicos/elétricos**, mesmo que isso as leve a lugares que parecem “sem sentido” para nós.



Dia da Arvore


 

MEDIDAS PREVENTIVAS PARA O CONTROLE DE ESCORPIÕES (Tityus serrulatus, Tityus trivittatus).

                          MEDIDAS PREVENTIVAS PARA O CONTROLE DE ESCORPIÕES

(Tityus serrulatus, Tityus trivittatus).

(  ) manter o ambiente e canalizações livre de baratas baratas.

(  ) remanejar periodicamente materiais de construção que estejam armazenados

(  ) usar sempre luvas de raspa de couro ao manusear lixo reciclável ou madeiras.

(  ) consertar rodapés despregados e colocar telas nas janelas.

(  ) telar ralos de chão, pias ou tanques.

(  ) Manter limpos os jardins, quintais e arredores, aparando a vegetação com             freqüência.

(  ) Limpar periodicamente terrenos baldios dos arredores.

(  ) Não acumular lixo de varredura - folhas secas, gravetos e cascalhos.

(  ) Vedar frestas em portas, janelas e  muros, impedindo a entrada de escorpiões, principalmente ao anoitecer.

(  ) Evitar  que as paredes fiquem  sem  reboco, pois os buracos em tijolos servem de locais de abrigo para os escorpiões.

(  ) Manter alimentos bem embalados de modo a evitar infestação de baratas, cuja a presença atrai escorpiões.

(  ) Examinar roupas e calçados e antes de usá-los, principalmente quando tenham ficado expostos ou espalhados pelo chão.

(  ) Ao fazer inspeções para buscar escorpiões, escolha o horário noturno e, se possivel, use uma lanterna com lâmpada uv que reage com o corpo do escorpião.



É ÉPOCA DE SE PREPARAR PARA A INVASÃO DOS INSETOS ALADOS

 Todos os anos é a mesma rotina. Apesar do nosso país não estar situado em uma zona temperada, o inverno se faz presente e a ele segue a primavera, talvez sem todas as cores do hemisfério norte, mas com certeza, ela chega para a natureza e para os organismos em geral.




Os insetos organizados em sociedades, tais como as formigas, os cupins as abelhas, as vespas sociais, todas elas se preparam para esse momento importante, que sinaliza reprodução, renovação da criação. Os hormônios estão a mil, as sociedades de insetos aquecem os seus motores para o grande evento que é a saída dos alados reprodutores para dar inicio a novas colônias a serem espalhadas pelo bioma.

Esse é um momento em que acende a luz vermelha para as fábricas, por que a luz amarela acendeu no inverno. Quem não se preparou para a primavera/verão vai enfrentar dificuldades e grandes problemas agora.

As revoadas não têm hora nem dia para acontecer. Os sintomas são tardes mornas e úmidas, que favorecem as revoadas de cupins, os chamados aleluias, e as formigas saúvas.

O trabalho preventivo para enfrentar essa estação é uma revisão de todas as armadilhas luminosas instaladas, bem como de uma verificação geral de aberturas existentes que possam facilitar a entrada dos insetos alados.

É interessante até fazer um check list dessas tarefas em ordem para não se perder.

1 – verificar o estado das telas das janelas, se estão rasgadas, se precisam ser lavadas ou trocadas.

2 – Verificar se as telas estão bem fixadas, se a moldura está em bom estado ou se necessita de manutenção.

3 – verificar se existem outras frestas na estrutura decorrentes de pequenos reparos, obras, instalação de equipamentos e fechá-las.

4 – com relação às armadilhas luminosas fazer a troca das lâmpadas e aproveitar para uma limpeza geral.

5 – esse é um bom momento para comprar novas armadilhas caso alguma modificação no lay out e estrutura da fábrica tenha sido feita.

6 – Verificar telhados e forros com relação a possíveis aberturas, falhas e necessidade de manutenção.

7 – Verificar molas das portas de acesso às áreas produtivas. Se as molas não funcionam bem as portas não fecham e os insetos tem acesso facilmente às áreas internas,

8 – Verificar os ralos das áreas produtivas e áreas vizinhas. Muitos insetos alados se desenvolvem na matéria orgânica acumulada nos ralos, que devem permanecer bem fechados e higienizados com frequência.

9 – Verificar as portas de acesso às áreas produtivas, se há um espaço maior do que 5 milimetros e vedar.

10 – Reavaliar o programa de controle de pragas com o fornecedor, revisar os procedimentos, calendário de atendimento e rotinas para o período de maior concentração de insetos.

 

Se essas 10 orientações forem seguidas, será uma garantia de um verão muito mais tranquilo e produtivo.

 

Lucia Schuller

Bióloga

Setembro é o mês dos cupins


 

30 de agosto de 2025 - 52 anos da Abc expurgo


 

Como um inseto detestado pode trazer tantos benefícios para a pesquisa científica ?

