Doença de Chagas: como é transmitida, como deve ser tratada e o que fazer para evitar
DOCUMENTAÇÃO – UM CASO SÉRIO - primeira parte
DOCUMENTAÇÃO – UM CASO
SÉRIO
Parte 1
Vamos falar sobre documentação a partir dessa publicação. Esse assunto está muito ligado às empresas que possuem Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs) assim como o comércio de alimentos em geral, incluindo restaurantes, cafés, padarias, supermercados.. É sabido que analisar documentação relativa ao serviço de controle de pragas não é tão simples como parece e muitas vezes alguns detalhes escapam, o que pode render ao responsável pelo gerenciamento do serviço uma grande dor de cabeça.
Um caso clássico
Uma determinada empresa foi atendida por uma prestadora de serviços de controle de pragas que não colocou o número de seu registro no certificado de aplicação o que impossibilita uma investigação adequada no caso de uma não conformidade grave. O número de registro da empresa junto à autoridade sanitária competente é um requisito primordial para a prestação desse serviço.
Em outra situação a empresa contratada lançou em seu certificado um número de registro de outro Estado que não pode ser aceito de forma alguma, já que quem dá a autorização de funcionamento é o Município ou o Estado e as licenças em geral têm somente validade dentro do Estado de origem da empresa prestadora.
Estas e outras irregularidades são observadas no dia a dia e o esclarecimento e orientação de conformidade com a legislação pode evitar aborrecimentos.
Alguns Municípios têm solicitado inclusive a Licença dos Veículos que transportam os produtos e os aplicadores. Isso não é regra geral, mas é uma exigência razoável já que a forma como os produtos químicos são transportados são regulados por lei federal e, em muitos estados, por regulamentos e leis estaduais.
Durante o processo de legalização da empresa controladora o Município ou o Estado exigem uma série de documentos; além do que a empresa passa por um processo de fiscalização inicial das atividades e é visitada anualmente.
Constam da Licença de Funcionamento informações que permitem ter uma visão mais clara da empresa. O nome e formação do Responsável Técnico são dados importantes para quem contrata esse serviço. O RT, de acordo com as novas resoluções e portarias tem funções destacadas na empresa e deve estar disponível o tempo todo para responder à questões técnicas internas e externas. Desconfie de empresas cujo RT nunca está presente!!!! Exija também uma cópia do Termo de Responsabilidade que é emitido pela mesma autoridade sanitária.
Segundo
informações da própria Vigilância Sanitária a Licença de Funcionamento, assim
como qualquer documento, pode ser falsificada. Por isso, verifique junto à
autoridade sanitária que emitiu a Licença se o registro é real. Atualmente a
Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém um cadastro (SIVISA)
atualizado de todas as empresas licenciadas e qualquer alteração ou não
conformidade pode ser detectada pelo Sistema.
Verifique se a data da Licença está atualizada. Não valem Licenças do ano anterior. Nesse meio tempo, a empresa pode ter sido desautorizada a operar e o consumidor paga a conta. Há casos em que a autoridade fornece uma única Licença e só renova anualmente mediante o pagamento das taxas. Nesse caso o consumidor deve exigir uma comprovação de que a empresa está legalizada que pode ser uma cópia do pagamento das taxas anuais ou uma declaração do próprio município.Isto é válido para os veículos de transporte, também.
Peça também um comprovante de "residência" da empresa controladora, que pode ser uma conta de luz ou de água. Assim, é possível checar os dados da empresa com os que constam no Alvará ou Licença.
Caso esteja tudo OK existem ainda algumas etapas a serem vencidas que serão tratadas nos proximos artigos.
Lucia Schuller
Bióloga e Mestre e Saúde Pública
O que é o "CHUMBINHO", um veneno que constantemente é usado para matar cachorros e gatos e também pessoas.
Esse texto foi fornecido pela Anvisa e é de interesse geral
A COMPRA E VENDA DE CHUMBINHO É CRIME. DENUNCIE!!
Escreva para a Ouvidoria da Anvisa, através do e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br ou para a Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos
Perguntas
Freqüentes – Chumbinho
É um
produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida. Não possui
registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo.
R.:
Geralmente sob a forma de um granulado cinza escuro ou grafite (“cor de
chumbo”).
R.: Não.
Trata-se de um produto ilegal que não deve ser utilizado sob nenhuma
circunstância.
