Insider lança camiseta repelente para combater doenças transmitidas por mosquitos

 Ao atingir mais de 3 milhões de casos prováveis de dengue, de acordo com o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, o Brasil nunca esteve tão suscetível ao mosquito transmissor, o Aedes Aegypti. Para contribuir no combate à doença, a Insider, empresa brasileira referência em moda funcional, lançou a Tech T-Shirt Mosquito Repeller, camiseta repelente com tecnologia inovadora projetada para afastar esses insetos.


A tecnologia têxtil, desenvolvida a pedido da Insider, consiste no tratamento do tecido de permetrina, uma versão sintética de um composto natural encontrado nas flores de crisântemo. Essa aplicação, não tóxica para humanos, oferece propriedades repelentes e inseticidas, agindo no sistema nervoso dos mosquitos.


Os benefícios da camiseta repelente são perceptíveis a uma distância de até 20 centímetros do tecido, reduzindo em até 90% os pousos de insetos na roupa e em sua área circundante. O ativo age repelindo a aproximação do mosquito, causando irritabilidade aos insetos “mais teimosos” e que insistem em pousar nas peças tratadas, e provocando efeito paralisante caso haja persistência de contato.

O uso de roupas tratadas com permetrina faz parte das medidas de controle de vetores do departamento de defesa dos Estados Unidos, inclusive para fins militares, de acordo com Yuri Gricheno, CEO da Insider.

“Apresentamos essa tecnologia ao mercado brasileiro como uma aliada na luta contra a dengue. Depois de muitos estudos, conseguimos chegar a esse produto, que alcançou o equilíbrio entre conforto e proteção em um tecido inteligente”, explica.

A Insider foi fundada em 2017 por Yuri Gricheno e Carol Matsuse, com o propósito de trazer uma mudança significativa na indústria da moda, centrada em três pilares: tecnologia, design e sustentabilidade. Seus produtos são desenvolvidos com estética atemporal e maior durabilidade, gerando menos consumo e utilizando menos recursos naturais. Prestes a completar sete anos de fundação, a Insider é considerada a maior marca de roupas essenciais do e-commerce brasileiro, com mais de meio milhão de clientes em mais de 40 países. Ela já se destacou anteriormente no fornecimento de soluções têxteis para a saúde pública durante a pandemia de Covid-19, com a produção de máscaras antivirais.

“Quando lançamos o produto, nosso estoque para um mês esgotou em apenas três horas. Sem dúvida, foi um momento importante para a nossa história e queremos continuar atentos às demandas da sociedade, com peças cada vez mais funcionais para o dia a dia”, relata Carol Matsuse, COO da Insider.

Outras propriedades

Ao repelir o mosquito Aedes Aegypti, a Tech T-Shirt Mosquito Repeller também ajuda no combate a outras doenças transmitidas por esse vetor, como Zika, Chikungunya e Febre Amarela Urbana. Além disso, a peça é eficaz contra o mosquito Anopheles, transmissor da Malária; o mosquito Palha, causador da Leishmaniose; e carrapatos Estrela, vetores da Febre Maculosa e da Doença de Lime.

Indicada para uso casual em áreas urbanas com alta incidência de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, a camiseta repelente também pode ser utilizada para atividades ao ar livre, como viagens, jardinagem e acampamento. Fabricada em tecido modal, com fibras naturais e certificadas, ela oferece maciez superior à do algodão e possui proteção UV40 contra os raios solares UVA e UVB.

Cuidados

A vantagem de usar a camiseta com acabamento repelente é que não é necessária a aplicação e reaplicação de sprays ou outros tipos de loções, porque o efeito repelente das peças Insider resiste a até 50 lavagens domésticas. No entanto, é importante ressaltar que as áreas corporais não protegidas ainda requerem o uso de repelentes convencionais.