 A Drosophila melanogaster, ou mosca da fruta, é um organismo modelo amplamente utilizado em pesquisas científicas, especialmente em genética e biologia do desenvolvimento, devido a diversas vantagens. Seus estudos têm contribuído para a compreensão de processos biológicos fundamentais e doenças humanas. 




Vantagens da Drosophila como organismo modelo:

Ciclo de vida curto:

A Drosophila tem um ciclo de vida rápido, com uma geração completa em cerca de 10-14 dias, o que permite a observação de múltiplas gerações em um curto período de tempo. 

Grande número de descendentes:

Cada fêmea produz um grande número de descendentes, o que facilita a análise estatística e a obtenção de dados significativos. 

Facilidade de manipulação:

As moscas-das-frutas são pequenas e fáceis de manusear, e seus experimentos podem ser realizados com equipamentos relativamente simples. 

Cromossomos politênicos:

As glândulas salivares das larvas de Drosophila possuem cromossomos politênicos, que são cromossomos gigantes com bandas visíveis ao microscópio, permitindo a identificação de alterações genéticas. 

Baixo custo:

A criação e manutenção de moscas-das-frutas em laboratório são relativamente baratas em comparação com outros organismos modelos. 

Genoma bem caracterizado:

O genoma da Drosophila é bem mapeado e sequenciado, o que facilita a identificação e manipulação de genes específicos. 

Conservação evolutiva:

Muitos genes da Drosophila têm homologia com genes humanos, o que torna a mosca um bom modelo para estudar doenças humanas. 

Aplicações em pesquisa:

Genética: Estudos genéticos clássicos e moleculares, identificação de genes e análise de suas funções. 

Biologia do desenvolvimento: Compreensão dos processos de desenvolvimento embrionário e formação de tecidos. 

Neurociência: Modelagem de doenças neurodegenerativas e estudo do desenvolvimento e função do sistema nervoso. 

Imunologia: Investigação de respostas imunitárias e doenças relacionadas ao sistema imunológico. 

Descoberta de medicamentos: Teste de novos medicamentos em vias bioquímicas conservadas em humanos. 

Estudos sobre envelhecimento: Observação de processos relacionados ao envelhecimento e longevidade. 

Exemplos de estudos:

Leucemia mieloide aguda:

A Drosophila tem sido usada para estudar a LMA e identificar genes envolvidos na doença. 

Doenças neurodegenerativas:

Modelos de doenças como Parkinson e Alzheimer foram criados em Drosophila para estudar a patologia e testar terapias. 

Câncer:

A Drosophila tem sido usada para estudar a progressão do câncer e identificar alvos terapêuticos. 

Em resumo, a Drosophila melanogaster é um organismo modelo versátil e poderoso que tem contribuído significativamente para a pesquisa em diversas áreas da biologia e medicina. 


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Ratos urbanos espalham bactéria mortal enquanto migram, aponta estudo

Pesquisadores analisaram o comportamento dos roedores para mostrar como diferentes populações estão relacionadas e como seus deslocamentos espalham a leptospirose.




Ratos urbanos espalham uma bactéria mortal enquanto migram dentro das cidades, podendo ser fonte de uma doença potencialmente fatal em humanos, de acordo com um estudo de seis anos realizado por pesquisadores da Universidade Tufts e seus colaboradores, que também descobriram uma técnica inédita para testar rins de ratos.

A leptospirose é uma doença causada por um tipo de bactéria frequentemente encontrada em ratos. Ela se espalha por meio da urina dos roedores, contaminando solo, água ou outros ambientes, tornando-se fonte de infecção para humanos, cães e outras espécies. Embora seja prevalente em todo o mundo, é mais comum em regiões tropicais — mas as mudanças climáticas podem fazer com que se torne mais frequente em regiões frias que estão esquentando.

Em Boston, a leptospirose persiste nas populações locais de ratos, e diferentes cepas da bactéria circulam pela cidade à medida que grupos de ratos migram, segundo o novo estudo de Marieke Rosenbaum, M.P.H., D.V.M., professora assistente do Departamento de Doenças Infecciosas e Saúde Global da Faculdade de Medicina Veterinária Cummings, da Universidade Tufts, em parceria com coautores da Universidade do Norte do Arizona (NAU), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Além disso, a análise genética de um caso humano de leptospirose em Boston, em 2018, indica fortemente os ratos como fonte da infecção.

O artigo, publicado recentemente na revista **PLOS Neglected Tropical Diseases**, é o trabalho mais recente conduzido por Rosenbaum e colaboradores como parte do *Boston Urban Rat Study*, um grupo de pesquisa que investiga se os ratos em Boston carregam patógenos que representam risco à saúde pública. Para este estudo, Rosenbaum se uniu ao Departamento de Serviços de Inspeção da Cidade de Boston e a outras instituições da cidade para monitorar ratos de 2016 a 2022 e testá-los para leptospirose. Os pesquisadores usaram técnicas moleculares avançadas para identificar exatamente quais tipos de leptospirose estavam presentes. Foram analisadas amostras de DNA de rins de 328 ratos coletados em 17 locais de Boston — 59 ratos, de 12 desses locais, testaram positivo para bactérias do gênero *Leptospira*.