R.: Em
geral, trata-se de venenos agrícolas (agrotóxicos), de uso exclusivo na lavoura
como inseticida, acaricida ou nematicida, desviado do campo para os grandes
centros para serem indevidamente utilizados como raticidas. Os agrotóxicos mais
encontrados nos granulados tipo ‘chumbinho’ pertencem ao grupo químico dos
carbamatos e organofosforados, como verificado a partir de análises efetuadas
em diversas cidades do país. O agrotóxico aldicarbe figura como o preferido
pelos contraventores, encontrado em cerca de 50 % dos ‘chumbinhos’ analisados.
Outros agrotóxicos também encontrados em amostras analisadas de ‘chumbinho’ são
o carbofurano (carbamato), terbufós (organofosforado), forato
(organofosforado), monocrotofós (organofosforado) e metomil (carbamato). A escolha
da substância varia de região para região do país.
R.:
Quadrilhas de contraventores, que adquirem o produto de forma criminosa
(através de roubo de carga, contrabando a partir de países vizinhos ao Brasil
ou desvio das lavouras), fracionam e/ou diluem e revendem no comércio informal.
Algumas casas agrícolas irresponsáveis também comercializam ‘às escondidas’
este veneno, agindo igualmente de forma clandestina.
R.: Não.
Esses venenos agrícolas possuem elevada toxicidade aguda, de forma que a morte
do roedor ocorre poucos instantes após sua ingestão, o que dá a falsa impressão
ao consumidor de que o produto é eficiente. Mas as colônias de ratos não
funcionam assim. Normalmente o animal mais idoso ou doente é enviado para
‘provar’ o novo ‘alimento’; como ele morre em seguida, os demais ratos observam
e fogem. Ou seja, o problema não foi resolvido, os roedores apenas passaram
para a vizinhança e continuam circulando pela região. Ao contrário, os
raticidas legais, próprios para esse fim e com registro na ANVISA (denominados
cumarínicos), agem como anti-coagulantes e a morte do animal é mais lenta,
fazendo com que todos os ratos da colônia ingiram também o veneno, assim exterminando-os
de forma mais eficiente, ainda que leve mais de tempo, apenas requerendo um
pouco de paciência e disciplina por parte do usuário.
- Quais são os perigos do uso irregular/ilegal de ‘chumbinho’ e os sintomas de intoxicação?
R.: Sendo
um produto clandestino/sem registro, ele não possui rótulo contendo orientações
quanto ao seu manuseio e segurança, informações médicas, telefones de
emergência e, o que é ainda mais grave, a descrição do agente ativo bem como
antídotos em caso de envenenamento, o que é fundamental para orientação do profissional
de saúde nesse momento. Os sintomas típicos de intoxicação por ‘chumbinho’ são
as manifestações de síndrome colinérgica e ocorrem em geral em menos de 1 h
após a ingestão, incluindo náuseas, vômito, sudorese, sialorréia (salivação excessiva),
borramento visual, miose (contração da pupila), hipersecreção brônquica, dor
abdominal, diarréia, tremores, taquicardia, entre outros.
gratuita em
todo território nacional e você será atendido e orientado por um profissional
de saúde especializado
a Gerência
Geral de Toxicologia da Anvisa (toxicologia@anvisa.gov.br). Seus dados serão mantidos
Moscas podem contaminar alimentos com bactérias que elas carregam? Veja a evidência.
Uma importante pesquisa feita no Japão na Escola de Medicina Veterinária analisou através de ensaios praticos se moscas domésticas podem contaminar alimentos. Teoricamente isso já é bastante conhecido, porém esse ensaio assegurou ainda mais a necessidade de evitar o contato, mesmo que breve, das moscas com os alimentos. Abaixo texto do resumo traduzido do trabalho publicado em 2019. Para os que queiram ler o trabalho inteiro a fonte está no final do resumo.
"As moscas desempenham um papel fundamental como vetores na transmissão de várias bactérias e representam risco de contaminação bacteriana para os alimentos.
Para avaliar a contaminação bacteriana relacionada ao tempo e à concentração de alimentos por moscas domésticas com base em sua atração pelo alimento, determinamos o número de Escherichia coli resistentes a antimicrobianos alimentados transferidos de moscas domésticas para alimentos, mistura de açúcar e leite, maçã e bolo. As moscas domésticas contaminaram os alimentos com a E. coli em 5 min, e as bactérias estavam presentes em grande número na maçã e no bolo (3,3 × 103 e 3,5 × 104 UFC/g de alimento, respectivamente).
Além disso, o número de E. coli alimentadas com os alimentos aumentou com o tempo, subindo para 3,6 × 104-1,7 × 105 UFC / g. Mostramos que o nível de contaminação de alimentos causado por moscas domésticas depende da concentração de bactérias que as moscas domésticas carregam, do tempo de contato com o alimento e da atração das moscas pelo alimento.