Extraído de: Adnews20/05/2024


Texto do site da Insider - 


A Best Seller Tech T-shirt com acabamento repelente de insetos. Evita o contato com mosquitos como Aedes Aegypti, que pica através dos tecidos normais e é transmissor da dengue. Dispensa aplicação de repelentes diretamente nas roupas, e dura até 50 lavagens domésticas. É a evolução da camiseta com os benefícios únicos da tecnologia Insider:

  • Ação repelente de insetos
  • Não precisa ser passada
  • Proteção UV 40
  • Fibras 2x mais macias que o algodão
  • Regula a temperatura
  • Anti odor - desfavorável à proliferação de bactérias do mau cheiro

O produto não é indicado para crianças menores de 12 (doze) anos.
É recomendado que gestantes e lactantes consultem o seu médico antes do uso das peças.
Para maior proteção, recomendamos a aplicação de repelentes nas partes do corpo não protegidas pela camiseta.
Não há registros de reações adversas em contato direto com pets.


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Vale do Taquari foi uma das regiões mais afetadas pelas chuvas no RS

 

O governo do Rio Grande do Sul confirmou, nesta segunda-feira, a primeira morte por leptospirose após o início das chuvas que atingem o estado desde o fim de abril. Eldo Gross, de 67 anos, era da cidade de Travesseiro, no Vale do Taquari. Segundo a Secretaria da Saúde, o estado já registrou 19 casos confirmados de leptospirose nas últimas semanas.




A causa da morte do idoso foi confirmada por avaliação do Laboratório Central do Estado (Lacen). Somente na cidade de Travesseiro, são três casos de leptospirose já constatados — um pai e duas filhas, moradores da Linha Cairu. O estado de saúde dos três é estável. O homem está internado no Hospital Marques de Souza e as filhas são acompanhadas pela atenção primária.

Os 19 casos confirmados e a morte de Eldo Gross, no entanto, não são os primeiros deste ano. Conforme explica o Governo do Rio Grande do Sul, a leptospirose é considerada uma doência endêmica, ou seja, tem circulação sistemática no ambiente. Assim, as chuvas e alagamentos aumentaram a chance de infecção.

Lama e destroços: água abaixa em algumas regiões do Rio Grande do Sul e revela imagens da destruição após enchentes

À medida que o nível de água vai descendo em algumas cidades do RS, os gaúchos retornam às suas casas e se deparam com a dimensão dos estragos e perdas

Antes dos temporais, o estado já havia registrado, somente em 2024, 129 casos e seis mortes por leptospirose. Em 2023, foram 477 casos e 25 mortes.

Em Travesseiro, para atuar na contenção dos casos na cidade, que tem pouco mais de 2 mil habitantes, a prefeitura de Travesseiro pediu à Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul auxílio com medicação profilática para tratamento de leptospirose.

O pedido, feito na semana passada, ainda não foi atendido, em parte pela dificuldade de chegada na cidade — as principais vias de acesso foram tomadas pela cheia do Rio Forqueta.


Quais são os sintomas da leptospirose?

Os principais sintomas da leptospirose são: febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (principalmente na panturrilha), e calafrios. A Secretaria da Saúde reforça ser imprescindível buscar ajuda médica assim que os sintomas surgirem. Eles aparecem, em geral, de cinco a 14 dias após a contaminação.

Devido às enchentes, os casos suspeitos de pessoas que tenham tido contato com alagamentos devem ser tratados com medicação imediata. A partir do sétimo dia do início dos sintomas, as unidades de saúde devem coletar amostras para serem examinadas no Lacen. A automedicação não é recomendada.


Extraído de - https://oglobo.globo.com/brasil/sos-rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/21/enchentes-no-rs-estado-ja-confirmou-19-casos-de-leptospirose-apos-chuvas.ghtml

Confie no nosso time de biólogas. Controle de pragas é conosco mesmo!


 

Febre oropouche tem explosão de casos no Brasil

Febre Oropouche no Brasil


 

Formigas doceiras incomodam. Vamos acha-las.

 


 


FEBRE OROPOUCHE ESPALHA-SE PELO BRASIL - ENTENDA A DOENÇA

 Febre oropouche se espalha pelo país; entenda o que é a doença

De VivaBem, em São Paulo*

Dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Saúde mostram que os casos de febre oropouche estão se espalhando pelo Brasil. O país contabiliza, neste momento, 5.102 casos da doença, sendo 2.947 no Amazonas e 1.528 em Rondônia.

Os demais casos foram registrados ou estão em investigação na Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná. Os dados foram atualizados até o dia 15 de março.