A forma principal de se obter a sequência genômica completa de um vírus ou bactéria é cultivá-lo, mas isso foi um desafio porque o *Leptospira* é considerado um organismo de difícil cultivo,”** explica Rosenbaum.

“Ele tem exigências específicas de temperatura, pH e nutrientes. Mas nossos parceiros do USDA conseguiram cultivar a bactéria não só de rins frescos, mas também de rins congelados — algo inédito na literatura — para obter isolados."

Em seguida, os colaboradores da NAU, no *Pathogen & Microbiome Institute (PMI)*, usaram técnicas de captura e amplificação direcionada de DNA para separar e ampliar o DNA da leptospirose nas amostras, o que gerou uma grande quantidade de informações genômicas detalhadas sobre os isolados.

“As novas ferramentas genéticas que desenvolvemos e usamos neste estudo são um divisor de águas para a pesquisa em leptospirose, porque agora podemos usar o genoma completo para verificar a relação entre as amostras — algo que antes não era possível,” disse Dave Wagner, Ph.D., professor de ciências biológicas e diretor executivo do PMI na NAU.

“Com o cultivo e o sequenciamento, conseguimos analisar mais de perto como as diferentes cepas da leptospirose estão relacionadas, o que nos ajuda a entender como a bactéria é transmitida entre ratos e populações de ratos na cidade,” diz Rosenbaum.

Os pesquisadores esperam que suas descobertas ajudem a orientar ações de controle de ratos e mitigação de leptospirose em ambientes urbanos.

Sobre os casos humanos

Para este artigo, Rosenbaum e outros autores analisaram um caso humano de leptospirose em parceria com o CDC, que tinha um isolado obtido de um paciente em um hospital de Boston, relatado a nível federal. Pesquisadores da NAU sequenciaram o genoma e descobriram que era quase idêntico ao de três ratos diferentes, coletados em anos distintos, na mesma área de Boston.

“É uma evidência muito forte de que o rato foi a fonte desse caso humano,” afirma Rosenbaum.

Os ratos são a fonte mais conhecida de infecção por leptospirose em humanos. Mas nem todos os casos são diagnosticados ou notificados. Algumas pessoas podem se infectar, não apresentar sintomas e nem saber que foram contaminadas. Outras podem ter febre leve ou sintomas inespecíficos, até o sistema imunológico eliminar a infecção. No entanto, uma pequena porcentagem desenvolve uma forma mais grave da doença, que pode afetar diversos órgãos e, em casos extremos, levar à falência múltipla de órgãos e à morte.

“A exposição humana a ratos não é muito comum. Mas certas populações têm risco maior, como pessoas em situação de rua ou usuários de drogas injetáveis ao ar livre — situações que aumentam o contato direto com ratos,”** explica Rosenbaum.

Há também desafios para coletar dados sobre casos de leptospirose. Poucos médicos pensam em testá-la sem saber se o paciente teve exposição de risco. E mesmo quando testam, os resultados positivos às vezes não são notificados aos sistemas estaduais ou nacionais que reúnem esses dados. Além disso, como a leptospirose responde bem a antibióticos, se o médico prescreve o medicamento para tratar uma infecção suspeita, a bactéria pode não ser detectada no exame, explica Rosenbaum.

Sobre a migração dos ratos

“Os ratos têm uma estrutura genética muito definida, o que significa que há populações distintas em diferentes partes da cidade, altamente relacionadas entre si,”diz Rosenbaum.

“Não parece haver muita mistura com outras populações, o que contribui para uma população estável ao longo do tempo. Mas quando eles se dispersam, podem levar a leptospirose junto. A sequência genética da leptospirose também se mantém estável dentro de uma população de ratos por anos. Por exemplo, os ratos do Boston Common têm uma cepa que se mantém no local por anos, diferente da cepa que encontramos em outra área.”

Os pesquisadores descobriram que, em Boston, um rato precisaria percorrer mais de 600 metros para encontrar outra população geneticamente diferente. Também constataram que grandes avenidas interrompem totalmente a conexão entre populações de lados opostos e que os ratos usam áreas verdes e corredores biológicos para se deslocar e se misturar. Obras são outro fator conhecido por perturbar tocas, forçando os ratos a se mudar, o que pode aumentar a disseminação da bactéria.

Em termos de controle de pragas, Rosenbaum diz que o próximo passo é entender melhor como as intervenções de manejo impactam a migração dos ratos, a estrutura das populações e como isso afeta humanos e o meio ambiente.

“A extinção total é irreal,” diz ela. “Mas entender como diferentes ações de controle impactam a migração e a transmissão de patógenos dentro da população de ratos seria muito útil.”






ROEDORES Semana 2









 

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