Ref.:Contaminação de alimentos com bactérias Akira Fukuda†, Masaru Usui, Chinami Masui e Yutaka Tamura Laboratório de Microbiologia e Segurança Alimentar de Alimentos, Escola de Medicina Veterinária, Universidade Rakuno Gakuen, 582 Midorimachi, Bunkyodai, Ebetsu, Hokkaido 069-8501, Japão
VETORES E O AMBIENTE DE TRABALHO
Segurança é a palavra chave. Mas que tipo de relação pode existir entre segurança no ambiente de trabalho e os vetores urbanos? Muito se tem discutido a respeito da real influência que insetos e roedores tem sobre a saúde e segurança do trabalhador. Ainda questionamos sobre a real necessidade de se “investir” em um serviço de controle de pragas. Na presença das primeiras dificuldades econômicas, geralmente é o item que é imediatamente cortado para redução de despesas. Ou pior, no intuito de se executar um serviço com preços mais módicos, o trabalho é entregue a um funcionário da própria empresa, alguém da faxina talvez, que nenhum treinamento possui para executar tal tarefa. Esta pessoa passa a ser responsável pela aplicação de produtos tóxicos e consequentemente, pela segurança de todos que utilizam aquela área. A partir desta nova incumbência, a questão não é mais somente a presença de pragas mas modifica-se e é agravada pelo risco no uso de produtos quimicos.
Em 1972 uma médica inglesa, Beatson, observou em um hospital a presença de pequenas formigas que se infiltravam dentro de medicamentos, materiais esterilizados, equipamentos para aplicação de soro, etc. e curiosamente, resolveu avaliar microbiologicamente, o que aqueles insetos poderiam eventualmente estar transportando. Ela surpreendeu-se com a grande quantidade de microrganismos patogênicos encontrados nas diversas partes do corpo destas,aparentemente inofensivas, formiguinhas. Esta conclusão levou outros países a também iniciarem estudos e a chegarem a conclusões semelhantes à da Dra Beatson a respeito do risco à saúde que estas formiguinhas representam. O nosso ambiente de trabalho pode ser um hospital, um restaurante, um escritório, um galpão de fábrica, ou até mesmo a nossa casa. Em todos estes ambientes as pragas vão ter ou não condições de se abrigar, proliferar e por consequência espalhar microrganismos e aumentar as chances de entrarmos em contato com eles. Assim, quanto melhor fôr o ambiente de trabalho do ponto de vista de higiene, limpeza, manutenção e ausência de pragas, melhor para nós, para nossa saúde e melhor será o nosso rendimento. Estaremos doentes menos vezes e produziremos mais.
Entretanto, o trabalho de controle de pragas não é mais uma
mera aplicação de “venenos” com os seus consequentes riscos à saúde pública. É,
muito mais do que isto. É um trabalho de observação, de integração, de
conscientização. Todos devem estar envolvidos, cliente e parceiro, nesta
batalha. A utilização de produtos químicos é somente uma das etapas do
controle. Esta nova visão chama-se Controle
Integrado de Pragas e segue de
encontro com as posturas que estão sendo adotadas modernamente em relação ao
meio ambiente. Um pesticida mal utilizado pode contaminar o ambiente urbano e
as pessoas que lá vivem. Com certeza não é a única solução de nossos problemas
com pragas.
Lucia Schuller
Bióloga
Mestre em Saúde Pública
É verdade que os mosquitos picam algumas pessoas mais do que outras?
Com certeza alguém já esteve em alguma festa ao ar livre ou num churrasco e notou o aumento de mosquitos. Mas Vc sabia que eles são insetos seletivos? Isto é, algumas pessoas têm mais probabilidade de serem picadas do que outras.
Existem alguns fatores que podem contribuir para que isso aconteça. Segundo um estudo do Journal of Medical Entomology, os mosquitos pousam duas vezes mais em pessoas com sangue tipo O do que aquelas com sangue tipo A. Os pesquisadores notaram que isso tem a ver com as secreções que produzimos, que alertam os mosquitos sobre o tipo de sangue.
Estilo de vida ou outros fatores de saúde também podem ter um papel determinante, disse Melissa Giliang, dermatologista da Cleveland Clinic.
“Se a temperatura corporal estiver mais alta, se estiver a movimentar-se ou se estiver a beber álcool, será um alvo para os mosquitos”, diz a especialista. “Estar grávida ou estar acima do peso também aumenta a taxa metabólica”, pode ler-se na Health Digest.
Fonte: https://www.noticiasdecoimbra.pt/e-por-isto-que-os-mosquitos-picam-algumas-pessoas-mais-do-que-outras/#goog_rewarded
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