"Há algumas semanas está acontecendo um espalhamento para outras regiões do Brasil. A gente não está só naquela concentração na região Norte, que foi o primeiro momento. A gente acreditou que ia ficar concentrado, mas vimos que houve um espalhamento", alerta Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da SaúdE.


"Introduzimos a vigilância dessa nova doença, fizemos a construção das orientações para observação clínica. A gente não tinha nenhum manual ou protocolo para febre Oropouche. Distribuímos os testes para toda a rede Lacen [laboratórios centrais] e, por isso, estamos conseguindo captar, fazer o diagnóstico correto para essa doença. Estamos monitorando de perto e entendendo melhor essa nova arbovirose", esclarece.

A maioria dos casos de febre oropouche no país foi diagnosticada em pessoas com idade entre 20 e 29 anos. As demais faixas etárias mais afetadas pela doença são 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 10 a 19 anos.

O que é a doença?

Sintomas 

A febre oropouche causa sintomas muito parecidos com os da dengue e os da chikungunya e é uma arbovirose, ou seja, é transmitida pela picada de um mosquito, o Culicoides paraense, também conhecido como maruim.

Transmissão

Os mosquitos do gênero Culex também podem ser vetores.

No ciclo selvagem, os hospedeiros são animais primatas e o bicho-preguiça, enquanto no ciclo urbano o ser humano continua sendo o principal hospedeiro.

"A transmissão do vírus ocorre pela picada do mosquito infectado, ou seja, ela ocorre onde há a presença do mosquito maruim. Não há registro de casos de transmissão de pessoa para pessoa diretamente e os sintomas são muito semelhantes aos da dengue, como dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, tontura, náusea e diarreia", diz Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas).

O período de incubação do vírus é de quatro a oito dias, quando surgem os primeiros sinais. A manifestação dos sintomas costuma durar de cinco a sete dias, mas, segundo o alerta emitido, a recuperação total do paciente pode levar semanas.

Tratamento 

O tratamento é realizado com medicamentos para tratar os sintomas e hidratação. Até o momento, não existe vacina ou um antiviral disponível para a febre oropouche.

Prevenção 

As medidas de prevenção são as mesmas de outras doenças causadas por picadas de mosquitos:

Uso de repelentes, principalmente no início e no fim do dia;

Usar preferencialmente blusa de manga longa e calça comprida ao adentrar áreas de mata e beira de rios;

Usar telas e mosquiteiros em áreas rurais e silvestres.

Além disso, é recomendado procurar ajuda médica sempre que apresentar algum sinal de gravidade, em alguns pacientes, não todos, o caso pode evoluir com quadro de meningite ou de encefalite… - 

Então, quando o paciente tem sintomas tão intensos que não é possível controlar com medicação sintomática em casa, é preciso procurar um médico… -

A eliminação dos criadouros do mosquito envolve evitar acúmulo de lixo, limpar terrenos, caixas d'água, cisternas, realizar vistorias para evitar água parada que propicie que os mosquitos depositem os ovos, entre outras.

*Com informações da Agência Brasil e de reportagem publicada em janeiro de 2024.

EXTRAÍDO: DE https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/05/16/febre-oropouche-se-espalha-pelo-pais-entenda-o-que-e-a-doenca.htm

Elimine as formigas doceiras de sua casa ou empresa


 

Com recuo da água, Porto Alegre enfrenta lixo na rua, ratos e insetos | ...


 

Contestação: “A profilaxia não é uma inutilidade”

 


Contestação: “A profilaxia não é uma inutilidade”

A profilaxia para leptospirose está indicada profilaxia com antimicrobianos pode ser realizada em situações de alto risco.

Foto: Arquivo Divulgação/Freepik/NDFoto: Arquivo Divulgação/Freepik/ND

Sobre a nota “Papo de médicos”, a médica cardiologista Josiane de Souza, faz alguns questionamentos, que entende ser seu dever esclarecer a população: A profilaxia para leptospirose está indicada profilaxia com antimicrobianos pode ser realizada em situações de alto risco. “Indivíduos com exposição contínua de transitar em águas contaminadas ou alagadiças com ou sem lesões de pele. Nadar em área alagada e a ingestão de água contaminada também são consideradas de alto risco”. Baseado nesses fatos, fazemos a recomendação de que sejam considerados de alto risco e elegíveis para que seja considerado o uso de quimioprofilaxia: Equipes de socorristas de resgate e voluntários com exposição prolongada a água de enchente, nos quais os equipamentos de proteção individual não são capazes de prevenir a exposição; Pessoas expostas à água de enchente por período prolongado com avaliação médica criteriosa do risco dessa exposição”.

Referência: Nota técnica conjunta da Sociedade Brasileira de Infectologia e Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, elaborada no último dia 5. A chance de desenvolver leptospirose após o contato com água contaminada é em torno de 4,2%, com a profilaxia cai para quase zero de acordo com a literatura (N Engl J Med. 1984;310(8):497-500.). Dessa forma, a profilaxia não é uma inutilidade, a medicação é antiga e barata,e o atendimento é gratuito. A sua resposta de quem ganha com isso eu consigo responder: os pacientes!

Republicado de :https://ndmais.com.br/saude/contestacao-a-profilaxia-nao-e-uma-inutilidade/


Enchente aumenta risco de leptospirose e outras doenças podem se espalhar pelo Estado

A maior tragédia climática da história recente do País traz mais uma preocupação em meio a tantas outras que surgiram com o avanço das águas por praticamente todo o estado gaúcho. Para salvar as vidas que estavam – e algumas ainda estão – em risco, profissionais e voluntários que fazem os resgates na enchente, assim como as pessoas resgatadas, estão suscetíveis a contrair leptospirose e outras doenças, como hepatite As infecções de pele, raiva e infecções gastrointestinais. 

O alerta é do infectologista Alessandro Comarú Pasqualotto, presidente da Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI), que falou ao Jornal do Comércio sobre Jornal do Comércio 

– Qual a possibilidade de ocorrer uma epidemia de leptospirose no Estado? 

Alessandro Comarú Pasqualotto - É esperado, sim, que aumente o número de casos de leptospirose no Estado. Lembro que a maior parte dos casos de leptospirose são brandos, são pouco sintomáticos. As pessoas podem ter somente uma febre, dor no corpo, dores musculares, dor de cabeça, mas tem gente que morre de leptospirose e morre com sangramentos, com problemas no fígado muito graves. Então isso, sim, é uma preocupação. Ocorre muito depois de enchentes o aumento de contaminados por leptospirose. É uma doença que vem da urina do rato. Essa água que a gente está exposta é uma água nitidamente contaminada com matéria orgânica, com dejetos humanos e também com urina de animais. Então, deve acontecer o aumento de casos, especialmente quando a água começar a abaixar. As pessoas começam a ir para suas casas e muita gente faz isso sem nenhuma proteção, sem usar bota, de pé descalço - exposto à água. Talvez neste momento, no qual o volume de águas seja maior, o risco não seja tão grande, mas ele existe. Então é uma preocupação, sim, e os hospitais devem se preparar para receber um aumento no número de casos, suspeitar adequadamente dessa doença. JC - Quanto tempo de exposição à água requer medicação? Pasqualotto - Bom, é polêmica a indicação de medicamento para previnir leptospiorse. Os estudos mostram é que, sim, que alguns antibióticos previnem a leptospirose nas pessoas que foram expostas à água contaminada. Mas são estudos muito variados em desenho, em geral são estudos pequenos, pouco controlados, então é uma evidência frágil. No entanto, é uma evidência que, embora frágil, é suficiente para que a gente faça uma recomendação de antibióticos, mas não para todo mundo. Muita gente teve contato com a água, e o que nós fizemos foi um documento técnico, conjunto na Sociedade Brasileira de Infectologia e o Estado do Rio Grande do Sul recomendando o uso do antibiótico para populações de maior risco, que ficou definido como aquelas que tivessem uma exposição maior, mais prolongada à água contaminada, e isso é em geral a realidade dos socorristas. As pessoas em atitudes heróicas estão tentando salvar vidas, estão pulando na água, nadando na água contaminada, então não só quem socorreu pessoas, mas quem foi socorrido, quem foi vítima de afogamento, que engoliu água, quem ficou com água até o pescoço por um período prolongado. O que é prolongado não é claro na ciência, mas se entende talvez como algumas horas ou talvez menos. No entanto, se a pessoa tiver lesões de pele, tiver ferimentos e lacerações e feridas na pele, isso aumenta muito o risco de ser contaminado. Então, não é uma exposição curta com pele íntegra - pode até vir a ser -, mas é muito mais frequente em quem está mais tempo exposto à água, por mais superfície do corpo, e com pele machucada.

 JC - Quais são os principais sinais e sintomas e o que deve ser feito? 

Pasqualotto - Então, as pessoas que tiveram contato com água, especialmente aquelas que não usaram antibiótico - lembrando que essa doença acontece em geral uma semana ou duas após a exposição, então vamos dizer que 7 dias, 10 dias depois de ter entrado na água a pessoa começa com febre, febre alta, dores no corpo, dores nos músculos, dores na panturrilha, dor de cabeça, dor atrás do olho. E algumas pessoas, claro, podem complicar esse quadro, terem sangramentos, ficarem amarelas. Por isso não precisa esperar ficar tão grave para procurar ajuda. É importante que, qualquer uma dessas manifestações, busque atendimento para receber antibiótico. A leptospirose é uma doença que é tratada com vários antibióticos disponíveis, então procure ajuda médica para que se faça o tratamento. A tendência é que isso passe a ser tão frequente que talvez que se tenha dificuldade em fazer diagnóstico e que qualquer pessoa que chegue com uma dessas reclamações e tenha sido exposta à água termine recebendo antibiótico. 

 JC - Alguns dos antibióticos utilizados para os tratamentos estão em Porto Alegre e em cidades do Interior. O que fazer nesses casos? 

Pasqualotto - Está faltando, sim. Por isso veio essa recomendação técnica, para mostrar que o antibiótico não é para todo mundo, para prevenir, e especialmente para os socorristas, para as pessoas que estão prestando socorro, e para aquelas que sofreram, quase foram afogadas durante o procedimento de resgate. Então, não é para todo mundo usar porque vai faltar antibiótico. Já está faltando? O que estamos tentando, e dizemos pressão com o Ministério da Saúde, é para que aumentem o aporte de remessa paro estado do Rio Grande do Sul desses antibióticos. O próprio Ministério que antes entendia que não havia indicação de usar antibiótico nesse contexto revisou sua posição depois da nota técnica publicada pela Sociedade, assumindo que, nesses contextos colocados, especialmente para os socorristas, deva ser usado antibiótico. Isso deve assegurar para o Estado um maior aporte de antibiótico. Lembrando que, de novo, quanto mais cedo começar antibiótico, melhor, especialmente esses primeiros cinco dias após a exposição. A indústria farmacêutica está sendo pautada também e tem feito doações. Algumas doações estão sendo entregues diretamente nos locais de atendimento. Outras, para a Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul. 

 JC - Além da leptospirose, há alguma outra doença infecciosa que mereça atenção em especial neste momento de cheias? 

Pasqualotto – Sim. A leptospirose não é a única doença infecciosa que pode ser transmitida pelas águas contaminadas; tem doenças que estão associadas com diarreia e que podem ser bem graves nessa população de risco. Pode dar febre, pode dar dor de barriga, pode dar vômitos, podem desidratar as pessoas - para isso as pessoas têm que ter atenção. Tem gente que está ingerindo água contaminada por não ter acesso a água potável nas cidades. As torneiras estão secas, os mercados já não têm água mineral. Então, quem puder ter acesso a água, se possível filtre essa água com filtro, pode ser de café, pode ser com pano limpo, ferva a água por pelo menos cinco minutos, para que aí possa consumi-la; ou, se não puder ferver, que acrescente um pouco de hipoclorito de sódio, que é disponível para limpeza, e que não haja nenhum perfume, nenhum produto adicional, que seja hipoclorito o mais puro possível, como água sanitária. Duas gotas, é um pouquinho só, de dois e meio por cento para cada litro de água. Isso purifica a água também, que pode ser usada para limpar os alimentos. Outra preocupação é com hepatite A, porque pouca gente foi vacinada para hepatite A, só as crianças agora nos últimos anos. Por isso, tem muito adulto não vacinado, tem pouca gente que teve hepatite A na vida, tem muita gente vulnerável a vir a ter hepatite A. Estamos fazendo esforço para produzir um documento técnico que deve ficar pronto logo junto com a Sociedade Brasileira de Imunizações, para um posicionamento quanto às vacinas necessárias nesse contexto de epidemia. E isso inclui não só hepatite A, que está em falta - diga-se de passagem, no Brasil -, mas a gente tem dose de crianças que devem ser usadas, e isso vai ser articulado junto com a Secretaria Estadual de Saúde. Também tem o tétano, muita gente está chegando machucada, muita gente com mordidas de animais - que pode ter raiva. Ou seja, várias doenças podem acontecer. Tem ainda as infecções. Quem apresenta feridas causadas seja por mordida, por machucado ou porque a pessoa já tem uma ferida crônica por outra doença deve evitar essa água contaminada. Quem tiver feridas que comecem a inflamar, a sair pus, a ficar necrótica, preta, obviamente tem que procurar ajuda porque pode precisar de antibiótico. Então, são muitas as doenças que podem acontecer. As pessoas estão sendo recolhidas, tratadas em abrigos, com situações precárias. São muitas as pessoas abrigadas na região. Então, nos abrigos tem muitos surtos de sarna, de piolho, tem pessoas com gripe, com Covid, e elas estão passando umas para as outras, tem gente que pode passar tuberculose. Então, tem muita gente com doenças respiratórias. De novo vem a importância da vacinação, precisamos atualizar o calendário vacinal desse povo todo, e para isso precisa, primeiro, da recomendação técnica da Sociedade, que deve sair logo, para que então o Estado faça a sua parte e coloque a vacina disponível na ponta, lá onde as pessoas estão, lá no abrigo, lá no atendimento primário das pessoas, porque não dá para esperar que a pessoa vá hoje lá no posto de saúde, vá não sei aonde, porque ela não sabe nem aonde ir, nem o que está funcionando. Hoje, o Sistema de Saúde descentralizou. A Saúde precisa estar lá na beira do rio, lá no abrigo, lá na escola das pessoas. Então, meu recado geral é que as pessoas consumam água própria para consumo, água limpa, fiquem atentos a sinais de infecção e evitem lotar as emergências dos hospitais se não houver necessidade. Tem muita gente oferecendo telemedicina, muitas redes de apoio se colocando aí. E obviamente automedicação, mas busquem atendimento médico o mais cedo possível, para que se possa filtrar aqueles que precisem de hospital. Os hospitais também estão com falta de água, estão superlotados, e estão se organizando para receber esses doentes à medida que eles forem aparecendo.

Reproduzido de :

https://www.jornaldocomercio.com/geral/2024/05/1154030-enchente-aumenta-risco-de-leptospirose-e-outras-doencas-podem-se-espalhar-pelo-estado.html

O que é leptospirose, a doença que pode afetar população do RS?

A leptospirose é uma doença infecciosa febril que pode afetar a população do Rio Grande do Sul, especialmente durante períodos de enchentes e inundações. Ela é causada pela bactéria Leptospira, que é transmitida através do contato direto ou indireto com a urina de animais infectados, principalmente ratos. Durante enchentes, o risco de contaminação aumenta significativamente, já que a água contaminada mistura-se com a urina dos ratos nos esgotos e bueiros, ampliando a área de propagação da bactéria.

Fig 1    Leptospira icterohaemorrhagiae


Os sintomas da leptospirose geralmente aparecem de sete a 14 dias após a exposição à bactéria e podem incluir febre, dor de cabeça, dor muscular (principalmente nas panturrilhas), falta de apetite e náusea. Em casos mais graves, a leptospirose pode evoluir para a síndrome de Weil, caracterizada por icterícia rubínica (tonalidade alaranjada da pele), hemorragia e insuficiência renal.



O diagnóstico precoce é crucial para a recuperação do paciente. O tratamento inclui a prática de quimioprofilaxia, que consiste no uso de medicamentos como a doxiciclina, sob orientação médica, para reduzir o risco de infecção na população exposta à água da enchente, socorristas de resgate e voluntários que apresentarem sintomas associados à leptospirose. O Ministério da Saúde não recomenda o uso generalizado da quimioprofilaxia, mas ela pode ser indicada em situações de alto risco, conforme protocolos científicos diversos.


adaptado de Terra.com.br

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